Leitura Dinâmica

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Um livreiro idealista

B’SD

A preciosa Mitsvá de Quidush Hashem

(A Santificação do nome de D’us)

 

Uma história verdadeira

         Ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Um comerciante não judeu de uma cidadezinha deu um número maior de selos postais do que ele tinha comprado a um estudante da Ieshivá. De volta em casa, o jovem percebeu o erro, e voltou rapidamente à loja para devolver os selos a mais. O comerciante ficou espantado com esta honestidade e decidiu testar outros estudantes fazendo o mesmo “erro”. Todas as vezes, os selos não pagos lhe eram devolvidos com a maior pressa. O dono da loja ficou tão impressionado que arriscou sua própria segurança nos anos trágicos que se seguiram, escondendo judeus e ajudando-os a escapar de Hitler Conhecemos muitos Sábios que rasgavam um selo cada vez que mandavam uma carta por intermédio de terceiros, para estarem seguros que o correio não sofreria nenhum prejuízo que pudesse ser imputado a eles. Nada estranho, portanto, que estes jovens tenham tentado imitar as qualidades elevadas destes grandes Sábios, na sua conduta quotidiana.

 

         Uma história das mais pungentes:

93 moças judias sem alternativa desafiam corajosamente a cólera de nazistas armados

         A seguinte nota apareceu no “New York Time”, durante a Segunda Guerra Mundial. “O rabino Léo Jung de Nova Iorque recebeu uma carta proveniente de uma professora de hebraico da Cracóvia, na Polônia, que lhe solicitava organizar um Cadish (oração proferida em memória de pessoas falecidas), para ela e suas 92 estudantes: “Caro Rabino Jung, quando esta carta chegar às suas mãos estaremos num mundo melhor. Informaram-nos que jovens nazistas deviam nos visitar em algumas horas. Unanimemente decidimos que preferiríamos morrer a ser manchadas pelos nazistas. Possuímos veneno suficiente e estamos felizes de morrer por Quidush Hashem. Agora vamos sentar e ler juntas os Tehilim (Salmos) pela última vez nas nossas jovens vidas. Não estamos com medo. Tomamos banho e nossos corpos estarão já purificados quando nossas almas voltem a Hashem. No momento que escutarmos os nazistas chegando, tomaremos o veneno. É com o Shemá (Shemá Israel) nos lábios que daremos nosso último suspiro. Por favor, mande rezar um Cadish por nós.”

         Estas pessoas cumpriram a promessa que fazemos a cada dia no Shemá: “E amarás ao Eterno com todo teu coração, com toda tua alma [até morrer por isso] e com todas tuas forças [até renunciar ao que possuis].”

 

O Quidush Hashem hoje

         Em nossos dias, raramente nos é solicitado morrer para não transgredir as três interdições maiores: o assassínio, a imoralidade e o adultério. Entretanto podemos sempre cumprir a Mitsvá de Quidush Hashem num grau menor, na nossa vida diária, pelo cumprimento das Mitsvot e das boas ações.

         1. Cada judeu que suporta calmamente um calor tórrido e respeita as leis de Tsniut, quer dizer de pudor, em suas roupas, encontrará graça diante daqueles que a verão.

         2. Um jovem mãe que passeia alegremente com o carinho na rua, cercada de cada lado por seus jovens filhos, ganhará a admiração dos transeuntes. Ela abandonou voluntariamente a “liberdade” física, dinheiro a mais e talvez uma carreira, pelo benefício da benção divina da maternidade. Ela sabe que com cada alma suplementar que ela faz descer sobre a terra, ela apressa a vinda de Mashiach.

         3. Quando um comerciante judeu fecha a sua loja cedo na sexta feira de tarde, no momento que os negócios estão no auge nas outras lojas, existe uma prova melhor do valor de uma Mitsvá aos olhos deste homem?

         4. Quando um judeu constrói sua frágil Sucá e mora nela, ou pelo menos faz nela todas as suas refeições, preferindo-a ao conforto do seu apartamento, isso não é certamente um Mitsvá que um não judeu invejaria! Mas ele a admirará, com certeza.

         Os exemplos abundam, mas apesar disso, nenhum indivíduo judeu deveria se satisfazer com eles e permitir-se um desvio do caminho reto. Pelo contrário, deveríamos ter consciência que nos escrutam com olhos de águia o tempo todo e que a menor falha pode estragar tudo, do mesmo modo que a irregularidade de um só indivíduo afeta a totalidade do povo judeu. Esta é uma das razões pelas quais é tão difícil ser perdoado do pecado de Chilul Hashem (profanação do Seu Santo Nome).

 

Linhas diretrizes

         O delito tornou-se, infelizmente, um grande problema, e um grande número de pessoas dentre nós o experimentou pessoalmente. De acordo com a Torá, não há melhor proteção que conduzir honestamente os negócios. Então, esperamos que esta citação nos ajude a reforçar nossa adesão à Lei:

 

“E todos os povos da terra verão que levas o nome do Senhor e te temerão” (Dvarim 28:10).

         “Enquanto os judeus se comportam corretamente, nos negócios, nenhum reino pode fazer-nos mal; a menor dúvida sobre nossa integridade terá como conseqüência que nossos inimigos censurarão o povo judeu em seu conjunto.”(Comentário sobre Baba Cama).

         “O Sefer Chassidim estatui: “Vi homens que negligenciavam os erros de não judeus nos negócios. O resultado foi que perderam todo o dinheiro que haviam ganho. Por outro lado, vi gente que santificava o nome de D’us pela sua conduta escrupulosa nos negócios. Como recompensa, D’us os abençoou com uma riqueza durável.”

         O que precede se aplica até mesmo com respeito às nações que saquearam nossas casas e mataram os nossos.

         Encontramos diretivas suplementares em Dvarim 23:

         “Não odiarás o Egípcio, porque estrangeiro foste em seu país”, e Rashi observa: “Mesmo tendo eles jogados os meninos no Nilo, não os odiarás abertamente, por que foram teus hospedeiros em tempos de necessidade [no reinado de Iossef].”

         Um grande exemplo de Quidush Hashem nos é dado por Rabi Shimon ben Chetach que comprou um asno de um Ismaelita e encontrou...um diamante atado no seu pescoço! Seus alunos ficaram loucos de alegria com a boa fortuna do seu pobre Mestre. “Agora suas preocupações terminaram!” exclamaram. Mas o Mestre decidiu de outra maneira: “comprei um asno mas não paguei pelo diamante” e o devolveu ao proprietário. “Bendito seja o D’us do povo judeu” exclamou o homem. “Ouvir essas palavras da boca de um não judeu vale mais que todo o ouro do mundo” disse Rabi Shimon ben Chetach, muito feliz.

KIDUSH Hashem

B’SD

A preciosa Mitsvá de Quidush Hashem

(A Santificação do nome de D’us)

 

Uma história verdadeira

         Ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Um comerciante não judeu de uma cidadezinha deu um número maior de selos postais do que ele tinha comprado a um estudante da Ieshivá. De volta em casa, o jovem percebeu o erro, e voltou rapidamente à loja para devolver os selos a mais. O comerciante ficou espantado com esta honestidade e decidiu testar outros estudantes fazendo o mesmo “erro”. Todas as vezes, os selos não pagos lhe eram devolvidos com a maior pressa. O dono da loja ficou tão impressionado que arriscou sua própria segurança nos anos trágicos que se seguiram, escondendo judeus e ajudando-os a escapar de Hitler Conhecemos muitos Sábios que rasgavam um selo cada vez que mandavam uma carta por intermédio de terceiros, para estarem seguros que o correio não sofreria nenhum prejuízo que pudesse ser imputado a eles. Nada estranho, portanto, que estes jovens tenham tentado imitar as qualidades elevadas destes grandes Sábios, na sua conduta quotidiana.

 

         Uma história das mais pungentes:

93 moças judias sem alternativa desafiam corajosamente a cólera de nazistas armados

         A seguinte nota apareceu no “New York Time”, durante a Segunda Guerra Mundial. “O rabino Léo Jung de Nova Iorque recebeu uma carta proveniente de uma professora de hebraico da Cracóvia, na Polônia, que lhe solicitava organizar um Cadish (oração proferida em memória de pessoas falecidas), para ela e suas 92 estudantes: “Caro Rabino Jung, quando esta carta chegar às suas mãos estaremos num mundo melhor. Informaram-nos que jovens nazistas deviam nos visitar em algumas horas. Unanimemente decidimos que preferiríamos morrer a ser manchadas pelos nazistas. Possuímos veneno suficiente e estamos felizes de morrer por Quidush Hashem. Agora vamos sentar e ler juntas os Tehilim (Salmos) pela última vez nas nossas jovens vidas. Não estamos com medo. Tomamos banho e nossos corpos estarão já purificados quando nossas almas voltem a Hashem. No momento que escutarmos os nazistas chegando, tomaremos o veneno. É com o Shemá (Shemá Israel) nos lábios que daremos nosso último suspiro. Por favor, mande rezar um Cadish por nós.”

         Estas pessoas cumpriram a promessa que fazemos a cada dia no Shemá: “E amarás ao Eterno com todo teu coração, com toda tua alma [até morrer por isso] e com todas tuas forças [até renunciar ao que possuis].”

 

O Quidush Hashem hoje

         Em nossos dias, raramente nos é solicitado morrer para não transgredir as três interdições maiores: o assassínio, a imoralidade e o adultério. Entretanto podemos sempre cumprir a Mitsvá de Quidush Hashem num grau menor, na nossa vida diária, pelo cumprimento das Mitsvot e das boas ações.

         1. Cada judeu que suporta calmamente um calor tórrido e respeita as leis de Tsniut, quer dizer de pudor, em suas roupas, encontrará graça diante daqueles que a verão.

         2. Um jovem mãe que passeia alegremente com o carinho na rua, cercada de cada lado por seus jovens filhos, ganhará a admiração dos transeuntes. Ela abandonou voluntariamente a “liberdade” física, dinheiro a mais e talvez uma carreira, pelo benefício da benção divina da maternidade. Ela sabe que com cada alma suplementar que ela faz descer sobre a terra, ela apressa a vinda de Mashiach.

         3. Quando um comerciante judeu fecha a sua loja cedo na sexta feira de tarde, no momento que os negócios estão no auge nas outras lojas, existe uma prova melhor do valor de uma Mitsvá aos olhos deste homem?

         4. Quando um judeu constrói sua frágil Sucá e mora nela, ou pelo menos faz nela todas as suas refeições, preferindo-a ao conforto do seu apartamento, isso não é certamente um Mitsvá que um não judeu invejaria! Mas ele a admirará, com certeza.

         Os exemplos abundam, mas apesar disso, nenhum indivíduo judeu deveria se satisfazer com eles e permitir-se um desvio do caminho reto. Pelo contrário, deveríamos ter consciência que nos escrutam com olhos de águia o tempo todo e que a menor falha pode estragar tudo, do mesmo modo que a irregularidade de um só indivíduo afeta a totalidade do povo judeu. Esta é uma das razões pelas quais é tão difícil ser perdoado do pecado de Chilul Hashem (profanação do Seu Santo Nome).

 

Linhas diretrizes

         O delito tornou-se, infelizmente, um grande problema, e um grande número de pessoas dentre nós o experimentou pessoalmente. De acordo com a Torá, não há melhor proteção que conduzir honestamente os negócios. Então, esperamos que esta citação nos ajude a reforçar nossa adesão à Lei:

 

“E todos os povos da terra verão que levas o nome do Senhor e te temerão” (Dvarim 28:10).

         “Enquanto os judeus se comportam corretamente, nos negócios, nenhum reino pode fazer-nos mal; a menor dúvida sobre nossa integridade terá como conseqüência que nossos inimigos censurarão o povo judeu em seu conjunto.”(Comentário sobre Baba Cama).

         “O Sefer Chassidim estatui: “Vi homens que negligenciavam os erros de não judeus nos negócios. O resultado foi que perderam todo o dinheiro que haviam ganho. Por outro lado, vi gente que santificava o nome de D’us pela sua conduta escrupulosa nos negócios. Como recompensa, D’us os abençoou com uma riqueza durável.”

         O que precede se aplica até mesmo com respeito às nações que saquearam nossas casas e mataram os nossos.

         Encontramos diretivas suplementares em Dvarim 23:

         “Não odiarás o Egípcio, porque estrangeiro foste em seu país”, e Rashi observa: “Mesmo tendo eles jogados os meninos no Nilo, não os odiarás abertamente, por que foram teus hospedeiros em tempos de necessidade [no reinado de Iossef].”

         Um grande exemplo de Quidush Hashem nos é dado por Rabi Shimon ben Chetach que comprou um asno de um Ismaelita e encontrou...um diamante atado no seu pescoço! Seus alunos ficaram loucos de alegria com a boa fortuna do seu pobre Mestre. “Agora suas preocupações terminaram!” exclamaram. Mas o Mestre decidiu de outra maneira: “comprei um asno mas não paguei pelo diamante” e o devolveu ao proprietário. “Bendito seja o D’us do povo judeu” exclamou o homem. “Ouvir essas palavras da boca de um não judeu vale mais que todo o ouro do mundo” disse Rabi Shimon ben Chetach, muito feliz.

O ódio de Essav

O ódio eterno de Essav por Iaacov

 

Por Iaacov tinha tirado as bênçãos de Essav, este começou a odiá-lo com um ódio implacável e a procurar vingança.

“Vou fazer um plano para primeiro matar meu pai, depois meu irmão, e depois dominar o mundo”. Esses eram os pensamentos de Essav.

 

Essav pensou assim:

- “Cain matou Evel, seu irmão, antes que seu pai Adão morra. Que besteira da sua parte! Depois que Evel foi eliminado, Adão ainda teve um filho, Set. Eu vou fazer melhor do que ele. Vou esperar a morte do meu pai para matar Iaacov e serei então seu único herdeiro.”

- O Faraó pensou: “Essav esperou a morte de Itschac antes de tentar matar seu irmão. Que besteira da sua parte! Será que ele não pensou que enquanto isso seu irmão ia ter filhos? Sejamos mais inteligentes! Nós vamos jogar todos os meninos recém nascidos no rio!”

- Haman raciocinou: “Que besteira da parte do Faraó! Será que ele não pensou que as filhas casariam e dariam à luz filhos? Eu vou aniquilá-los todos, jovens e velhos, meninos e meninas!”

- No futuro, Gog e Magog dirão: Que besteira da parte de Haman! Será que ele não sabia que eles tem um protetor no céu? Vamos antes vencer aquele que os protege e depois vamos destrui-los!”

Mas Hashem lhes responde a todos: “Vocês que conspiram para o mal! Tenho numerosos mensageiros para aniquilar vossos planos!” Então Hashem sairá para declarar a guerra às nações, e neste dia Hashem será o único Rei sobre a terra!

 

Por mais que Essav detestasse Iaacov, ele ainda não se animava a assassiná-lo abertamente. O tribunal de Shem e Ever condenava qualquer assassino à pena capital.

Essav procurou fazer com que uma terceira pessoa matasse Iaacov. Ele decidiu casar com a filha de Ismael com essa finalidade. Ele queria despertar a cólera do seu novo sogro contra Iaacov recordando-lhe que o irmão mais novo de Ismael lhe havia usurpado o lugar exatamente como Iaacov havia feito com Essav. “Vou acender a cólera de Ismael contra Iaacov, pensou Essav, até que Ismael o mate. Terei então o direito de matar Ismael para vingar o sangue do meu irmão. Tornar-me-ei assim o herdeiro das duas famílias!”

Enquanto Essav ruminava seus planos assassinos, passou pelo Beit Hamidrash de Shem. Shem saiu e interpelou-o: “Rashá! Você está conspirando, e tem projetos sinistros!”

 

Surpreso, Essav perguntou-lhe:

“Como você descobriu meus pensamentos?

-          Hashem os revelou para mim”, replicou Shem.

Essav casou com Machlat, a filha de Ismael, além das mulheres que ele já tinha; mas seu projeto de fazer matar Iaacov por Ismael não se realizou nunca. Ismael morreu no momento do noivado de Essav com sua filha, antes mesmo do casamento.

Rivca soube por profecia os planos perversos que Essav urdia com respeito a Iaacov. Ela pensou que seria conveniente Iaacov abandonar o país por algum tempo. Ela chamou Iaacov e lhe disse:

“Essav o perverso só se consolará quando você morrer. Aos olhos dele você é um homem morto. Se você quer continuar vivo, escuta o que estou dizendo do mesmo modo que você me ouviu para adquirir as bênçãos. Refugia-te na casa da minha família em Padan Aram, na casa de Betuel. Fica lá até que a cólera do teu irmão se alivie. Nesse momento, eu te chamarei de novo!”

Rivca, na sua retidão, pensou que a cólera de Essav acabaria acalmando-se depois de um certo tempo; na verdade Essav não deixou nunca de perseguir Iaacov.

Iaacov respondeu: “Só partirei se meu pai concordar!”

Rivca disse então a Itschac: “Estou desgostosa com as filhas dos Canaanitas. Se Iaacov vier a casar com uma delas, de que serve a vida para mim?”

Itschac concordou com ela. Ele chamou Iaacov de novo ordenando-lhe: “Não case com uma das filhas dos Cannanitas de Aner, Eshcol ou Mamré. É melhor você ir para a família de Avraham e escolher uma mulher de lá.!”

Itschac abençoou Iaacov antes da sua partida. Ele o abençoou abertamente mostrando com isso que a bênção original correspondia efetivamente a Iaacov, embora Itschac não conhecesse, naquele momento, sua verdadeira identidade. Após a segunda bênção, com Itschac absolutamente consciente do seu ato, ninguém mais poderia pretender: “Se Iaacov não tivesse enganado seu pai, ele não teria sido abençoado!”

Rivca, a mãe de Iaacov, também o abençoou dizendo: (Tehilim 91:11) “Que Ele dê aos Seus anjos a tarefa de te protegerem em todos os teus caminhos!”

Iaacov, tendo fugido, Essav não podia mais matá-lo; mas este não renunciou aos seus planos. Sua vontade de prejudicar Iaacov era implacável. Essav comunicou seu ódio contra Iaacov a seu filho Elifaz, que por sua vez o transmitiu, como uma tradição familiar, aos seus descendentes através das gerações: de Essav saíram Amalec, Agag e Haman.

Nossos Sábios resumiram a atitude de Essav com respeito a Iaacov na seguinte afirmação:

“halacha hi beiadua she Essav soné le Iaacov”: é uma halacha (lei da Torá) sabida que Essav odeia Iaacov.

 

Porque nossos Sábios qualificaram o ódio de Essav por Iaacov de halacha?

Eles queriam definir a verdadeira natureza do anti-semitismo. Sabe-se que o anti-semitismo nunca deixou de fazer ressurgir sua face horrorosa ao longo dos milênios. Os judeus foram odiados em todas as épocas e em todos os locais do globo, qualquer que fosse o grau de assimilação e adaptação dos judeus à cultura dominante. Eles foram atormentados pelas nações em todos os países, sem distinção de classe social ou de profissão, sendo eles ricos ou pobres. Qual é a causa profunda para uma situação tão incompreensível?

O ódio dos não judeus pelos judeus não se deixa reduzir a nenhum esquema e a nenhuma teoria científica ou sociológica. Sua origem não pode ser explicada pelos princípios Divinos que estão na Torá.

Rivca soube por profecia que os gêmeos que ela carregava no ventre não poderiam coexistir, e que um deveria se submeter ao outro. Se Iaacov cumprisse seu objetivo na vida, estudando e sendo fiel à Torá, Essav se submeteria a ele. Mas se Iaacov faltasse com seu dever, então a hostilidade latente de Essav explodiria num anti-semitismo ativo, recordando a Iaacov a verdadeira finalidade da sua vida.

O anti-semitismo tem, portanto, o caráter de uma halacha, de um fato inalterável, enraizado no plano Divino do mundo.

Nossa história prova que sempre que o Clal Israel foi leal a Hashem, Essav ficou impotente.

A não adesão à Torá e o anti-semitismo têm, então, uma relação de causa a efeito. Só existe uma maneira eficaz de superar o anti-semitismo: o estudo profundo da Torá.

BS’D

A benção de Itzhak para Iaacov

A BÊNÇÃO DE ITSCHAC A IAACOV: ver parashat Toldot no Livro Bereshit

“Enquanto cumprires a Torá, que D’us te dê:

1.    orvalho dos céus

2.    e o melhor da terra

3.    abundância do trigo

4.    e do vinho

5.    que as nações te sirvam

6.    e que se prosternem diante de ti

7.    que sejas o senhor dos teus irmãos

8.    e que os filhos da tua mãe se inclinem diante de ti

9.    malditos os que te amaldiçoem

10. e benditos aqueles que te abençoem.

____________________________________________________________

Porque nossos Sábios qualificaram o ódio de Essav por Iaacov de Lei - halachá?

Eles queriam definir a verdadeira natureza do anti-semitismo. Sabe-se que o anti-semitismo nunca deixou de fazer ressurgir sua face horrorosa ao longo dos milênios. Os judeus foram odiados em todas as épocas e em todos os locais do globo, qualquer que fosse o grau de assimilação e adaptação dos judeus à cultura dominante. Eles foram atormentados pelas nações em todos os países, sem distinção de classe social ou de profissão, sendo eles ricos ou pobres. Qual é a causa profunda de uma situação tão incompreensível?

O ódio dos não judeus pelos judeus não pode ser reduzido a nenhum esquema, a nenhuma teoria científica ou sociológica. Sua origem não pode ser explicada pelos princípios Divinos que estão na Torá.

Rivca soube por profecia que os gêmeos que ela carregava no ventre não poderiam coexistir, e que um deveria se submeter ao outro. Se Iaacov cumprisse seu objetivo na vida, estudando e sendo fiel à Torá, Essav se submeteria a ele. Mas se Iaacov faltasse com seu dever, então a hostilidade latente de Essav explodiria num anti-semitismo ativo, recordando a Iaacov a verdadeira finalidade da sua vida.

O anti-semitismo tem, portanto, o caráter de uma halachá, de um fato inalterável, enraizado no plano Divino do mundo.

Nossa história prova que sempre que o Clal Israel foi leal a Hashem, Essav ficou impotente.

A não adesão à Torá e o anti-semitismo têm, então, uma relação de causa a efeito. Só existe uma maneira eficaz de superar o anti-semitismo: o estudo profundo da Torá.

As feiticeiras

As feiticeiras

 

Quando o Todo-Poderoso deu aos Tsadiquim o poder de fazer milagres, simultaneamente deu à humanidade o de praticar a feitiçaria por meio das forças da Tuma (impureza). Os homens também têm a liberdade de escolher entre a luz e a escuridão. A prática da feitiçaria é considerada como uma rebelião e a negação do Poder de Hashem.

 

Um judeu que recolhia impostos, e cujo coração era impiedoso, morreu no mesmo dia que um Talmid Chacham (Sábio). Seus caixões foram carregados ao mesmo tempo para o cemitério. O caixão do coletor de impostos atrás do caixão do Talmid Chacham. No meio da procissão apareceram saqueadores armados. Todos aqueles que escoltavam os caixões fugiram. Apenas um aluno recusou-se a abandonar o caixão do seu mestre. Ele o velou durante o dia todo, até a manhã. Na manhã seguinte, aqueles que tinham fugido voltaram mas cometeram um engano e a família do coletor de impostos seguiu o caixão do Talmid Chacham enquanto os notáveis da cidade escoltavam aquele do vil coletor de impostos. O aluno protestou mas ninguém prestou atenção às suas palavras. O Talmid Chacham foi então enterrado no túmulo familiar do coletor de impostos enquanto este recebia sua sepultura com muitas honras, todos os notáveis pronunciando seu elogio fúnebre. O aluno ficou com o coração partido. Não conseguia entender a razão pela qual um rachá (malvado) tinha recebido tanta honra enquanto seu Rav tinha sido enterrado de maneira vergonhosa.

Na noite seguinte, seu mestre lhe apareceu em sonhos. E lhe disse: “Vou mostrar-te as honras que recebo no Gan Eden (Paraíso) e os sofrimentos do malvado coletor de impostos no Guehinom (inferno)”. O aluno teve então a visão do coletor de impostos jazendo no sol enquanto as dobradiças da porta do Guehinom giravam, fazendo sua rotação no ouvido dele. O mestre lhe disse então: “No curso da minha vida, um dia, ouvi como se insultava um Talmid Chacham e não protestei. Portanto fui punido no Olam Hazé (este mundo) recebendo uma sepultura desonrosa. Já o coletor de impostos, no curso da sua vida, embora mau, fez uma boa ação. Tinha preparado uma comida para convidar um nobre e este não veio. Ele distribuiu então a comida aos pobres. Por essa única boa ação ele recebeu sua recompensa no Olam Hazé, tendo sua sepultura com grande honra. Agora, ele precisa sofrer seu castigo no Guehinom.

- Até quando as dobradiças da porta do Guehinom vão girar no ouvido dele, perguntou o aluno.

- Até que Rabi Shimon ben Shetach venha aliviá-lo, tomando seu lugar” respondeu o mestre.

Desconcertado, o aluno perguntou: “Porque o grande Rabi Shimon ben Shetach, o chefe do Sanhedrin (Supremo Tribunal Judaico), deve receber tal castigo?

- Rabi Shimon ben Shetach ficou sabendo dos atos perversos de oitenta feiticeiras escondidas em cavernas em Ashquelon, respondeu seu mestre, e não mandou executá-las. Se quiser fazer um ato de bondade, vá dizer a Rabi Shimon ben Shetach: ‘Antes de ser Nassi (Chefe) do Sanhedrin, você fez um voto a Hashem, de mandar matar todas as feiticeiras do país; se você foi elevado a esta alta função, você falhou no cumprimento da tua promessa: portanto você deve ser castigado!”

- Como é que Rabi Shimon ben Shetach vai acreditar em mim?

- Se ele te pedir um sinal, coloca tua mão direita sobre teu olho. O olho sairá da sua órbita e logo voltará ao seu lugar!”

O aluno acordou. Logo cedo, ele foi rapidamente para perto de Rabi Shimon ben Shetach e lhe contou seu sonho. Mas quando quis mostrar-lhe o sinal, Rabi Shimon ben Shetach o interrompeu: “Chas Veshalom que eu me recuse a acreditar em você! Disse. Eu sei que você é um tsadic e que você pode fazer milagres. Mais ainda, tenho a certeza que só o Céu poderia te revelar esta promessa que fiz em sonho, e que ninguém ficou sabendo. Eu a fiz no meu coração e ela não nunca ultrapassou o limiar dos meus lábios. Tenha certeza que vou fazer tudo que estiver em meu poder para exterminar as feiticeiras!”

Apenas chegou um dia de chuva, Rabi Shimon ben Shetach fez oitenta dos seus alunos virem e deu a cada um deles uma jarra na qual havia colocado uma capa de chuva nova, dando-lhes suas ordens: “Coloquem as jarras sobre vossas cabeças e sigam-me até a entrada dos cavernas de Ashquelon. Fiquem do lado de fora e quando eu apitar uma vez, coloquem vossas capas de chuva. Quando ouvirm apitar uma segunda vez, corram em minha direção. Cada um de vocês deve então agarrar rapidamente uma feiticeira e carregá-la até o lugar que eu indicarei. Não temam carregá-las, já que os feiticeiros só têm poder quando seus pés tocam o solo!”

Os alunos seguiram Rabi Shimon ben Shetach até os arredores das grutas de Ashquelon. Rabi Shimon ben Shetach se aproximou, sozinho, da caverna onde, pelo que ele sabia, as feiticeiras se haviam escondido. Bateu na porta e lançou seu apelo: “Levantem, levantem e abram a porta! Um dos vossos colegas acaba de chegar!

-         Como pode chegar até aqui num dia tão chuvoso? Perguntaram as feiticeiras, como resposta.Esse não é um problema para um mago como eu! Disse Rabi Shimon ben Shetach.

-          Pelo poder da minha mágica eu andei entre as gotas de chuva e não me molhei!”

Ainda desconfiadas, as feiticeiras disseram: “Mas porque você veio até aqui?”

Rabi Shimon ben Shetach respondeu: “Vim ao mesmo tempo aprender e ensinar. Mostrem-me primeiro o que sabem fazer e eu realizarei prodígios para vocês!”

As feiticeiras abriram então a porta para Rabi Shimon ben Shetach e fizeram seus feitiços diante dos olhos dele. Uma das feiticeiras pronunciou uma fórmula mágica e apareceram pães na caverna. Outra fez voar garrafas de vinho. Duas outras exerceram sua magia e eis que pratos com carne assada e todo tipo de comida apetitosa foram colocados na mesa.

Depois de comprovar dessa maneira a sua perecia, elas falaram: “Agora, mostra-nos as tuas façanhas!

- Como vêem. Disse Rabi Shimon ben Shetach, a chuva é torrencial. Apesar disso, se eu apitar duas vezes, posso fazer aparecer instantaneamente oitenta jovens com roupas secas.

- Se você for capaz disso, gritaram as feiticeiras, admitiremos que você é um mágico com poderes superiores!”

Mal Rabi Shimon ben Shetach apitou, seus alunos, escondidos nos arredores da caverna, entenderam o sinal. Fizeram as jarras escorregarem dos seus ombros e colocaram a roupa de chuva. Mal ouviram o segundo apito, entraram rapidamente. Cada um deles pegou uma bruxa, colocou-a nos ombros e levou-a à forca que tinha sido previamente preparada. Desse modo, cada uma das oitenta feiticeiras foi enforcada.

Mas esta história teve um final trágico: as famílias das feiticeiras fizeram uma promessa de se vingar de Rabi Shimon ben Shetach. Subornaram falsas testemunhas para afirmar que o filho de Rabi Shimon ben Shetach era o assassino de um homem encontrado sem vida num campo.

Os juizes condenaram seu filho à morte.

Enquanto estava sendo conduzido para o local da execução, ele se virou para as testemunhas e declarou: “Se sou culpado, que minha morte não me sirva de expiação. Mas se sou inocente, que minha morte seja minha expiação e que as testemunhas sejam castigadas por seu pecado!”

As testemunhas empalideceram e confessaram: “Nosso testemunho era o fruto de uma conspiração destinada a satisfazer uma vingança contra Rabi Shimon ben Shetach!”

Rabi Shimon ben Shetach quis salvar seu filho da morte mas este se virou para os juizes e lhes disse: “Apliquem-me a sentença e não transgridam a lei da Torá de acordo com a qual as testemunhas não podem revogar seus testemunhos!”

Rabi Shimon ben Shetach se fez violência e ordenou a execução do seu filho.