PORQUE DO COMO

PORQUE, COMO, QUANDO, COM QUEM CASAR?  

 Quando, porque e como encontrar a “sua cara metade”

 

“Casei. O que fiz para ser assim abençoado?”

1

Com calma, bom senso e plena consciência

Na vida de um homem ou de uma mulher o casamento é o acontecimento mais central e o principal, e ele deixa um carimbo para toda a vida. Portanto ele não deve ser feito de modo apressado mas sim com calma, bom senso e com total consciência.

2

Não deixe para depois

Nunca foi costume nas Ieshivot de Chabad adiar o casamento para uma idade avançada. E mais do que isso, é um costume bom e muito correto entre os segmentos regionais e em muitas comunidades que ele seja realizado numa idade relativamente jovem.

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Quem sabe outro vai passar na minha frente

Encontramos as mais diversas opiniões em relação ao Zivug (casais): o livre arbítrio na escolha da outra metade pode ser completo, parcial ou nenhum. Mas há unanimidade quanto à possibilidade que poderá vir outro antes e tomar “o certo”. Portanto é preciso fazer O MÁXIMO (lehishtadel) para encontrar logo a sua outra metade.

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Hishtadlut (Os meios para procurar o companheiro)

Os meios para a procura do companheiro devem estar de acordo com a Torá. Dá-se o exemplo do dono de um objeto perdido: ele deve procurar o objeto que perdeu e não ficar esperando no seu lugar, de braços cruzados, até que venha fulano ou sicrano e lhe diga: “olha só, encontrei o que você perdeu”.
Portanto a pessoa deve sair do seu lugar e procurar com seriedade e vontade, esforçando-se para encontrar, o que deve se expressar em forma prática.

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O que significa de acordo com a Torá?

a) Com Modéstia e não como, infelizmente, por causa dos muitos pecados, muitos se permitiram, em algumas sociedades e com respeito a certos assuntos, adotar comportamentos que não estão de acordo com a Torá para encontrar o seu shiduch (companheiro). Exemplo: freqüentar discotecas, boites, grupos singles, paquerar, etc.

b) Através de Intermediários. Através de parentes e amigos ou através de um casamenteiro que conheça bem os costumes da sociedade e que procure o caráter, a mentalidade e o meio social adequados para indicar os candidatos.

c) O vigor adequado. Não procurar só para cumprir uma obrigação. Fazer como relata a Torá: se esforçar e se envolver até encontrar o que se procura.

d) Espírito de Fé, segurança e consciência. Esta é a vontade Hashem. Portanto procurar a orientação da autoridade rabínica da comunidade ou o líder da geração e usar a iniciativa para pular cegamente no shiduch, como o fez Nachshon no mar, guiado por Moshé, quando os judeus atravessaram o mar vermelho. E D’us que supervisiona particularmente cada um e cada uma do seu povo, Ele também vai ajudar com Sua Divina Providência.

6

Com clareza de espírito.

Continuando o ponto número 1, transcrevemos duas respostas do Rebe de Lubavitch a cartas sobre o assunto.
a) “Você me escreve sobre propostas honradas (para se casar) e você termina dizendo que não sabe qual a sua posição com respeito ao tema do casamento. É óbvio que num assunto tão sério, não se deve decidir antes de clarear a visão. Com respeito a casar-se tendo uma visão clara, pode se chegar à conclusão de que não é saudável tomar uma decisão baseada num desejo momentâneo.”
b) “Em resposta à sua carta da noite do dia 6, em que você me escreve sobre o shiduch (procura do parceiro certo) e termina a carta dizendo que foi combinado entre vocês que esta possibilidade só seria interessante para daqui a algum tempo, o que entendo da carta é que se fala de 1 ou 2 anos depois; evidentemente isso não é nenhum compromisso e de acordo com todas as opiniões, um prazo de 1 a 2 anos transforma a coisa em teórica. Baseado em razões óbvias e de acordo com minha opinião, para você continuar estudando com paz de espírito, dedicação e continuidade, quando chegar a idade de estar apto para se atualizar a procura do parceiro, só então você se informará se a proposta ainda está disponível ou não. Mas não façam agora nada para se comprometerem, de nenhum dos lados.”

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Prosseguindo com os pontos 2 e 3, trazemos 2 cartas do Rebe” sobre a idade para o shiduch (procura do parceiro certo):

a) No ano de 5752 (1992), em resposta a uma carta pessoal que o Rebe recebeu em que aparecem dúvidas relativas à pouca idade para o shiduch, o Rebe escreveu: “Você me escreve que tem dúvidas, obviamente não há lugar para a pergunta, principalmente na idade que você tem, que é tão jovem.”

b) Para um rapaz que tem mais ou menos 22 anos de idade, o Rebe escreveu “de acordo com a minha resposta, a idade é a certa e já precisa se casar; portanto tem que direcionar as suas atitudes para isto, ouvindo a opinião dos seus pais.

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Entre as respostas recebidas para shiduch, por qual interessar-se?

“Propuseram duas pessoas e nos 2 casos o temor a D’us existe; numa delas, entretanto, tem uma inclinação um pouco maior.”

“Obviamente, responde o Rebe, precisa se decidir de acordo com a inclinação do coração.”

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Uma pessoa perguntou ao Rebe sobre as várias propostas recebidas qual escolher. O Rebe respondeu: “escolhe a primeira que recebeu.”

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a) Um casal perguntou ao Rebe sobre propostas recebidas para o filho, em que não conseguem se decidir.

O Rebe respondeu: “tem alguns que costumam abrir o Chumash (Livro da Torá Escrita) ou os Tehilim (os Salmos) e decidir de acordo com o primeiro passuc que aparece.”

Nesse sentido, conta-se a história do Chatam Sofer que tinha adotato filhos e tinha chegado a época de procurar shiduch. Enquanto estava rezando, no trecho do Shir Shel Haiom, encontrou “Azartani Venechamtani Hashem”. Ele usou essa frase para confirmar o Shiduch pela semelhança com os nomes: Azartani - Ezra e Nechamtani - Nechamá. E decidiu com sucesso.

b) Mais ainda, é bom para cada uma das pessoas envolvidas esclarecer um ponto de vista ou outro. Só depois dos esclarecimentos mútuos, tomar a decisão. Mas o que é preciso esclarecer bem, não é se as personalidades são iguais e nem se todos os episódios (circunstâncias) são semelhantes, mas sim, o que precisa esclarecer é o PRINCIPAL.

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O PRINCIPAL E O ACESSÓRIO

1

ICAR, ma hú? (O que é PRINCIPAL.)

É impossível encontrar a perfeição como é impossível calcular as conseqüências até o final. Então, se as coisas principais estão certas, é obvio que deve se abrir mão das secundárias, das que são realmente secundárias, e que parecem não estarem tão certas. Além de que pode ser, e na verdade é sempre, apenas uma fantasia que essas secundárias não estão certas - na realidade, sim estão certas.

2

Quais são as coisas PRINCIPAIS:

A) Irat Shamaim (Temor a D’us)
B) Torá e Mitsvot (Estudo da Torá e cumprimento dos mandamentos divinos)
C) Tsniut (modéstia)
D) Resolução forte de construir, em conjunto com o companheiro(a) e baseado no judaísmo, na Torá e mitsvot, um lar.
Esses quatro itens são os principais e tudo o mais é secundário (parnassá-sustento; profissão; aparência física-elegância-vestimenta; posição na sociedade e na comunidade; riqueza; criatividade; romantismo; tipo de carro; cor de sapato, etc.)

Características principais do noivo:
a) ter horários certos para estudar a parte externa e interna da Torá, e que a Torá seja o epicentro de tudo.
b) atitudes baseadas na Torá externa e interna.

Características principais da noiva:
caráter e personalidade que se comprometem e que são fiéis, com seriedade e integridade, para a condução de um lar judaico, com uma vida judaica verdadeira e de chassidut em todos os seus detalhes (inclusive, o uso de peruca e não chapéu ou lenço) de modo a ajudar e dar apoio a todas as coisas da vida do candidato a noivo.

Características principais da casa:
a) que nela se sinta o espírito de santidade, que esteja envolvida com Torá, judaísmo, prática de mitsvot, que seja um lugar apto para o estudo da Torá e a realização de mitsvot e próprio para a revelação da presença divina.
b) que ela possa ser um recipiente para receber as bênçãos divinas e onde tenha filhos e filhos de filhos que cumpram Torá e o primeiro mandamento de “PRÚ URVÚ”(crescei e multiplicai-vos).

E) Quem vem primeiro? (em que ordem escolher)
Se deve dar prioridade quando é um rapaz ou uma moça educados nas instituições baseadas no espírito que o Rebe orientou. O fato de terem estudado nestas instituições mostra sua honestidade e seu temor a D’us (Irat Shamaim).
Quando não se tem esta possibilidade e eles ou elas não tiveram o mérito de estudar nestas instituições, que tenham a inclinação a, ao viver nesse ambiente, seguir esta linha.

3

Coisas a mais

Fora dos pontos que assinalamos, quando um dos lados pede ao outro que abra mão de “certos detalhes” da Torá e de Mitsvot, tanto faz se é muito ou pouco, o costume é não dar atenção a essa proposta.

4

Um exemplo para entender melhor:

Quando o candidato quer continuar a estudar Torá e que a candidata aceita que ele estude, deve se tomar em consideração a proposta.
Caso contrário não considerar.

5

Quando ela começa a dizer, por exemplo, para fazer a barba mais bonita, descartar a proposta.

Quando se constrói uma casa e se precisa da bênção de D’us, tem que ser mais rigoroso e não menos rigoroso. Já de início cada lado deve tentar melhorar mais que antes, e não o contrário.

6

Diferença de idade

De preferência, não sempre, que não exista muita diferença de idade entre eles.

O QUE É SECUNDÁRIO

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O principal é o interior

A verdadeira beleza é a que a Torá indica: a beleza espiritual. Deve se procurar enfatizar a beleza espiritual e não olhar tanto para a beleza física que é secundária. Quando se chega a procurar o parceiro baseado nisso, Hashem vai ajudar.

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Obviamente não há nenhum fundamento para se basear na beleza que se fala na rua.

9

Se os princípios estão corretos não precisa quebrar a cabeça com profissão. D’us vai sempre ajudar para o sustento.

10

A casa significa a esposa.

É óbvio que onde morar não é um impedimento para casar (nem o sustento).

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Todos os judeus “Arevim zé la zé” (estão misturados - são responsáveis uns pelos outros).

Há centenas e milhares de casamentos entre ashquenazim e sefaradim que deram certo. Portanto se ele ou ela não são da mesma origem, isso não deve ser motivo de preocupação.

NOTA:     TUDO QUE FOI ACIMA MENCIONADO É PARA QUALQUER UM

                  PARA TODAS AS IDADES.

MAIS INFORMAÇÕES: FALAR COM A REBETSIN IDA BLUMENFELD