Divórcio

Marcar hora no Rabinato do Rio de Janeiro, para realizar o processo de divórcio de acordo com a lei da Torá.

 

 

 

Divórcio

 

A esposa judia não alcança o status de mulher divorciada enquanto seu marido não lhe der o guet (uma carta de divórcio).

 

A Torá não exige que casais incompatíveis se mantenham unidos obrigatoriamente até o fim da vida.

 

Nossos Sábios, os mais humildes e pacientes de todos os homens, eram capazes de suportar parceiros de mau caráter e provocadores.

 

Se um divórcio se torna inevitável, a Torá ordena ao homem judeu dar o guet à sua mulher, ou seja, um documento escrito que ateste o divórcio.

 

Da mesma forma que o casamento judeu só é válido se os Kidushin e a Ahupa forem realizados pela autoridade rabínica competente e autorizada, o divórcio exige um guet, redigido por um escriba (Sofer) cujo texto exato responde  a numerosas especificações da lei da Torá ( A Alaha). A menor alteração no procedimento do divórcio religioso que requer uma Corte rabínica (Um Bet Din) e também a menor alteração na formulação do texto requerida pela lei da Torá (Alaha)  invalida o guet.

 

Se um guet é inválido (não for realizado conforme a lei da Torá determina), a mulher divorciada mantém sua condição de mulher casada. Um novo casamento constitui um adultério e os filhos nascidos de uma nova união  é um mamzer. Ele é proibido de casar-se com uma judia nata.  Para salvaguardar as gerações futuras da baderna geral na comunidade e de danos irreparáveis nas famílias particulares, é fundamental que, no caso de divórcio iminente, o judeu entre em contato com um rabino ortodoxo capacitado e autorizado pela Corte rabínica para proceder ao divórcio e emitir o guet de acordo com a Lei da Torá (Alaha). Caso o rabino não tenha a competência, a autoridade ou a permissão necessárias para proceder à este serviço rabínico – nete caso o divórcio, ele tem o dever de se comportar honestamente e de encaminhar o casal à autoridade rabínica competente. Os divórcios efetuados por rabinos liberais ou pior ainda “ortodoxos não autorizados para este tipo de serviço rabínico” são inválidos e provocam tragédias irreversíveis.

 

O guet protege a santidade do casamento. A cerimônia do divórcio e é realizada em público e perante testemunhas. O longo procedimento do divórcio e os numerosos detalhes de lei (Alaha) necessários para a redação do guet impedem um divórcio precipitado movido pela raiva.

 

Se um judeu se divorciar e sua ex-mulher se casar outra vez, a Torá impede que eles voltem a se casar novamente, mesmo se a ex-mulher ficar viúva ou se divorciar de seu segundo marido. Este tipo de união é taxado de abominação da Torá. Esta interdição prevê a possibilidade da troca de esposas legalmente.

 

Nossos sábios ensinam: “Aquele que ama sua mulher como a si mesmo, a respeita mais do que a si mesmo, conduz seus filhos e filhas no caminho correto e estes casam cedo, o versículo declara (Yov 5:24): ’E saberás que sua tenda está em paz”.

 

Mâitre Aguna

Caso em que o homem se divorcia no civil ou se separa da Mulher e se recusa a dar o guet para a ex-mulher: Ela é uma Aguna.