O Tanya

 

Um Chassid viu uma vez o Admur Hazaken estudar o Tanya e ficou espantado: “Como? Você está estudando o Tanya também?” O Rabi lhe respondeu: “Eu encontro (ou eu vejo) aqui mais idéias novas do que em Mezeritch.”  

O Tanya, redigido pelo Admur Hazaken, é o texto fundamental da Chassidut Chabad. Seu nome é originado da primeira palavra “Tanya,  nós ensinamos”. Ele foi impresso pela primeira vez no dia 20 Kislev 5557 (1797), na famosa gráfica da família Shapiro, em Slovita. Ele foi editado mais de sete vezes, quando seu autor ainda estava vivo, de 5557 (1797) a 5566 (1806). Hoje em dia, graças ao estímulo do Rabi Menachem Mendel Schneersohn principalmente, ele foi editado quase três mil e quinhentas vezes e foi impresso no mundo inteiro, tornando-se o livro sagrado mais defundido. Por outro lado, ele foi traduzido em idish, em inglês, em italiano, em francês, em espanhol, em árabe, em russo, em português e em alemão.

        O Tanya é uma coletânea de conselhos dados pelo Admur Hazaken aos Chassidim,  durante reuniões particulares, de 5540 a 5550 (1780 a 1790). O Admur Hazaken iniciou a redigir o Tanya durante o verão de 5552 (1792). Em 5553 (1793) numerosas cópias manuscritas do Tanya já estavam em circulação. Segundo uma outra versão, o Admur Hazaken redigiu o Tanya de 5735 a 5755 (1775 a 1795).  Seria a partir desta data que a circulação dos manuscritos teria começado.

        As primeiras edições, que não mencionavam o nome do autor, eram compostas somente pelas duas primeiras partes do Tanya, Likutei Amarim, “Coletânea de propósitos”, ou  Sefer Shel Benonim, “o livro dos intermediários”,  composto por cinqüenta e três capítulos, e Shaar Hay’hud Vehaémuna, “a porta da unidade e da fé”, que possui doze capítulos. Na introdução o Admur Hazaken explica que ele não tinha a intenção de imprimir essas duas partes pois ele desejava conservá-las em forma de manuscrito. Ele teve que mudar de idéia, pois numerosas cópias já haviam sido feitas, e os erros foram multiplicados ou por inadvertência ou de intencionalmente pelos oponentes da Chassidut, que tinham a intenção de prejudicar.

        Na edição de Zolkwy, em 5559 (1799), foi acrescentada uma primeira versão da terceira parte, Igueret Hateshuva, “epístola sobre o arrependimento”. A partir de 5566 (1806), esta versão foi substituída por uma segunda versão que é correntemente difundida hoje em dia.

        Na edição de Shklov, do ano de 5574 (1814), que foi impressa depois que o Admur Hazaken deixou este mundo, a pedido dos filhos do Rabi Shneor Zalman foram incorporadas duas outras partes, Igueret Hakodesh, “epístola sobre a santidade” e Kountrass A’haron, “o último fascículo”. Assim foi apresentado o Tanya na sua versão definitiva, constituído de cinco partes como difundido hoje em dia. A partir desta edição, a pedido da censura, apareceram também algumas modificações no corpo do texto.

        Na introdução, o autor do Tanya explica  humildemente que ele chamou seu livro de “coletânea de propósitos”, pois ele apenas reuniu explicações elaboradas pelas pessoas importantes do povo judeu, sem acrescentar nada. Ele explica também por qual motivo ele foi levado a imprimir seu livro e comenta a idéia Chassidica segundo a qual ouvir uma explicação da boca do mestre é infinitamente mais proveitoso do que lê-la no livro.

        A primeira parte, “o livro dos internediários”, o Sefer Shel Beinonim descreve como o “homem intermediário” deve servir D’us. Todo mundo deveria alcançar o nível do “homem intermediário”, demonstrar sempre o amor e o temor de D’us, e como vencer os ataques morais da “alma animal” que impedem o serviço da alma divina. O Admur Hazaken mostra na página de guarda que este texto tem a finalidade de explicar que “a coisa está muito próxima de ti, em tua boca e em teu coração, para cumpri-la”, ou seja, que o cumprimento da Torá e dos Mitsvot (mandamentos) é efetivamente acessível para todos.

        Para demonstrar isso, ele define nos treze primeiros capítulos, o que é o Beinoni, “o homem intermediário”. Todo mundo pode ser um Beinoni. O Beinoni está entre o Tzadik (o justo) e o Rasha (o ímpio). Em seguida, o Admur Hzaken expõe nos capítulos quatorze a dezessete, uma primeira maneira de servir D’us, colocando em prática o princípio segundo o qual “por natureza, o intelecto governa os sentimentos”.

        Nos capítulos dezoito a vinte e cinco, uma segunda possibilidade é oferecida para aqueles que têm dificuldade em adotar a primeira regra de conduta exposta nos capítulos precedentes. Neste caso, o Admur Hazaken aconselha despertar a qualidade que cada judeu possui naturalmente, que é o sentimento de impossibilidade de se separar de D’us.

De qualquer maneira, a reflexão é sempre. O Rabi Shneor Zalman enfatiza a importância que a Chassidut Chabad  atribui às forças intelectuais e à meditação durante a reza.

        Nos capítulos vinte e seis a trinta e quatro, o AdmurHazaken  indica o meio de afastar as manifestações emocionais negativas, como a tristeza, a preguiça, a raiva, a angústia. Ele mostra como adquirir, graças às forças intelectuais e os esforços pessoais, emoções positivas como a alegria, o amor ao próximo e a humildade.

        Nos capítulos trinta e cinco ao quarenta, ele dá uma profunda explicação sobre a natureza da alma, sobre os Mandamentos divinos que se materializam concretamente, a relação entre a prática e o sentimento moral. Esses capítulos enunciam os grandes princípios da Chassidut Chabad, amplamente detalhados pelas obras ulteriores.

Os capítulos quarenta e um a cinqüenta e três explicam como provocar o amor e o temor de D’us, e também a maneira de meditar sobre a grandeza de D´us.

        A segunda parte do Tanya, Shaar Hay’hud Vehaemuna  (a porta da unidade e da fé), é composta por doze capítulos. O autor expõe a concepção Chassidica da fé e a contribuição do Baal Shem Tov  sobre este assunto fundamental do judaismo. A introdução desta segunda parte do Tanya se chama Chinu’h Katan, “pequena educação”. Ela é baseada no versículo “eduque a criança respeitando sua tendência e sua natureza, porque mesmo quando ela envelhecer, ela não se afastará da educação recebida (ele não se desviará)”. Segundo o sentido deste versículo, o autor define os diferentes níveis de amor de D’us, pelos Tzadik e por aquele que não possui esta perfeição. Ele observa em seguida que o amor e o temor são provenientes da pura fé, introduzindo assim a “porta da unidade e da fé”, propriamente dita.

        A terceira parte do Tanya, Igueret Hateshuva, epístola sobre o arrependimento, apresenta as vias do retorno a D’us e, baseando-se na Kabala, define a “Teshuva Inferior” e a “Teshuva  Superior”.

        A quarta parte, Igueret Hakodesh  (epístola santa), é uma coletânea de cartas do Admur Hazaken, cujo conteúdo é importante. Encontramos  uma famosa carta que o Rabi escreveu depois de sua libertação da prisão em Petersburgo para pedir aos Chassidim que não entrassem em conflito com os oponentes a Chassidut que o delataram e que não se vingassem. Várias dessas cartas convocavam os Chassidim para arrecadar fundos para ajudar aqueles iam se instalarvam na Terra Santa, em Israel. Encontramos também explicações da Chassidut  na sua aplicação prática, ensinamentos sobre o comportamento, o estudo da Torá, a reza, o amor ao próximo e a alegria.

A quinta parte, o Kountrass Aharon (o último fascículo) traz precisões sobre os conceitos introduzidos no texto anterior.

        O Tanya  tornou-se um livro amplamente difundido e popular. Ele teve uma ampla e rápida difusão inclusive entre os oponentes da Chassidut. Todos reconheceram seu alto valor. O Rabi Levi Its’hak de Berditchov, olhando o Tanya, exclamou:

“Como é que ele pôde colocar D’us, que é tão grande, num livro tão pequeno?”

O Tanya é considerado a “Lei escrita da Chassidut” pelos Chassidim, cujo comentário se encontra na “Lei Oral”, o conjunto dos livros redigidos ulteriormente e em particular o Likutei Torá. De fato, sua redação é precisa e concisa. Até mesmo quando não percebemos seu sentido profundo, a leitura do Tanya permite a elevação moral e traz a bênção material e espiritual. Numerosas histórias destacam que o Admur Hazaken tomou o maior cuidado possível até na escolha de cada letra que figura no Tanya. O lugar de cada letra hebraica numa palavra tem um sentido e uma razão.

        Diferentes comentários sobre o Tanya foram redigidos pelos Rebeim, assim como pelos Chassidim. Um resumo de cada capítulo foi especialmente estabelecido pelo Tsemach Tsedek (o terceiro Rabi da dinastia Chabad). Hoje em dia, um comentário literal  e integral do Tanya foi feito pelo Rav Yossef Weinberg, que ensinava o Tanya diariamente pela rádio Nova Iorquina. Este comentário foi inteiramente revisado pelo Rabi Menachem Mendel Schneersohn. Encontramos também um comentário do Rav Shmuel Grunam e do Rav Yaacoov Kadoner, redigido na Rússia, pouco depois da fundação da Yeshiva Tom hei Temimim. Vários comentários datam também de nossa geração, particularmente aqueles do Rav Goldschmit e do Rav Steinsalts, que ensinavam o Tanya pela rádio israelense.

        O Rabi Rayats  estabeleceu,  um estudo cotidiano do Tanya para todos, de maneira que ele termine todo ano, no dia 19 Kislev. Desde 5714 (1954), a divisão deste estudo foi incorporada ao Tânia pelo Rabi Menachem Mendel Schneersohn  que, por outro lado, estabeleceu novamente em 5749 (1989), o antigo costume que consiste em estudar um capítulo do Tânia  todas as manhãs, antes da reza.

 

 

A Primeira impressão do Tanya

A primeira edição do Tanya, “livro dos homens intermediários”, foi concluída na Terça feira 20 de Quislev 5557 (1796) em Slovita. Ela compreendia:

·        A primeira parte: Sefer Shel Beinonim

·        A Segunda parte: Chinuch Catan e Shaar Haichud Vehaemuná.

Igueret Hateshuvá, na sua primeira versão, foi publicada pela primeira vez em Zalkwi, em 5559 (1799) depois, pela primeira vez na sua Segunda versão, em Shclov, em 5566 (1806).

Igueret Hacodesh foi editado pela primeira vez em Shclov em 5574 (1814).

A edição corrigida destas quatro partes se imprimiu em Vilna, pelo editor Rom, em 5660 (1900). Em seguida, ela foi reimpressa em várias oportunidades.

 

 

 

 

20 de Kislev

O Tanya foi impresso pela primeira vez no dia 20 de Kislev.

O segundo Rabi de Lubavitch, o Admur Haemtsahi contou:

“O Admur Hazaken escreveu o livro básico da Chassidut, o Tânia, durante vinte anos, adicionando, tirando e lapidando o texto até atingir a perfeição. Ele deu então a autorização para recopiá-lo e difundi-lo. Então, milhares de cópias circularam e o texto ficou repleto de erros intencionais ou involuntários. Logo, o Admur Hazaken nomeou responsáveis para perguntar ao Rabi Yehouda Leib Cohen e ao Rabi Zussia de Anipoly se ele devia imprimir o Tanya. Quando ele recebeu o acordo deles, ele realizou  a impressão do livro.”

 

        No mês de Elul 5556-1796, o Admur Hazaken transmitiu o manuscrito do Tanya para a gráfica da cidade de Slovita, na Rússia. Ele pediu ao tipógra que acabasse seu trabalho até o início do mês de Kislev 5557, para que o Tanya impresso pudesse ser estudado, no dia 19 de Kislev, dia da Hilula do Maguid de Mezeritch, seu mestre.

 

        O dia 19 de Kislev passou e o Tanya não foi entregue ao Admur Hazaken, como ele desejava. Ele ficou muito triste por causa desse atraso.

       

No segundo dia de Hanuka, dia 26 de Kislev, um entregador chegou de Slovita, trazendo os duzentos primeiros livros do Tanya, cuja impressão estava terminada no dia 20 de Kislev. O Admur Hazaken observou os livros durante um longo momento e disse:

“Muitos são os pensamentos do homem. Eu desejei que este livro estivesse terminado no início de Kislev, para a Hilula de meu mestre, o Maguid. Mas, somente a idéia de D’us se realiza, e ele só foi então acabado no dia 20 de Kislev.”

 

Ele disse ainda:

“No dia 20 de Kislev, no 20 de Kislev, no 20 de Kislev, tudo o que D’us faz é para o bem.”

Ninguém entendeu o sentido destas palavras, nem porque o Admur Hazaken ficou tão abalado com este atraso de duas semanas, e nem porque ele havia repetido três vezes a data do dia 20 de Kislev. Todos ficaram espantados.

Depois, em 5559 (1798), quando o Admur Hazaken foi libertado da prisão, ele foi conduzido por engano para a casa de um de seus oponentes e foi somente de noite, véspera do dia 20 de Kislev que ele pôde deixar esta casa e ser então plenamente libertado. Então, todos entenderam o sentido das palavras repetidas que ele tinha falado em relação a data do 20 de Kislev.

 

        Citando o Admur Hazaken, o Admur Haemtsahi explicou ainda que, durante esses dois anos que separam as duas prisões do Admur Hazaken, de 1798 até 1800, os Chassidim  se entusiasmaram pelo estudo da Tora e pelo serviço de D’us graças ao estudo do Tanya e isto salvou o Admur Hazaken da morte, pois centenas de milhares de anjos foram criados  a partir do estudo das palavras do Tanya. Estes se tornaram intercessores dos Chassidim e do Admur Hazaken. Graças a eles a inocência do autor do Tanya foi provada.

 Extaido do Sefer Hatoldot

 

 

O Tanya libertador

“Foi no dia 20 de Kislev que a libertação atingiu a perfeição. Assim, sabemos que um dos méritos que permitiu a libertação do Admur Hazaken foi a redação do Tanya. Entretanto, esta obra foi impressa pela primeira vez no dia 20 de Kislev.”

               

Extaido de um discurso do Rabi Menachem Mendel Schneersohn, no Shabat Vayeshev 5733 (1972).

 

 

 

O código das Leis judaicas do Admur Hazaken,

O Chulchan Aruch Harav

A redação do Mishné Torá do Maimonides(Ramban) e do Choul’chan Aru’ch  (código das Leis judaicas) do Rabi Yossef Caro  marcaram fortemente a promulgação da Hala’cha  (a Lei). Desde sua redação, esses livros, como referências do comportamento cotidiano de cada um, foram  muito comentados. Em cada geração, as autoridades da Lei  revisaram o código das Leis (halachico).

 

O Admur Hazaken iniciou a compilação do Código das Leis judaicas em 1770 (5530), que é particularmente considerada por sua redação clara e por suas numerosas explicações. Esta obra foi redigida quando ele tinha apenas vinte e seis anos, a pedido de seu mestre, o Maguid de Mezeritch. O Maguid lhe indicou que neste Código de Leis  ele deveria “evidenciar o aspecto sintético e profundo do motivo e do significado da Lei, de acordo com o que já foi escrito pelas autoridades da Lei, e o apresentar da maneira mais clara possível, sem ambigüidades, e que sua conclusão fosse a síntese de todas as opiniões já expressas até a nossa época”.

 

        O Choul’chan Aruch Harav do Rabi Yossef Caro não explica o significado da Lei, nem expõe as noções são necessárias para compreendê-la. Em compensação, tudo isso aparece na obra do Admur Hazaken,  o que permite não só saber qual comportamento adotar, como também justificar as práticas adotadas. No código das Leis do Admur Hazaken encontramos longas explicações detalhadas, porém precisas. Até mesmo para os princípios mais comuns e mais conhecidos, o Admor Hazaken  apresenta definições precisas.

 

        Assim, o Admur Hazaken resolveu um problema contraditório inerente a Halacha: as explicações detalhadas do significado profundo da Lei e sua aplicação concreta na prática. De fato, certas obras halachicas (obras de Lei) comentam amplamente a Lei. Neste caso, as explicações detalhadas podem impedir a síntese da idéia e a determinação do comportamento concreto. Outras linhas de autoridades da Lei anunciam sua conclusão sem justificá-la. Este procedimento tem a vantagem de ser claro, mas é pouco satisfatório para aquele que quer entender o significado profundo da Lei. O Chul’chan Aruch do Admur Hazaken reúne estas duas qualidades contraditórias: ele anuncia a Lei claramente e sem ambigüidade, e, de maneira sintética,  oferece explicações detalhadas do significado de cada Lei.

O Chul’chan Aru’ch  é composto por seis tomos.

 

- O primeiro anuncia as Leis do Despertar, dos Tsitsit, da reza, do estudo da Torá e da refeição. Deve-se notar que encontramos neste primeiro tomo “Leis do estudo da Torá, diferentes das leis que o Admur Hazaken publicou em 5554 (1794) na forma de fascículo independente.

 

- O segundo tomo enuncia as leis do Shabat.

 

- O terceiro tomo expõe as leis de Pessa’ch.

 

- O quarto tomo expõe as leis do Iom Tov (feriados judaicos).

 

- O quinto tomo é consagrado a Che’hita (abate ritual) e à pureza familiar.

 

- O sexto tomo trata do empréstimo, do testemunho, da venda, da locação e do dom, do engano, da mentira, e da concorrência desleal (concurrence deloyale), do roubo e dos prejuízos.

       

 

O Chul’chan Aruch compreende também um Kountrass A’haron, “o último fascículo”, no qual o Admur Hazaken faz uma profunda análise da cada princípio e dá amplas explicações da maneira como ele resolveu a Lei. É sem dúvida um dos motivos pelo qual as decisões halachicas (de Lei) do Admor Hazaken  são tão aceitas pelas pessoas importantes do nosso povo, inclusive por aqueles que não são Chassidim Chabad.

 

O Chul’chan Aruch Harav, traz, em sua margem, as referências de cada Lei. Não sabemos se o Admur Hazaken reuniu ele próprio essas referências. Dizem que provavelmente teria sido o seu irmão, o Maharil.

       

O Chul’chan Aruch  foi redigido pelo Admur Hazaken  a partir de 5530 (1770). Ele foi editado várias vezes sucessivamente, em Chklov em 5574 (1814), em Kapust em 5576 (1816). A edição mais importante  foi em Jitomir em 5607 (1847), em seguida em Vilna em 5685 (1925) e as edições atuais são a fotocópia desta. Alguns capítulos foram revisados e corrigidos pelo Admur Hazaken. Outros desapareceram principlamente durante os dois incêndios que destruíram os bens do Admur Hazaken.