Ego surdimensionado

Os homens, se tornam cada vez mais maus, e D’us decidiu destruir o mundo por um dilúvio. Mas um homem se comporta bem: é Noach (Noé). D’us decide salvá-lo. Ele lhe ordena construir um grande barco, uma arca, onde ele ficará com sua família. Depois começa o dilúvio, o mundo é destruído exceto Noach. é ele que começa a reconstruí-lo. Os anos passam, os homens se tornam cada vez mais numerosos e, querendo desafiar D’us, eles constróem uma grande torre de Babel. Para puni-los, D’us faz com que falem idiomas diferentes. Eles brigam e se separam. Finalmente nasce Avraham.

A parashá de Noach nos conta sobre o dilúvio. Este é chamado “as águas de Noach”. Por que se lhe da este nome? Noach era um Sábio, um Justo, não é por erro dele que aconteceu o dilúvio.

Com respeito a isso, nos ensinaram: como Noach não rezou para sua geração, o dilúvio é designado com seu nome.

Isto quer dizer que, mesmo se Noach e a família não tinham nada a ver com o dilúvio, eles deveriam ter rezado para todos os outros, defendê-los, trazê-los de volta a D’us e não se separar do mundo inteiro, e fechar-se na arca. É claro que se Noach foi para a arca foi porque D’us o tinha mandado fazer isso mas, como ele não rezou por aqueles que viviam na sua época, o dilúvio levou assim mesmo o seu nome: “as águas de Noach”!

Isto nos ensina algo muito importante: mesmo não sendo perfeito, a pessoa não deve se fechar sozinha mas deve ocupar-se com os outros.

Ao fazer uma recriminação tão severa a Noach, e sendo ele um Justo que vivia antes de D’us ter dado a Torá, isso vai ser ainda mais verdadeiro para nós. Porque, desde a outorga da Torá, todos os judeus são responsáveis uns pelos outros. Então, cada um deve pensar na sua geração, rezar por todos e fazer a defesa de todos, antes mesmo que façam Tshuva. Cada um deve, logo, agir para que eles voltem para a Torá. Não se pode ficar satisfeito com o que se faz por si mesmo, precisa também se preocupar com o bem dos outros.

Não se deve nem pensar sobre se vai se ter sucesso ou não: deve unicamente se agir. Na realidade sabe-se que, ao agir, se tem sucesso. É particularmente verdadeiro para os Chassidim a quem o Admor Hazaquen prometeu que, em tudo que façam pela Torá e pelas Mitsvot, surgirá a vitória.