Nascimento da rainha

25 Adar 5661-1901,
Este ano, terça-feira 09 de março


Data do nascimento da Rabbanit Haya Mushka, esposa do Rabbi.

A Rabbanit Haya Mushka nasceu no Shabat 25 Adar, em Babinovitch, nas proximidades de Lubavitch. A pedido de seu avô, o Rabbi Rashab, ela recebeu o nome da mulher do Tsemah Tsedek.
Quando ela nasceu, o Rabbi Rashab estava no exterior. Ele enviou para seu filho, o Rabbi Rashab, a seguinte carta:
“Com muita alegria, eu recebi hoje o telegrama que anuncia que minha nora teve um filho. Eu expresso minha bênção do Mazal Tov para vocês, para vossa filha que acaba de nascer, Mazal Tov, Mazal Tov. No que diz respeito ao nome que deve ser escolhido, eu confirmo para você os termos de meu telegrama. Se vocês ainda não lhe deram um nome, devem chamá-la de Haya Mushka. Me parece o mais judicioso. Permitam que eu fique sabendo qual nome foi dado, em um bom momento.”
Quando ele ficou sabendo qual nome ela tinha recebido, o Rabbi Rashab escreveu mais uma vez:
“Eu expresso minha bênção do Mazal Tov a vocês pelo nome que vocês deram à minha neta, sua filha, que se chama Haya Mushka. Possa D’us fazer com que ela viva longos dias e bons anos, espirituais e materiais. Ela será uma mulher virtuosa, que temerá D’us sinceramente et nous concevrons tous d’elle muita satisfação, espiritual e material”.
Desde jovem, a Rabbanit se destacou com sua santidade e sua pureza, na casa de seu avô, o Rabbi Rashab e na casa de seu pai, o Rabbi Rayats, que dedicava um afeto especial por ela.

quinta-feira, 22 de Shvat, 4 de fevereiro,
22 de Shvat de 5748 – 1988
A Rabanit Chaia Mushca, filha do Rabi Raiats e esposa do Rebe, deixou este mundo.
A Rabanit Chaia Mushca era a segunda filha do Rebe Raiats. Ela distinguiu-se pelo seu profundo conhecimento da Torá, sua grande inteligência e seu comportamento majestoso. Seu sentido refinado do humor e sua atitude positiva com cada detalhe a tornavam agradável a todos. Ela assumia sua missão com uma profunda humildade.
O Rebe observou que o Rebe Raiats havia deixado este mundo em Shvat, bem como sua avó, a Rabanit Rivca, sua mãe, a Rabanit Shterna Sara e sua filha, a Rabanit Chaia Mushca.
Existe ainda outro laço entre as três Rabaniot. Quando a Rabanit Rivca deixou este mundo, pediu um copo de água e imediatamente devolveu a alma. Assim também ocorreu com a Rabanit Shterna Sara que exatamente antes de morrer, também pediu um copo de água. E a Rabanit Chaia Mushca fez o mesmo pedido pouco antes de deixar este mundo.
Certa vez, as mulheres de Chabad enviaram um buquê de flores à Rabanit na ocasião do seu aniversário. Também lhe dirigiram uma lista com o nome de mulheres que tinham necessidade de uma bênção. O secretário recebeu o buquê e transmitiu a carta ao Rebe que, observando o envelope, viu inscrito no mesmo o nome da sua esposa. Pediu então que ele fosse transmitido à Rabanit, mas o secretário explicou que se tratava de uma lista de pessoas solicitando uma bênção. O Rebe disse então:
“Ela pode igualmente abençoar.”
Durante o processo que estabeleceu a propriedade dos livros da biblioteca Lubavitch, a Rabanit foi fazer seu testemunho. O advogado da parte contrária perguntou-lhe:
“O que a senhora pensa? A quem pertencem esses livros? Ao vosso pai ou aos Chassidim?”
A Rabanit respondeu:
“Meu pai e os livros pertencem aos Chassidim.”
Essas palavras exerceram uma profunda impressão sobre o juiz e foram determinantes para a vitória final. O Rebe fez esse relato na saída do Shabat da Parashá Terumá 5748-1988, após os sete dias de luto.
A Rabanit deixou este mundo na quarta feira da Parashat Mishpatim, 22 de Shvat 5788-1988, após uma curta enfermidade. Seu enterro ocorreu algumas horas após o seu decesso, na presença de quinze mil pessoas. Ela repousa perto da sua avó, a Rabanit Shterna Sara e frente ao pai, o Rabino Raiats.


Nascimento da rainha