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O Rei no Campo

  • O Rei no Campo

Quando o rei reina em seu palácio, ela não é facilmente acessível; as audiências são outorgadas apenas àqueles que mereceram sua atenção. Mas quando o rei está em público, qualquer um pode se aproximar dele.

Os mestres Chassídicos comparam o mês de Elul ao tempo em que um rei, retornando ao seu palácio, passa pelos campos dos arredores e saúda os seus súditos com semblante luminoso. Em Elul, D’us - o ‘Rei do Universo’- esta à disposição de qualquer um que se volte a Ele ...e Ele aceita com benevolência nossos pedidos e atende nossas solicitações.

  • ESPELHO ESPELHO. 

  • COMO ADMITIR SEUS DEFEITOS?

Elul é chamado de Hodesh Haheshbon, o mês em que fazemos um “Heshbon Hanefesh”, a analise de nossa Alma, a analise de todo que fizemos durante o ano, o positivo e o negativo. Fazemos um calculo como as empresas fazem no final do ano. O que ganhamos, o que perdemos, o que poderiamos melhorar, e como consertar o que fazemor de errado.

Por que fazemos este calculo especificamente em Elul?

É importante dedicar algum tempo para ver como estamos nós saindo em nossa vida, no mundo, e descobrir como fazê-lo melhor. Não podemos fazer isso todos os dias, porque estamos muito ocupados. Em vez disso, uma vez por ano, paramos e mostramos como estamos indo.

Pode haver dificuldades em fazer a avaliação geral de todas nossas ações, palavras e pensamentos que ocorreram  durante o ano todo. Quando observamos nosso comportamento, podemos ver que ele é muito confuso! Há tantas coisas que não estamos fazendo certo que podemos ficar confusos e sem esperança! Desmoralizados!

É por isso que nosso Sabios de memoria abençoada dizem que o momento certo para este Calculo é no Mês de Elul.

Em Elul, Hashem está bem aqui conosco,

Melech Basodeh! O Rei do Universe está no campo!

Quando sabemos que Hashem está bem aqui conosco, nos ajudando, não nós sentiremos mais desesperados. Seremos capazes de fazer nosso Calculo Cheshbon Hanefesh com alegria,  Simcha, e descobrir como organizar nossa vida no mundo da melhor maneira possivel!

Então, Hashem nos dará com um Shana Tova Umesukah!

Elul é chamado de Chodesh HaCheshbon, o mês em que fazemos um cálculo, como as empresas fazem no final do ano. Nós descobrimos o que fizemos bem em nosso Avodas Hashem, e onde faremos melhor no próximo ano!

  • O REI NO CAMPO

Já que o mês de Elul é o mês de preparação para o ano vindouro, (e por isso ele inclui, em potencial, o ano próximo), o serviço divino do povo judeu durante o ESTE MÊS DE ELUL se situa num nível muito alto.

Em Licutei Torá, Rabi Shneur Zalman de Liadi, primeiro Rebe de Lubavitch, explica que os treze atributos divinos de Misericórdia são revelados durante todo o mês de Elul. Esta revelação espiritual condiciona o amor e o temor de D’us que o povo judeu sentirá ao longo do ano novo. De fato, “o temor e o amor de D’us não podem ser implantados no coração do homem por seus esforços próprios. Faz-se necessária uma ajuda divina”.

O Tsémach Tsédec, terceiro Rebe de Lubavitch, escreve que a única maneira de possuir o amor e o temor verdadeiros de D’us é quando estes são resultantes de uma benevolência divina.

Do mesmo modo, no mês de Elul, a revelação dos treze atributos divinos estão na origem do despertar do amor e do temor de D’us que cada judeu sentirá durante o novo ano. Na verdade, Elul não só prepara o judeu a operar um “despertar de baixo”, PELOS  PROPRIOS ESFORÇOS,  em Rosh Hashaná, (que, por sua vez, levará a um “despertar de Cima”, o qual determinará a natureza do amor e do temor de D’us), porém, mais do que isso, o “despertar de Cima”, fator determinante do temor e do amor de D’us durante o ano, já está presente em Elul.

Em um outro discurso, Rabi Shneur Zalman explicou que os treze Atributos do corrente ano afetam apenas “a vida do corpo” (a vida material e física), enquanto que os de Elul influenciam “a vida da alma” (a vida espiritual).

Poderia se fazer a seguinte pergunta: Elul está ligado a um nível de serviço divino muito elevado. Mas os dias deste mês são dias de semana normais. Como então conseguir cumprir um trabalho espiritual tão importante e tão elevado, ficando limitados às nossas atividades e preocupações mundanas?

O Rebe explica este conceito por meio de uma parábola, a do “Rei nos campos”. Ele descreve como, antes do rei penetrar na cidade, todos os súditos do reino saem para acolhê-lo no campo e, nesta ocasião, o Rei os recebe a todos calorosamente e com um rosto radiante.

De um modo geral, no palácio, apenas uma elite de ministros e de súditos próximos podem se encontrar com o Rei. Entretanto, quando este se encontra no campo, qualquer um pode se aproximar dele e apresentar-lhe os seus pedidos, que, aliás, ele atenderá com alegria.

Durante o mês de Elul, D’us, o “Rei dos reis”, encontra-se “no campo”. O mundo todo pode se aproximar d’Ele. O essencial é querê-lo. O mesmo Rei, cujo lugar é normalmente no palácio, sai para o campo e se revela para todos. Apesar de estarmos, também, “no campo”, não alcançamos o mesmo grau de refinamento daqueles que estão na cidade, não pudemos fazer os preparativos necessários antes de encontrar o Rei em Seu palácio. E apesar disso tudo, durante Elul podemos nos aproximar d’Ele do jeito que somos.

No mesmo discurso, o Rebe continua sua explicação acrescentando outro conceito. A promessa da Torá: “E de lá procurarás o Eterno, teu D’us e O encontrarás” se dirige inclusive para aquele que se encontra num deserto (quer dizer num estado de esterilidade espiritual). Mesmo se ele se encontra entre aqueles que estão perdidos, a esperança permanece sempre.

A verdadeira Tshuvá está ligada ao estudo da Torá. Em consequência, devemos acrescer tempo ao nosso estudo da Torá durante o mês de Elul. Do fato do “Rei estar no campo”, nos é possível fazer Tshuvá e, graças ao estudo, alcançar um estado de perfeição e de plenitude no serviço de D’us.

Elul está composto por duas palavras; “Lo”, com um Alef, significando “não”, e “Lo”, com um Vav, significando “para Ele”.

O Midrash comenta o versículo do Salmo 100: “Ele nos fez e nós somos d’Ele”, do seguinte modo: “Lo” com um Alef significa “não nos criamos a nós mesmos” e “Lo” com um Vav, “com Ele (com D’us), nós completamos nossas almas”. Essas duas explicações representam dois aspectos opostos no serviço divino. O primeiro se refere a um estágio preliminar e se dirige a uma pessoa que deve saber que “não nos criamos por nós mesmos”. O segundo aspecto se refere a um nível superior “Com Ele completamos nossas almas”.

Neste grau, o povo judeu estará inteiro, a Torá será inteira e o mundo alcançará seu estado de perfeição e de realização total, com a vinda de nosso justo Mashiach, em breve e em nossos dias.

O Rei no Campo