Rivkah

Rivkah

Eliezer era o fiel servente de Avraham (Abraão). O Patriarca encarregou Eliezer, que era seu homem de confiança, de viajar para a cidade de Nahor o lugar onde ele tinha nascido, para procurar a melhor mulher para seu único filho Isthak.

Em primeiro lugar, para ter sucesso nesta tarefa tão difícil, Eliezer rezou, pedindo a D´us a ajuda necessária para poder reconhecer quem será esta mulher  virtuosa que se tornará a futura Matriarca.

Eliezer ficou observando as meninas que tinham ido buscar água no poço e ele percebeu que Rivkah não descia até o poço como suas companheiras pois era a água que subia até ela. Milagre! Impressionado com aquilo, ele se aproximou dela e perguntou: “Você me permite beber um gole de água do teu cântaro? Mesmo tratando-se de um estranho, ela o recebeu bem e, chamando-o de mestre, ela respondeu: “Beba o quanto você quiser, meu mestre”.

Nós aprendemos com Rivkha que nós devemos receber todas as pessoas que encontramos com honra e amizade.

Nós aprendemos também com o fato de Rivkah ser encontrada perto do poço  o seguinte: O poço de água simboliza  a Torá porque a Torá é como a água, caindo de um lugar muito alto para um lugar baixo, sem limitação. A água simboliza a bondade que se espalha sem limites.

O fato de Rivkah se encontrar perto do poço de água, significa que sua maior preocupação é de viver segundo os preceitos da Torá e de viver num ambiente repleto de ensinamentos da Torá. A mesma situação acontecerá com a futura Matriarca  Rahel,  Yaacov a encontrará perto do poço.

Como é que Eliezer vai reconhecer esta mulher maravilhosa? Eliezer não procura a mulher mais bonita, nem a  mais inteligente, nem a mais rica, nem a mais esportiva, nem a mais forte. Ele procura antes de tudo uma mulher QUE GOSTA DE AJUDAR, UMA MULHER GENEROSA, QUE PROCURA FAZER O BEM AO OUTRO, sem julgar, sem avaliar se a pessoa merece ou não, isso é o mais importante.

Os critérios fundamentais da mulher ideal são a generosidade excessiva e espontânea sem esperar um retorno (até saciar a sede de dez camelos!), e o interesse primordial de querer viver segundo os preceitos da Torá.

O Midrash conta: “Rivkah abaixou o cântaro que estava sobre seu ombro, esperou gentilmente Eliezer matar sua sede e disse: “Eu darei água para seus camelos também até saciar a sede deles!”

Ela se apressou para pegar água para todos os camelos. [Compreenderemos melhor a excepcional bondade de Rivka se entendermos o que ela queria oferecer. Ela não se contentou em oferecer um cântaro de água por camelo (pois ela teria então que descer e encher o recipiente dez vezes), e sim,  ela deixou claro que ela pegaria água até matar a sede dos camelos! Sabemos que esse animal pode beber de uma vez só enormes quantidades de água que ele acumula para os périplos de vários dias. Rivkah cumpriu essa tarefa com dedicação, como destaca a Torá (Bereshit 24,26): “ Ela se apressou... ela correu” e ela não se abalou com a atitude de Eliezer, homem forte, que não fez nada para ajudá-la, deixando-a fazer aquela tarefa sozinha.

Durante esse tempo, Eliezer  ficou observando a menina com intensidade tentando descobrir se Hashem tinha atendido seu pedido e se a menina pertencia realmente à família de Avraham. Quando os camelos terminaram de beber, ele estava certo de que sua missão, graças a Avraham, tinha sido bem sucedida e que a menina estava realmente destinada a Yithsak. Seus gestos procediam do mesmo espírito que a hospitalidade sem limites de Avraham. Ele tirou então de seu bolso um pesado brinco de ouro e duas pulseiras de ouro também, que pesavam cada uma dez shekalim e colocou-as no braço dela”.

“Rabi Shimon Ben Eleazar contou o seguinte: ‘Eu encontrei uma vez uma menina mais esperta do que eu. Um dia, durante uma viagem, eu me aproximei de um poço onde uma menina estava enchendo um cântaro.

“Por favor, menina, me dê água.”

Beba, disse a menina. Eu também darei água para seu burro.”

Eu bebi e disse antes de partir: “Obrigada minha filha. Você agiu como Rivkah.

Mas você não agiu como Eliezer, retorquiu ela!”