UM PALÁCIO NO DESERTO

UM PALÁCIO NO DESERTO OU O PRAZER DE DAR

Nossa Parashá nós mostra a grandeza de Avraham, o primeiro judeu que existiu. Avraham fez com que todos conhecessem D’us, ele deu a todos a fé. Assim a Parashá nos conta: “ele plantou um ‘Eshel’ em Beer Sheva e ali invocou o nome de D’us”. A Torá parece estar dizendo que plantar um ‘Eshel” foi uma coisa extraordinária.

Mas o que quer dizer esta palavra? O Midrash nós explica. Nos diz que não era uma simples árvore a que Avraham plantou, para que se possa aproveitar da sombra que fazia, mas sim um albergue. Em Beer Sheva, em pleno deserto, Avraham instalou um albergue!

Para que? Para todos os viajantes cansados da longa caminhada, do sol, esfomeados, sedentos. Avraham pensou neles. Ele não os conhecia, não sabia quem viria ali e apesar disso instalou seu albergue para eles.

O que lhes deu neste albergue? Tudo! Avraham não se contentou em lhes proporcionar pão e água. Ele lhes ofereceu tudo que podia encontrar de melhor: vinho, carne, frutas, doces. Ele os convidou a ficarem para dormir em sua casa.

Mas Avraham também pensou no espiritual. Ele instalou um tribunal em que estavam sediados Sábios que poderiam responder a todas as suas perguntas, a todos os seus problemas. Era a maneira que Avraham tinha de fazer a Tsedacá.

Esta qualidade se encontra também em cada judeu. Ela é uma herança que vem do nosso pai, Avraham, e nossa Parashá nos ensina também como se deve agir.

Dar àquele que precisa exatamente o mínimo não basta. É preciso dar ao pobre mais do que isso, que ele sinta prazer. É claro que deve se trazer o auxílio material necessário mas precisa também ajudá-lo a resolver seus problemas, sustentá-lo moralmente. Tudo isso, é preciso dá-lo a todos, mesmo àqueles que não conhecemos; esta é a verdadeira Tsedacá!