4. Chlah


B’SD

Kol Hamoshiach

PARASHAT CHLAH

Resumo da Parashá:

Os doze meraglim foram enviados em 29 de sivan de 2449

Foram escolhidos tsadiquim. Mas imediatamente depois de escolhidos se corromperam e decidiram fazer um relatório negativo para desviar o povo de Israel.

Qual foi a causa da corrupção?

Um disse ao outro: sob a direção de Moshé, estamos na cabeça do povo mas tão logo entraremos em Erets Israel, Iehoshuá será o chefe e ele escolherá seus próprios ministros. É melhor ficar no deserto......

Conteúdo da Parashá:

I.  Os espiões são enviados para espionar a terra e trazem de volta um relatório negativo, que assusta o povo, apesar dos protestos de Iehoshua e Calev.

II.  Hashem ameaça destruir o povo judeu mas a prece de Moisés mitiga o decreto.

III.  O povo tenta entrar na terra mas é tarde demais.

IV.  As ofertas de farinha e de vinho que são trazidas com os sacrifícios animais.

V.  A lei de separação de Chalá.

VI.  Os sacrifícios trazidos por pecados não intencionais.

VII.  O castigo pela transgressão do Shabat.

VIII. A lei do Tsitsit.

OUTRO RESUMO da Parashá:

Þ Os Bnei Israel pedem a Moshé para mandar espiões para Erets Israel

Þ O significado dos nomes dos espiões

Þ Moshé da instruções aos espiões

Þ Os espiões se corrompem

Þ A volta dos espiões

Þ Os judeus choram sem razão, acendendo a cólera divina

Þ Moshé faz a defesa do Clal Israel, e apela pelo atributo de Misericórdia

Þ O castigo da geração do deserto

Þ Os espiões são castigados, enquanto que Calev e Iehoshua recebem sua recompensa

Þ Hama’afilim/Aqueles que insistiram para entrar em Erets Israel

Þ Nessaquim uminchat Nessaquim/As leis referentes às oferendas de farinha e às libações que acompanham os sacrifícios de Olá e Shlamim

Þ Chala/As leis referentes à retirada da massa

Þ Par usséírei avoda zara/Oferenda trazida se a maior parte da comunidade cometeu por engano um serviço de idolatria

Þ Qui devar Hashem Baza/Estar atento para não estar entre aqueles que desprezam a palavra de Hashem

Þ Hamecoshesh/O profanador do Shabat

Þ A mitsva de atar os Tsitsit às roupas com quanto cantos

Þ É proibido alimentar pensamentos de apicorsut (negação de D’us) e de imoralidade

OS DOZE ESPIÕES SE CORROMPEM

A SEDE DE HONRAS É UM GRANDE DEFEITO

Foram enviados a Israel, no dia 29 de sivan de 2449, 12 espiões para explorar o país. Isso foi há 3309 anos. Mas o relato é sempre atual, porque a Torá é eterna, e do episódio podemos tirar uma boa lição.

Esses 12 espiões eram todos tsadiquim, no momento em que foram escolhidos para irem explorar a terra prometida. Mas se perverteram assim que Moshé os enviou. Imediatamente, decidiram fazer um relatório desfavorável para desviar os judeus do seu objetivo de entrar em Israel e para que eles fiquem no deserto. Porque a finalidade era entrar mesmo na Terra Santa ...

Qual foi a causa da sua corrupção?

Os espiões disseram um ao outro: “Sob a direção de Moshé, estamos na cabeça do povo. O problema vai ser logo que entrarmos em Israel. Iehoshuá se tornará o chefe. E ele certamente escolherá seus próprios ministros; para nos, será o fim de todas as honras e do poder. Seria melhor manter o povo no deserto e não arriscar perder nossas altas posições!”

Durante os 40 dias seguintes, urdiram planos para que suas afirmações, de acordo com as quais Israel não poderia ser conquistada, fossem plausíveis.

O assunto dos espiões nos serve de exemplo e nos mostra o quanto a sede de honra pode corromper. Lembrem da história de Corach, que também armou sua rebelião por que procurava a honra.

A aspiração pelo respeito e pelas honras é um obstáculo para o serviço de D’us e pode levar à corrupção total e à loucura.

***

Os exploradores não queriam entrar em Israel. Tinham medo de uma vida normal, natural, onde seriam obrigados a renunciar aos milagres, à maná que caía do céu, ao poço de Miriam que matava sua sede de água e às nuvens de glória que os seguiam e os precediam.

Eles sabiam que ao entrar em Erets Israel, o contrato de aliança sobrenatural chegaria ao seu termo. Todos os milagres cessariam. Eles deveriam iniciar uma nova vida baseada no ritmo natural da vida: trabalhar seis dos sete dias, 8 horas por dia, consagrando apenas algumas horas para o estudo da Torá...

Esta vida os assustava. Eles recusaram a idéia de se implicar no mundo material. Daí o seu desejo, incompreensível à primeira vista, de voltar para o deserto: eles procuraram o deserto, lugar que simbolizava aos seus olhos, uma espiritualidade sem compromisso.

De fato os exploradores não tinham compreendido o essencial: é que a Torá tinha sido dada no deserto, certo, mas com a finalidade de logo descer para o mundo material, refiná-lo, purificá-lo. Purificar o mundo material, revelar D’us... na matéria, esta é a missão exigida do povo judeu e que os exploradores, não tinham compreendido.

DOMINGO 17 de Sivan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Rishon de Shlach com Rashi

Tehilim: 83 a 87

Tania:

Restringir-se para não tirar pleno proveito deste mundo material só é uma boa preparação para o serviço de D’us. Este serviço, ele próprio, tem por objeto transformar a matéria em um receptáculo para a Divindade.

SEGUNDA 18 de Sivan -

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Sheni de Shlach com Rashi

Tehilim: 88 e 89

Tania:

Na nossa época, o “calcanhar de Mashiach”, é o deve de todo judeu procurar o bem do seu próximo, seja ele velho ou jovem, e de conduzi-lo para a Tshuva, para que ele não se separe, que D’us não queira, da comunidade de Israel que terá muito em breve o privilégio de conhecer a liberação completa.

TERÇA 19 de Sivan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shlishi de Shlach com Rashi

Tehilim: 90 a 96

Tania:

No mês de Marcheshvan 5613 (1852) o Tsemach Tsedec fixou, além dos estudos que cursava em outros lugares, um curso de duas horas e meia por dia com meu avó ( o Rebe Maharash).

No inverno, este curso começava às dez horas da noite e o verão às quatro da manhã. Prosseguiu por dois anos e versava sobre a Cabala com os comentários da Chassidut. Em seguida, até Elul 5616 (1856), quando este cursou parou, eles estudaram as seguintes obras éticas: os escritos de Rabi Saadia Gaon, o Guia dos Perplexos, o livro dos Príncipes, o Cuzari e outros com os comentários da Chassidut.

QUARTA 20 de Sivan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Revií de Shlach com Rashi

Tehilim: 97 a 103

Tania:

Um dos provérbios do meu avó (o Rebe Maharash):

“A estrutura do intelecto e dos sentimentos de um Chassid depende da primeira entrevista que teve com seu Rebe.

A primeira entrevista depende do caráter do Chassid. É em função deste que o Rebe vai lhe prescrever o meio de serviço D’us que lhe convém.

(Ver sobre o mesmo assunto, o 18 de Tamuz e o 13 de Elul).

QUINTA 14 de Sivan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Chamishi de Shlach com Rashi

Tehilim: 104 e 105

Tania:

O Admor Hazaquen explica, no capítulo 3 do Tania, que os três atributos do intelecto, Chochmá, Bina e Daat, bem como os sete atributos da emoção são derivados das dez Sefirot superiores.

Isto é verdadeiro para as três partes da alma, a Nefesh, a Ruach e a Neshamá, que se introduzem no corpo do homem.

Por outro lado, o poder de oferecer sua vida a D’us, o fato de “um judeu não querer nem poder se separar da Divindade” decorre da Essência divina que transcende as Sefirot, sendo a primeira a de Chochmá. (Ver com respeito a isso o 25 de Tamuz).

SEXTA 22 de Sivan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shishi de Shlach com Rashi

Tehilim: 106 e 107

Tania:

Quando dizemos “Vehevienu Leshalom” (nas bênçãos do Shema da oração da manhã) (Sidur p.44-45), juntamos os dois Tsitsit da frente e depois juntamos o Tsitsit posterior esquerdo e depois o Tsitsit posterior direito. Seguramos todos juntos entre o anular e auricular da mão esquerda.

Beijamos os Tsitsit seis vezes, dizendo as palavras: “Laad”, “Caiemet”, “Emet”, “Letsitsit”, “Tsitsit”, “Tsitsit”.

SHABAT 23 de Sivan -

·  Faz-se a bênção de Rosh Chodesh Tamuz

·  Lêm-se todos os Tehilim pela manhã

·  Dia de Farbrenguen

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shevií de Shlach com Rashi

Tehilim: 108 a 112

Tania:

Numa resposta que lhe trouxe durante uma entrevista que lhe outorgou, meu avó (o Rebe Maharash) disse ao meu pai (o Rebe Rashab), durante o inverno 5635 (1875):

“A inclinação para o mal é chamada alma animal, mas não necessariamente porque é um animal bruto. Pode às vezes ser a raposa, a fera mais esperta. Uma grande sabedoria vai ser então necessária para compreender suas manipulações. Outra vezes adota a aparência de um Justo, íntegro, modesto e animado de bons sentimentos.

Cada um possui uma alma animal que está na medida da sua própria natureza. Em um, despertará de súbito um grande desejo de estudar a Chassidut ou de meditar profundamente sobre estes conceitos, enquanto na verdade só é um conselho da má inclinação, um estratagema da alma animal para impedir o fervor durante a oração, por exemplo.

Aprende este princípio geral e guarda-o permanentemente: quando se trata de ajudar ou de conduzir ao serviço de D’us, qualquer obstáculo que se ergue, mesmo pela causa mais nobre só é uma manipulação da alma animal.”

Meu pai (o Rebe Rashab) concluiu:

“Até então eu não sabia que podia existir uma alma animal piedosa e muito menos uma alma animal chassídica.”