AMOR

Ahavat Israel -  Amor ao próximo

 Mandamento Divino (Mitsva*) que consiste no amor ao próximo.

O Admor Hazaquen diz:

 “O Preceito de amar outro judeu se aplica a qualquer um que pertença ao povo de Israel, mesmo se nunca o vimos antes. E, com mais razão, se refere a cada membro da comunidade à qual pertencemos, seja ele um homem ou uma mulher.”, Hayom Yom, 3 Adar Alef.

“O Admor Hazaquen contou ao seu filho, o Admor Haemtsaí:

“Meu avó (o Baal Shem Tov) dizia que é preciso fazer se sacrificar para amar o próximo, mesmo quando se trata de um judeu que nunca vimos.” Hayom Yom 15 de Kislev.

 

“Eis um dos provérbios do meu avó (o Rebe Maharash):

   “Qual é utilidade da Chassidut e da devoção quando falta a qualidade essencial, Ahavat Israel, o amor ao próximo, e mais ainda, quando a ausencia desta qualidade chega ao ponto de causar pena a outro, que D’us nos livre?”

   (É neste dia que os inimigos de Israel penetraram no Santuário. Logo depois, este pode ser destruído por causa do “ódio gratuito.)Hayom Yom, 8 de Av.

 

 

Amor ao próximo – conceito

 

        O amor é um valor fundamental da Tora. Cada judeu possui uma alma,  que é uma parcela da Divindade. Deste ponto de vista, todos são idênticos e o corpo físico, sendo apenas um acessório, não pode constituir uma verdadeira distinção entre as pessoas. O Talmud Yeruchalmi compara dois Judeus aos dois braços, que são parte integral de um só e mesmo corpo. Do mesmo jeito que é incompreensível que a mão direita inflija um castigo à mão esquerda, um Judeu não pode prejudicar  um outro Judeu. Muito mais, ele pode atingir  a perfeição se ele demonstra verdadeiro amor ao próximo.

 

        Esse sentimento de amor é necessário mesmo em relação àquele que a gente não conhece, que é moralmente muito rude e desagradável. Ele permite considerar positivamente o próximo, percebe todas as suas qualidades e minimizar seus defeitos. Amar um Judeu significa também aproximá-lo da Torá e dos Mitsvot, que são as fontes do bem.

 

        O Baal Chem Tov explicou, uma vez a outro Judeu, que uma alma pode descer  aqui e viver setenta ou oitenta anos unicamente para fazer o bem. O Admor Hazaken instituiu que fosse dito todas as manhãs, antes da oração, “eu aceito sobre mim a Injunção positiva de: tu amarás o próximo como a si mesmo”. Ele ensinou também que ajudando um outro Judeu, “teremos um cérebro e um coração mil vezes mais puros”. O Rabbi destacou que este número não era dado ao acaso, mas era particularmente preciso. Fazendo bem a um outro Judeu, pode-se em uma hora, entender uma passagem da Torá na qual mil horas de esforços teriam sido além do mais necessárias.

        O Rabbi fez da Ahavat Israel um das 10 campanhas de judaísmo, dez Mivtsaim, explicando que o antídoto do “ódio gratuito”, causa do exílio, é o amor gratuito”. Do mesmo jeito que a unidade de Israel foi antes de tudo indispensável ao dom da Torá, ele será também o meio de ter a liberação messiânica. O Rabbi destaca que o segundo Templo foi destruído por causa do “ódio gratuito” do outro, um ódio sem fundamento, sem justificativa intelectual. A hassidut rejeita irremediavelmente qualquer ataque ao próximo, mesmo verbal. Assim, disse um ditado hassidico “um tapa passa, uma palavra fica”. O meio de deixar o exílio é então um “amor gratuito” do outro, mesmo quando este não pode se explicar, mesmo se ele parece injustificado.

        O Tsemach Tsédek destacou que as quatro primeiras letras do alfabeto hebraico são as iniciais de quatro palavras que significam: amor Ahava, bênção Beraha; orgulho e arrogância  Gaava, pobreza Dalut.