PESSACH – O “pulo”

PESSACH – O “pulo” Adaptado de um discurso do Rebe de Lubavitch O nome que a Torá da a uma festa judia ou aquele que resulta de um costume geralmente estabelecido sempre tem muito sentido. Esta idéia também se observa no que diz respeito à celebração atual, a de Pessach. Este termo contém uma lição que, aliás, deve nos acompanhar o ano todo, que esta festa é a da saída do Egito, a da nossa liberdade. A Torá nos ensina que a palavra “Pessach” significa “pular” em lembrança ao fato de D’us ter “pulado” por cima das casas judias para alcançar os egípcios, durante a praga dos primogênitos. Esta idéia de pulo é tão importante que Rashi (o grande comentador da Torá) não hesita em chamar a atenção com respeito a esse assunto: “vocês também, cumprem o vosso serviço de D’us à maneira de um “pulo”. O que significa isso? Os judeus se encontravam no exílio do Egito, o país mais “moderno”, e mais “avançado” da época, mas também o mais baixo moralmente e espiritualmente. Ao sair desta terra de servidão, eles deveriam receber a Torá no monte Sinai. Mudar essa situação de modo tão marcante, lhes exigia dar um “pulo” brutal para passar da escravidão à liberdade. Isso vale também para a nossa época. Estamos também no exílio e, como nossos ancestrais, devemos sair dele. Para isso, precisamos realizar esta passagem brusca, este “pulo”. Saibamos, porém, que D’us nos da a força para faze-lo. Basta que estudemos a Torá e que pratiquemos as Mitsvot na nossa vida diária. Este “pulo”, esta elevação nos levarão à verdadeira liberdade, a que nos trará Mashiach, nos mesmo instante.

PESSACH – O “pulo”