Histórias boas sobre Purim

HISTORIAS MUITO BOAS SOBRE PURIM

HISTORIA DE PURIM
CAIU NA PRÓPRIA ARMADILHA


Há mais de trezentos anos, vivia em Viena, capital da Áustria, Rabi Samson Wertheimer, um Rabino que tinha grande fama. Era conhecido não somente por suas riquezas e as funções importantes que ocupava na Corte mas também, e principalmente, por sua sabedoria e a nobreza do seu caráter. Ministro das Finanças do país, gozava da confiança do soberano que o mantinha a par de todos os segredos de Estado. Quando estourou a guerra com a Espanha, ocupou-se também de fornecer às forças armadas austríacas grande parte das armas de que precisava.
Com muita influência na Corte, fez tudo o que pode para reduzir a opressão da que seus irmãos judeus eram vítima. Ao mesmo tempo, a grande fortuna que possuía lhe permitia dar livre curso à sua generosidade e ajudar os pobres e necessitados. Ele estava orgulhoso de ser judeu e aqueles que espalhavam calúnias sobre o povo de Israel e suas tradições encontravam nele um inimigo feroz. Sua piedade e sua bondade o fizer ser amado por todos os seus correligionários.
Nesta época, certo bispo (não duvidar que era um descendente do malvado Haman) conseguira insinuar-se nos favores do soberano. Que este outorgasse tantas honras e confiança a um judeu parecia inconcebível. Fez de tudo para tentar desacreditar o Rabi Samson. Mas por mais que fizesse, não o conseguiu.
Perseverando no seu ódio, o bispo foi um dia ver o rei dizendo-lhe:
- Majestade, todas as finanças do reino estão nas mãos de um judeu. Vossa Majestade está seguro da sua honestidade? E sua fidelidade para Vós, será a toda prova? Ele possui uma grande fortuna, como será que a conseguiu? Estas são perguntas que vêm naturalmente ao espírito mais objetivo...
- Minha confiança neste homem é total, respondeu o rei. Mas o senhor que duvida da mesma. Poderia me dar uma prova da sua falta de probidade?

Prova traiçoeira

- Majestade, estou convencido que este judeu abusa de vossa confiança. Mas isso não seria nada se eu não tivesse também o meio de provar que minhas acusações têm fundamento. De fato, paguei um dos meus contadores do Ministério das Finanças para que me entregasse uma cópia das contas pessoais do nosso Ministro. Quando a recebi, não acreditei no que via. Se vós soubesses que bela fortuna vosso grande tesoureiro amassou! Tive então uma idéia. Se vossa Majestade assim o deseja, comece a perguntar-lhe, por curiosidade, a quanto ascende esta fortuna. Se o número que ele der corresponder ao dos seus livros, serei obrigado a reconhecer que o homem não tem nada a esconder e que é, portanto, honesto. Se pelo contrário, o valor declarado por ele é inferior ao que resulta dos seus registros, tereis a prova que ele é um sem-vergonha. Neste último caso, basta se dirigir a mim para o castigo. Não haverá mais merecido. Aqui está, Majestade, a cópia das contas.
- Muito bem, disse o rei, quero submeter Rabi Samson a este teste, e o senhor verá por si mesmo que nada justificava suas suspeitas.
- Que vossa Majestade me permita nesta ocasião formular um pedido, tornou a falar o bispo. Se a prova demostrar que Wertheimer mentiu, eu peço que ele seja queimado vivo. E como neste caso o quanto antes melhor, porque vossa Majestade não daria já as ordens para preparar a fogueira? A sentença poderia assim ser executada no ato.
O rei cedeu. Apenas o bispo se retirou, mandou preparar a fogueira. E deu também aos carrascos outra ordem: agarrar qualquer pessoa, independente de quem seja, que viesse perguntar se a ordem do rei tinha sido executada e atirá-la no fogo sem outro procedimento.
O bispo deixara o palácio no auge da satisfação. Finalmente poderia livrar-se do seu inimigo judeu. Por seu lado, o rei mandou chamar imediatamente o seu Ministro das Finanças, Rabi Samson Wertheimer. Tomou cuidado para não alertá-lo da gravidade que a circunstância tinha para ele e começou falando de outro assunto dando-lhe, pelo contrário, um aspecto de segurança, e até de amizade. E de palavra em palavra, chegou a indagar sobre a situação material do seu interlocutor. Usou um tom de solicitação. Rabi Wertheimer teria, neste ponto de vista, tudo o que precisava? Considerava-se satisfeito?
- D’us seja louvado, não tenho nenhum motivo para me queixar, respondeu humildemente Rabi Samson.

Teria o bispo razão?

- O senhor presta grandes serviços à coroa e ao país, devo reconhecê-lo, insistiu o rei, será que se considera suficientemente recompensado pela sua dedicação? É verdade que o senhor tem fortuna própria. Mas ... tudo depende do valor que ela tem, acrescentou o soberano com um ar que parecia natural.
- Falando com vossa Majestade, não posso permitir-se ser impreciso; mas me é difícil dar no ato um valor exato.
- O! Não chegamos aos detalhes de centavos, interrompeu o rei. Qual é a importância aproximada que me pode adiantar, e da qual esteja absolutamente seguro?
Rabi Samson Wertheimer pensou um pouco e depois disse o valor que achava mais próximo da verdade.
O número que ele deu se aproximava à décima parte daquele que, de acordo com seus livros, representava sua fortuna real. O bispo tivera então razão. A estupefação do soberano foi cedendo pouco a pouco lugar à cólera. Não havia nenhuma dúvida que o Ministro, que se apresentava tão humildemente diante dele, que ele acreditava ser fiel, e a quem outorgou toda a sua confiança, o enganara. Provas suplementares eram supérfluas. O castigo não deveria demorar.
Sem perder mais tempo para se acalmar, o rei pediu a Rabi Samson Wertheimer para ir ao lugar onde mandara preparar a fogueira e para fazer aos carrascos a seguinte pergunta: “fora a ordem do soberano executada?”

Um Impedimento Imprevisto

Rabi Samson foi cumprir sua missão. O pensamento que ele estava indo para uma morte certa nem de leve passava pela sua cabeça.
A fogueira estava a uma certa distância da cidade. No caminho, Rabi Samson cruzou por um judeu que ficou particularmente feliz por reencontrá-lo.
- Digno Rabi, disse, tenho um filho que nasceu há 8 dias. A cerimônia da circuncisão deve acontecer hoje mesmo e eu não estou encontrando um Mohel. Faça-me a graça de vir comigo para cumprir esta santa Mitsvá.
Às inúmeras qualificações que possuía, Rabi Samson, já entendemos, agregava a de Mohel. Estava sempre disposto a encarregar-se desta grande Mitsvá, cujo cumprimento ele transformava em obrigação voluntária. Desta vez, a circunstância era difícil. O que fazer?
- O rei me encarregou de uma missão, não posso demorar sua execução ... disse sem graça.
Mas o judeu insistiu: “Eu sou enviado do Rei dos reis! Se existe um ato que não pode ser atrasado, é exatamente a Mitsvá sagrada da Circuncisão! Caro Rabi, não o deixarei antes que tenha concordado com meu pedido.”
O Rabi não hesitou por muito tempo. Uma grande Mitsvá se apresentava a ele, estava perfeitamente consciente disso, e ele não escaparia da sua execução. Acompanhou então o judeu.
Os convidados enchiam já a casa. Rabi Samson foi recebido com alegria e com o respeito que lhe era devido. Concluída a cerimônia, serviu-se uma grande refeição em honra à Mitsvá. Comeu-se, bebeu-se e congratulou-se.

Na Fornalha!

Mal tomou um copo de vinho, Rabi Samson teve uma vertigem. Foi convidado para deitar um pouco. Mas tão logo deitou um pouco, adormeceu profundamente.
Isso durou um longo tempo. Respeitou-se seu sono...
Esta noite, o bispo não pode conciliar o sono. Soubera que o rei não somente mandara seu Ministro de Finanças para a morte como também confiscara todos seus bens. Estava no auge da alegria. “Preciso de qualquer maneira assegurar-me, pensou; ainda estou a tempo de ver os ossos do judeu queimando”. Levantou-se, vestiu-se e com um sorriso demoníaco, dirigiu-se ao lugar onde tinha sido erguida a fogueira.
- Vim ver com meus próprios olhos se as ordens do rei foram executadas! Disse alegremente aos carrascos.
- Ah! Só esperávamos por você, responderam os carrascos.

A ordem foi Executada

Agarraram o bispo e, sem considerar seus protestos e seus gritos, amarraram-no e o jogaram vivo na fogueira.
Enquanto isso, Rabi Samson finalmente acordou. Tinha passado da meia noite. Recordou a missão que o rei o havia incumbido; e tê-la negligenciado o fez sentir-se mal. Mas o que fazer a essa hora: tinha que esperar até a manhã seguinte para cumpri-la.
Voltou para casa e encontrou a família numa agitação extrema. Por ordem do rei, tudo o que Rabi Samson possuía acabava de ser lacrado. Uma apreensão geral reinava.
Na manhã seguinte, logo após as preces da manhã, Rabi Samson apressou-se em ir ver se a ordem do rei havia sido executada.
- Claro que fora executada! E ao pé da letra! Responderam os carrascos. E ambos acrescentaram: precisava ver como o coitado do homem tremia! Mas ele recebeu o merecido. Para mim ele sempre foi um vil impostor!
Rabi Samson ouvia, imóvel, mas não estava entendendo nada. Correu para o palácio e ficou estupefato ao observar que o rei o olhava como se voltasse do outro mundo.

Salvo de uma Morte Certa

Este desculpou-se por ter sido impedido de cumprir sua missão na véspera. Um assunto muito urgente o havia obrigado a remeter para o dia seguinte o que teria feito no mesmo dia se houvesse podido. Entretanto a ordem do rei havia sido executada, apressou-se em dizer e o bispo fora castigado. Depois, sem esperar, Rabi Samson informou ao soberano seu profundo espanto: todos seus bens, - bens honestamente adquiridos – haviam sido confiscados ... Qual fora o motivo de tão severa medida?
Subitamente o rei explodiu numa enorme manifestação de riso. Incapaz de se conter, riu por muito tempo. Não podendo proferir uma palavra, abraçou Rabi Samson e o apertou contra seu coração. Ainda ria tanto que tinha lágrimas nos olhos.
Cada vez mais intrigado, Rabi Samson olhava para o rei e pacientemente esperava que este lhe explicasse o mistério todo.
Quando finalmente o soberano pôde falar, contou detalhadamente ao seu Ministro a história da acusação que este havia sido objeto e da que por pouco teria sido a vítima. Era um milagre, acrescentou, que o Rabi ainda estivesse vivo, já que escapara com justiça da morte. E o mais incrível era que o bispo caíra na armadilha que cuidadosamente preparara para o ministro judeu nela perecendo ...
- Agora tenho a prova que o senhor é um homem virtuoso e justo; e que vosso D’us, que é tão Grande, o salvou de uma morte tão certa quanto imerecida, disse o soberano com gravidade. Agora bem, porque me escondeu a verdade e me deu informações inexatas sobre sua fortuna?

A Riqueza Real

- D’us não permita que eu minta ao meu rei. Quando o rei me perguntou a quanto se elevava a fortuna que eu tinha a certeza de possuir, não me era possível dar a cifra que surgia dos meus livros. Isso pela simples razão que este valor, mesmo estando em minhas mãos, não me pertencia em forma definitiva. Ontem era meu e eis que hoje foi confiscado. Os únicos valores que tenho verdadeiramente a certeza de possuir são aqueles consagrados à caridade; somente esses não podem de maneira nenhuma ser tirados de mim. é um velho costume meu dar um dízimo das minhas rendas aos pobres; foi justamente o valor que eu declarei ter.
A explicação agradou extremamente ao rei.
- Após o ocorrido e o que me acaba de dizer, o mínimo que posso fazer é levantar o confisco dos seus bens, coisa que fiz injustamente. Além disso, lhe devo uma reparação por todo o aborrecimento causado e que o senhor não merecia de jeito nenhum.
- Majestade, fui suficientemente recompensado ao receber vossa confiança e vossa amizade, respondeu Rabi Samson. Gostaria entretanto de aproveitar vossa oferta rogando que me permita construir uma grande Sinagoga em Viena, onde meus irmãos poderão fazer suas devoções e servir a D’us.
A petição foi imediatamente deferida. Uma imponente Sinagoga erigiu-se logo na capital. Foi conhecido pelo nome de “Sinagoga de Rabi Samson”.
Rabi Samson Wertheimer consagrou sua vida ao estudo da Torá, à caridade e às boas ações. Em sua vida, fez muito bem aos seus irmãos judeus e ao seu país e na sua morte legou uma grande parte da sua fortuna a um fundo que levou seu nome e que continuou sua obra. O “Fundo Wertheimer” existiu até a primeira guerra mundial. Os socorros que dispensou ajudaram muitos judeus a superarem sua miséria.
Rabi Samson Wertheimer nasceu em Worms em 1658 e morreu em Viena com a idade de 66 anos. Foi introduzido na corte imperial por seu amigo, Rabi Samuel Oppenheimer, financista célebre em sua época. Ambos deram assistência ao Imperador Leopoldo 1º . Após a morte de Oppenheimer, Rabi Samson o substituiu e ocupou as funções de conselheiro financeiro. Permaneceu nessas funções durante o reinado do Imperador Joseph.

OUTRA HISTORIA: A ALEGRIA QUE SALVA

A Alegria que salva ...
Era Purim. Rabi Eleazar Rokeach estava na cabeceira da enorme mesa preparada na sua casa para comemorar a festa. Em torno dele estavam os membros da sua família, as autoridades da comunidade e muitos convidados que faziam questão de festejar os gloriosos acontecimentos de Purim na sua companhia.
Rabi Eleazar não somente era um erudito da Torá, cuja fama ultrapassava as fronteiras, mas também um profundo conhecedor da Cabala sendo sua sabedoria reconhecida por judeus e não judeus na Holanda. Antes de instalar-se em Amsterdam em 1690, tinha sido Rav das cidades de Brodie e Cracóvia, na Polônia.
Quando chegou em Amsterdam os judeus da comunidade o acolheram com todas as honras e até a rainha da Holanda mandara cunhar uma moeda especial reproduzindo o rosto do Rav.
Na sua mesa havia todo tipo de peixes e carnes, bolos e doces, como é costume na festa de Purim. Além do mais, o Rav e sua família haviam recebido inúmeros pacotes de “Mishloach Manot” (Envio de alimentos), entre os quais numerosas garrafas de vinho e de licor para poder cumprir o adágio talmúdico: “Um homem deve beber em Purim a ponto de não distinguir mais entre ‘Maldito seja Haman’ e ‘Bendito seja Mordechai’. ”
Após cada prato, Rabi Eleazar dava explicações sobre a Meguila (Rolo com o relato dos fatos ocorridos em Purim). As palavras de Torá jorravam da sua boca e todos ouviam atentamente com que felicidade ele falava passando da Guemara ao Rambam, do Shulchan Aruch aos Midrachim; o vinho corria solto e a alegria alcançava seu auge.
De repente batem na porta. Três soldados da rainha, uniformizados, querem conversar com o Rav sobre um problema urgente. Eles entram, pedem desculpas por interromperem a refeição mas dizem ser necessário transmitir uma notícia de parte da rainha: uma grande desgraça estava ameaçando o país.
De fato, havia sido constatada uma brecha num dos diques. Como se sabe, a Holanda é um país plano que conquistou terras do mar, os aterros ou “polders”, que estão sempre à mercê de uma inundação. Foi por isso que os holandeses haviam construído diques que impediam a água do mar de invadir o seu país. Quando uma brecha não era reparada de imediato, províncias inteiras ficavam submersas pelas águas!
Por isso a rainha havia mandado seus soldados pedirem a Rabi Eleazar que “fizesse alguma coisa” para salvar o país. Os emissários tinham ouvido falar da grande devoção do Rabi e esperavam vê-lo trancando-se num quarto, afastando-se da multidão e rezando.
Em vez disso, Rabi Eleazar pediu que se sentassem em volta da mesa e lhes serviu comida e bebida.
“Tragam todas as garrafas de vinho e de licor que se encontram na bodega!” pediu Rabi Eleazar. Os convidados se entreolhavam, espantados. Num instante a mesa foi coberta com garrafas e frascos. “Agora, meus amigos, vamos cumprir como se deve as Mitsvot da festa!”
Momentos depois todos os convidados estavam mais que felizes; se cantava em voz alta e se dançava em volta das mesas ... Até o velho Rav se levantou e estimulou um por um, para que ficassem ainda mais alegres; batia com as duas mãos e ritmava a música e as danças.
Os três soldados da rainha estavam sufocados por se encontrarem ali, naquilo que parecia uma assembléia de festeiros mais do que ‘embebidos’ no álcool! Pensaram, quem sabe, erramos o endereço ... Ou talvez o Rav não era o grande erudito que parecia ...
Discretamente saíram da casa, indignados e chocados. Chegando no palácio da rainha, foram recebidos com grande alegria. Antes mesmo de poderem abrir a boca, a rainha lhes anunciou que sua missão havia sido coroada de êxito.
Num tempo muito menor que o previsto os operários tinham conseguido obstruir a brecha e consolidar o dique. Só houvera uns poucos danos materiais a serem deplorados. Os três emissários foram obrigados a constatar que efetivamente, a rapidez dos socorros tinha sido intensificada exatamente no momento em que eles se encontravam na casa do Rabi.
Confusos, contaram à rainha o que havia ocorrido na casa do Rav. Por sua vez a rainha ficou muito surpresa, primeiro com a conduta do Rav, mas também com a exata “coincidência” dos dois eventos.
Alguns dias mais tarde, Rabi Eleazar foi convidado para o palácio real, para que a rainha pudesse agradecer sua preciosa ajuda mas também para pedir-lhe explicações sobre sua atitude.
Depois das habituais palavras de cortesia, a rainha fez a pergunta que queimava seus lábios. Rabi Eleazar arvorou um amplo sorriso. Seus olhos brilhavam, demonstrando inteligência e confiança em D’us.
“Nós, os judeus, temos um caráter especial, disse. Quando há um problema que mostra que D’us não está contente com o comportamento dos homens, nos esforçamos em obedecer aos Seus mandamentos com mais fervor ainda para que Ele afaste de nós todos os perigos.”
A rainha ouvia o Rabi com muita atenção. Ele prosseguiu: “Naquele dia era Purim. Este é um dia em que é preciso estar mais alegre que de costume, e até ficar embriagado. Se eu tivesse me comportado como vocês esperavam, se eu tivesse rezado, suplicado, jejuado, não somente não teria obedecido a ordem de D’us mas teria transgredido Sua vontade. É por isso que quando me dei conta do grave perigo que ameaçava o país, pedi aos judeus que me rodeavam que aumentassem ao máximo a alegria para despertar a piedade do Todo-Poderoso.”
As palavras de Rabi Eleazar agradaram à rainha que o demonstrou efusivamente pedindo que o acompanhassem para casa carregado de presentes e com uma escolta real.

Histórias boas sobre Purim