O MÊS DE IYAR

 Iyar é o único mês do ano, ao longo do qual cumpre-se cada dia uma Mitsva, a da conta do Omer. Ele simboliza o esforço do homem que o conduz de uma elevação a outra. As quatro letras que compõem o seu nome são as iniciais de Avraham, Itschak, Yaakov, Rachel, os quatro pés do Char Celeste, que correspondem à submissão total. Tambem corresponde ao Acróstico da frase da Tora, "Ani HAshem Rofeeha", Sou Hashem que cura, este mês é propicio para a cura moral e física. Sendo o mês seguinte a Nissan, mês da revelação divina que permite a saída do Egito, ele introduz o esforço do Homem, graças ao qual a revelação, celeste pode ser interiorizada. Neste sentido, ele prepara Sivan, mês do dom da Torá.

Sefirat haomer/A contagem dos quarenta e nove dias entre o Omer e Shavuot

 

É uma Mitsva contar quarenta e nove dias a partir da oferenda do omer, no dia dezesseis de Nissan. A mitsva consiste em contar ao mesmo tempo o número de dias e o número de semanas, como diz a Torá: “Serão contadas sete semanas completas.”

 

Qual é o sentido profundo desta contagem?

Quando os Bnei Israel foram resgatados do Egito, Moshé lhes disse que iam receber a Torá no final de quarenta e nove dias. Cada Judeu fez a sua própria conta até o grande dia. E depois, a conta foi instituída por Hashem como mitsva permanente.

 

A Torá nos ordena contar sete “semanas perfeitas” (23:15), aludindo ao fato de que durante esse período, temos um dever específico de nos purificar e de nos desfazer de tudo que é um entrave à nossa relação com Hashem, E PRINCIPALMENTE NOS DESFAZER DO EGO.

Em cada um dos quarenta e nove dias da Sefira, o Todo-Poderoso revelou a Moshé um novo grau de compreensão da Sabedoria Divina; o quadragésimo nono dias, Moshé estava próxima do Entendimento divino. O quinquagésimo grau ficou oculto para ele por se situar além das capacidades de entendimento humano.

 

Minchat Haomer/A oferenda comunitária de cevada no segundo dia de Pessach

 

Ao lado dos sacrifícios de Mussaf de Iom Tov, uma oferenda comunitária de omer era trazida no dia dezesseis de Nissan, segundo dia de Pessach.

Ela consistia de um omer (medida equivalente a cerca de 5 libras) de farinha de cevada misturada com óleo e incenso. Era acompanhada de um cordeiro oferecido como sacrifício de olá. O omer devia ser oferecido “no dia seguinte ao Shabat” (23:10). De acordo com o que observa a Tradição Oral, “shabat” é dito aqui para “Iom tov”, significando que ele era trazido no dia seguinte ao primeiro dia de Pessach.

NUNCA É TARDE DEMAIS - 14 de Iiar - PESSACH SHENI

É conhecido como Pessach Sheni (‘Segundo Pessach’). No ano seguinte ao Êxodo, D’us ordenou ao Povo Judeu celebrar Pessach no deserto. Entretanto houve alguns que se queixaram por terem se tornado ritualmente impuros, não estando assim aptos para se purificarem a tempo e para oferecerem seu sacrifício Pascal (Número 9). D’us disse a Moshe que eles teriam uma segunda chance para oferecerem seu sacrifício, em Iiar 14 (um mês após o 14 de Nissan, quando o sacrifício Pascal é trazido normalmente). Isto foi aplicado até a interrupção dos sacrifícios, quando o Segundo Templo foi destruído, em 70 da era comum. Alguns ainda têm o costume de celebrar o dia comendo matsa.

 

18 de Iiar – LAG BA OMER

O 33o dia da contagem do Omer se celebra como um feriado. Há duas razões para isso:

  1. Entre Pessach e Shavuot, num ano do início do segundo século, 24.000 discípulos do Rabi Aquiva (o maior Sábio do povo judeu no período da Mishná) morreram vitimas de uma pandemia, por não se respeitarem suficientemente uns aos outros. Portanto este período é uma época de semi-luto (não se fazem casamentos, etc.) No 33o dia (“LaG” = 33) do Omer, eles deixaram de morrer mais.

  2. Um destacado discípulo tardio de Rabi Aquiva, Rabi Shimon bar Iochai, Sábio da Mishna e autor do Zohar, principal obra do misticismo judaico (Cabala), “faleceu”. Tendo cumprido sua missão neste mundo, ele pediu para que o aniversário fosse celebrado como um dia feliz.

As crianças têm o costume de brincar com arco e flecha, e são levadas para excursões nos parques ou no campo. Em Israel, se acendem fogueiras gigantes na noite prévia.

 

יחי אדוננו מורנו ורבינו מלך המשיח לעול ועד

Cabala e Mashiach

 A Cabala é o patamar mais elevado na interpretação da Torá. Foi dada com o resto da Torá a Moshé, no Monte Sinai, mas, num primeiro momento, sua transmissão foi apenas em forma oral. Rabi Shimon Ben Iochai foi o primeiro que a consignou num livro, o Zohar, na introdução do qual se diz que “será através desta obra que os filhos de Israel abandonarão o exílio na misericórdia”. Um pouco depois, diz-se que “Mashiach virá quando as crianças do mundo tenham conhecido a parte esotérica da Torá”.

     A revelação da Cabala começou de modo sistemático com o ensinamento do Ari Zal, Rabi Itschac Luria de Tsfat. Este explicou que daquele momento em diante seria “uma mitsvá ensinar esta sabedoria”. Ele foi o primeiro a ter uma escola, e apesar da sua vida ter sido curta, ele formou numerosos discípulos.

     As profecias enunciadas com respeito à Cabalá se realizam através da Chassidut que expressa a parte esotérica da Torá sob uma forma acessível ao intelecto humano. O Baal Shem Tov, durante uma elevação da sua alma, encontrou Mashiach e perguntou-lhe quando este viria. Ele lhe respondeu:  “Quanto tuas fontes se expandirem para o exterior.”

O que é HILULA?

         Hilula significa, em aramaico, casamento. Este termo designa em forma corrente, o dia em que um justo deixa este mundo. Para um Tsadic, o dia do falecimento é alegre por que marca com maior certeza o cumprimento da missão que ele devia realizar aqui em baixo. Para a hassidut, a Hilula é o dia em que “a obra que o justo realizou durante sua vida é revelada e realiza maravilhas até o mais profundo da terra”.

         Foi com este propósito que Rabi Shimon Bar Iochai, o autor do Zohar, utilizou pela primeira vez o termo Hilula. Rabi Shimon disse, antes de deixar este mundo: “estou ligado a Ele por um vínculo, inflamo-me nEle e me unifico com Ele”. É esta considerável elevação que é oferecida a cada judeu no dia da Hilula de um Tsadic.

Lag Baomer- Trigésimo terceiro dia do Omer

 Na casa do Admor Haemtsaí, Lag Baomer era uma das festas mais marcantes. Ele ia para os campos com os Chassidim, não lavava as mão e não comia pão, mas ele mesmo tomava álcool, embora, por razões médicas, ele não estivesse autorizado para faze-lo. Assistia-se então a muitos milagres, especialmente para casais que não tinham filhos. O ano todo se esperava por Lag Baomer.

Ha Yom Yom Original: "O Dia de Hoje". livro Editado semanalmente no Jornal  Kol Ha Mashiach e na Folha do Rabinato de 1997 a 2007 - Tradução livre: RACHEL CATRAN em Momoria do Pai, AVRAHAM BEN AHARON HACOHEN CATRAN , DIA DO YORTZEIT 12 DE KIslev.