ESTUDO DIARIO DO HAYOM YOM

 

hoje quinta 21 de Elul 5780 no Hayom Yom - 10 de setembro 2020

Nosso primeiro pai, Avraham, com o esforço que realizou, com abnegação, para dar a conhecer a Divindade, o D’eus único, ao conjunto da humanidade, teve o mérito de poder transmitir em herança à sua descendência, até o fim de todas as gerações, a fé pura em D’eus e em Sua Torá.

Todo judeu e toda judia tem, portanto, o poder de oferecer sua vida pela a santa Torá.

 sexta 22 de Elul 5780 no Hayom Yom - 11 de setembro 2020

A doutrina chassídica exige que, antes de recriminar alguém, “as unhas sejam cortadas”, para não arranhá-lo.

Isso porque as forças do mal estão ligadas às unhas e cada arranhão faz parte integrante do mesmo. Depois de cortar-se as unhas, lavam-se as mãos. Deste modo, como o explica a Chassidut, pode revelar-se o intelecto nos sentimentos.

 Shabat kodesh 22 de Elul 5780 no Hayom Yom - 12 de setembro 2020

Rabi Moshé, filho do Admor Hazaquen, quando estudava (tinha então entre 8 e 11 anos) o trecho que descreve as qualidades dos Sábios, na Guemara Guitin (67A), teve uma dúvida sobre o sentido das palavras de Rabi Shimeon Bar Iochai que são ali relatadas: “aprendam minhas Midot”. De fato podem ser dadas duas interpretações ao termo “Midot”. Pode significar “ensinamentos” (é assim que o interpreta Rashi) ou “traços de caráter”.

Entrementes, o Admor Hazaquen entrou e disse, cantando, como era seu costume:

“A Torá que nos é dada está toda amassada por bons sentimentos. Mesmo os castigos que ela inflige são profundamente bondade e bons feitos. Estas duas interpretações são exatas e interdependentes. Não se pode ter bons sentimentos sem a Torá. Não se pode ter a Torá sem possuir bons sentimentos.”

A mesma história se repetiu com o Tsémach Tsédec, quando tinha entre 8 e 11 anos.

Ha Yom Yom Original: "O Dia de Hoje". Editado semanalmente no Jornal  Kol Ha Mashiach e na Folha do Rabinato de 1997 a 2007 - Tradução livre: Rachel Catran em Momoria do Pai, Avraham ben Haaron Hacohen ,. 

18 de Elul, é uma data muito especial, será este ano na segunda-feira 07 de setembro, quando nasceram dois homens grandiosos, pilares do mundo,  o Baal Shem Tov que nasceu em 1698,  fundador da Hassidut, e o Admur Hazaken que nasceu em 1745, , o fundador da Chassidut Chabad Lubavitch.

 - O Ano novo judaico, ROSH HASHANA (“A cabeça do ano”), será comemorado este ano, durante 3 dias consecutivos: Sexta 18, Sábado 19 e domingo 20 de setembro 2020: as comemorações solenes vão iniciar: Sexta-feira 18 de setembro 2020 ás 17:29 h, e continuará também durante todo o dia do Sábado 19 de setembro, e se estendera até domingo 20 de setembro, ás 18:32 h, que indicara o final das comemorações desta data.

Auto analise para receber as novidades do ano 5781

- Com o primeiro dia do Ano Novo, iniciam os 10 dias de arrependimento que culminam com Yom Kipur, o dia mais sagrado do ano, o dia do Perdão.

- Segunda 21 de setembro 2020, ocorrerá o jejum de Guedalia, das 03:55 h até  18:27h

Kipur

- Yom Kipur (O dia do Arrependimento e do perdão com jejum de 26 horas), iniciara

Domingo 27 de Setembro as 17:32 h e terminara Segunda-feira 28 de Setembro 2020 as 18:34 h.

Sucot

- A festa de Sucot, (a Festa das Cabanas e dos Tabernáculos) iniciara sexta-feira 02 de outubro 2020 as 17:34 h, e terminara Domingo 11 de outubro as 18:38 h., tendo os dias sexta-feira 02, sábado 03, e domingo 04 de outubro,  dias de Yom Tov  (Feriado judaico completo); os dias 05, 06, 07, 08, e 09 de outubro até 17:36 h, serão dias intermediários, e para finalizar, os dias sexta-feira 09 de outubro a partir das 17:36 h , Shabat (sábado) 10 de outubro e domingo 11 de outubro ate 18:38 h serão dias de Yom Tov.

o calendario do ano novo 5781

O significado do Ano Novo

 Rosh Hashaná, a cabeça do ano

Todo judeu participa, de um modo ou de outro, de Rosh Hashaná ou de Iom Quipur.

E isso não é por acaso: o significado destes dias é tão profundo que atinge cada alma judia, qualquer que seja o seu nível. .Em Rosh Hashaná, D’us concluiu a criação deste mundo, ao criar o primeiro homem, Adam. O primeiro gesto de Adam foi o de proclamar D’us Todo-Poderoso, o Rei do Universo. “Venham, rezemos, prostremo-nos, ajoelhemos diante de D’us nosso Criador”: foi assim ele se dirigiu a todas as criaturas .É por isso que em Rosh Hashaná (que literalmente significa a “cabeça do ano”), cada um de nós também proclamamos a Realeza de D’us e nosso compromisso em servi-lo. Como no primeiro Rosh Hashaná, em que D’us, pela primeira vez, criou o mundo, a cada ano, Ele reconsidera sua criação, examina a qualidade dos laços com os quais nos unimos a Ele e determina a natureza da Sua relação conosco para o ano que começa.

O Shofar

Este ano vamos tocar Shofar. É fundamental ouvir durante o dia pelo menos os trinta primeiros toques do ciclo. O Shofar, o mais antigo dos instrumentos de vento, tem muitos significados. Entre eles:

  • proclama a coroação de D’us como Rei do universo,

  • provoca em nos um despertar e nos conduz ao reencontro com D’us,

  • traz para nós a lembrança do Shofar ouvido no Monte Sinai quando, para a eternidade, aceitamos os Mandamentos

Tashlich

Neste ano, no segundo dia de Rosh Hashaná, , domingo 20 de setembro, após a oração de Minchá, nos dirigimos a um curso de água que contenha peixes e recitamos as orações de Tashlich, por meio das quais “atiramos ao longe” nossos pecados. Assim como os peixes dependem da água, nós também dependemos da Providência Divina. O olho do peixe, sempre aberto, simboliza a atenção constante que D’us nos outorga.

OS DEZ DIAS DE ARREPENDIMENTO

Os dois dias de Rosh Hashaná, os sete dias seguintes e finalmente, Iom Quipur, fazem um conjunto de dez dias especialmente propícios para a Teshuvá, voltar-se para nós analisando e melhorando nossa condição de judeu. Na segunda-feira 21 de setembro 2020 acontece o jejum de Guedalia que comemora o assassinato trágico de um grande chefe do nosso povo durante o exílio da Babilônia, o jejum sera cumprido das    até .

Na véspera de Iom Quipur, Domingo 27 de Setembro, fazemos 2 refeições festivas com Hala com mel, peixe e carne, para mostrar nossa confiança na misericórdia Divina. Outro bonito costume deste dia consiste na bênção que os pais dão aos seus filhos. Iom Quipur nos absolve dos pecados cometidos contra D’us mas não dos cometidos contra o nosso próximo. É por isso que é importante procurar, na véspera de Iom Quipur, o perdão daqueles que podemos ter ofendido para apagar ressentimentos a que pudemos dar origem.

 

IOM QUIPUR

Apesar dos “dias de temor”, como os chamamos com frequência, serem solenes, eles não são tristes. De fato, Iom Quipur, o dia mais sagrado do ano, é, de certa maneira, um dos mais felizes. É que em Iom Quipur recebemos o que pode ser o dom mais sublime de D’us, Seu perdão. Quando um homem outorga seu perdão, ele expressa um sentimento profundo de amizade, de amor, que apaga na sua relação com o outro, os efeitos do mal sofrido. O perdão que D’us nos outorga é a expressão do Seu amor eterno e incondicional. Apesar de termos transgredido Sua vontade, nossa essência, nossa alma, permanece divina e pura. Iom Quipur é este dia único do ano em que D’us revela mais claramente a unidade da Sua Essência com nossa alma; esta alma pela qual os judeus se encontram verdadeiramente numa posição de igualdade e de individualidade: quanto mais sabemos mostrar esta unidade essencial, agindo com amor e fraternidade, mais D’us, Ele próprio, nos revelará, em Sua plenitude, Seu amor.

 

AS LEIS DE IOM QUIPUR

Além das atividades proibidas em Shabat, cinco atividades específicas são proibidas em Iom Quipur, Desde Domingo 27 de Setembro as 17:32 h até Segunda-feira 28 de Setembro 2020 as 18:34 h.

. São elas: comer e beber; perfumar-se, maquiar-se ou untar-se com loções; ter relações conjugais; tomar banho e usar sapatos de couro, e vale a pena lembrar que não podemos lavar a boca e escovar cabelos.

Em Iom Quipur estamos livres de qualquer preocupação material: podemos então consagrar o dia todo ao Mahzor, o Livro de Kipur. Começamos o serviço da noite com o canto de “Col Nidrei” que nos absolve dos votos que poderemos fazer durante todo o ano próximo. Em cada uma das grandes orações de Iom Quipur, fazemos o “Vidui”, a confissão que cita os pecados que podemos ter cometido e pedimos o perdão Divino. A última oração deste grande dia, enquanto o julgamento está a ponto de ser selado, se chama “Neilá”. A Neilá é o único ofício de todo o ano que cumprimos diante da Arca aberta, como estão também bem abertas, nesta hora, as portas do céu. A Neilá culmina com a proclamação do Chemá Israel pela comunidade, bem como de outros versículos, em uníssono, e finalmente pelo último toque de shofar.

 

SUCOT

Imediatamente após a gravidade dos dias que vão de Rosh Hashaná a Iom Quipur, nos preparamos para a alegria sem limites de Sucot, a “época da nossa alegria”. Durante os quarenta anos que seguiram à saída do Egito, esses anos em que erraram pelo deserto, “nuvens de glória” protegiam o povo judeu. A Sucá nos lembra este período. Ela nos torna mais conscientes do amor e da proteção onipresentes de D’us. É assim que nos é solicitado: “Na Sucá residirás sete dias”(Lev. 23:42). Comer na Sucá, ficar dentro simplesmente: é uma experiência judaica única.

A outra Mitsvá (Mandamento) particular de Sucot é a das “Quatro espécies”, o Etrog (Sidra), o Lulav (ramo de palmeira), os Hadassim (mirto) e as Aravot (Ramos de salgueiro) que unimos e que agitamos. Entre muitas outras, uma das explicações deste mandamento é que cada uma das espécies representa uma certa categoria de judeus. O fato que o cumprimento da Mitsvá exige a reunião das espécies é o símbolo da nossa unicidade como povo. Cada um de nós precisa do próximo. E as quatro espécies são agitadas nas quatro direções e para cima e para baixo, por significar que D’us está em todos os lugares.

 

As quatro espécies

Durante toda a semana de Sucot, (excluindo o shabat), deve-se, a cada dia, agitar as “quatro espécies”. É preciso tomar o Lulav (ramo de palmeira) com os três Hadassim (ramos de mirto) e as duas Aravot (ramos de salgueiro) na mão direita, o caule central do Lulav na nossa frente. Pronuncia-se a bênção “Al Netilat Lulav”, e toma-se o Etrog (Sidra), botão para cima, na mão esquerda e se junta às três espécies para agitá-las, todas juntas.

 

SIMCHAT TORÁ

Simchat Torá é a finalização de um mês que enriqueceu todas as dimensões do nosso ser. Estivemos, com temor, diante do Rei do universo e aceitamos Sua soberania. Recebemos Seu perdão e fomos purificados pelo efeito da Sua misericórdia. Experimentamos a alegria da união com a Divindade no cumprimento dos Seus Mandamentos. Agora, é com Sua Torá que nos regozijamos.

Diz-se que a própria Torá se regozija quando tomamos em nossos braços os rolos sagrados e com eles dançamos, tanto o erudito quanto o ignorante, juntos, sem nenhuma distinção. E durante a dança, os rolos ficam no seu envoltório de tecido tradicional. Este não é o momento de estudar. A alegria de Simchat Torá está bem além da que poderíamos tirar de uma compreensão intelectual.

Agora também experimentamos o nível sublime que atinge nossa alma judia quando, todos reunidos, somamos um.