A MÃE DO RABI,mãe do pilar do mundo...

6 Tishri 5725-1964

 

A Rabbanit Hanna, mãe do Rabbi, deixou este mundo.

 

A Rabbanit Hanna nasceu no dia 28 Tevet 5640-1880, em Nikolayev. Seu pai, o Rabbi Meir Chlomo Yanowsky era o Rav da cidade. Sua mãe era a Rabbanit Rahel. Foi no dia 13 Nissan 5660-1900 que ele se casou com o Rabbi Levi Itshak Scheneerson. No dia 11 Nissan 5662-1902 nasceu seu filho mais velho, o Rabbi.

Em 5669-1909, o Rabbi Levi Itshak se tornou o Rav de Yekatrinoslav, atual Dniepropetrowsk. Ele assumiu esta função durante trinta anos e a Rabbanit Hanna, durante todo esse período lhe ajudou em tudo o que ele precisava em relação às suas funções rabínicas. Além de sua profunda erudição em todos os domínios da Tora, a Rabbanit dominava perfeitamente o russo, era dotada de uma grande inteligência e tinha um contato agradável. Assim, ela teve um papel decisivo no lugar preponderante que ocupava o Rav, por  sua autoridade e sua influência.

Em 5699-1939, o Rabbi Levi Itshak foi preso por sua intensa atividade, tentando preservar o Judaísmo. Ele foi condenado ao exílio, em Tchialy, uma cidade que se encontra  no Kazaquistão. Desde que a Rabbanit soube onde estava seu marido, ela fez dom de si própria e foi encontra-lo, apesar das dificuldades e o perigo que corria. Quando ela chegou em Tchiaily, ela conseguiu reduzir consideravelmente os sofrimentos do Rav. Ela assumiu também uma importante responsabilidade espiritual, fabricando a tinta com suas próprias mãos e obtendo papel, permitindo que seu marido redigisse os maravilhosos comentários da Tora, que foram editados por seu filho, trinta anos mais tarde.

Aqueles que a conheceram sabem que a Rabbanit tinha qualidades raras, que poucas pessoas possuíam, em cada geração. Ela suportou vários anos de sofrimento e de angústia, primeiro quando seu marido foi preso, e depois quando foi exilado e também quando tornou-se viúva, ficando sozinha, isolada dentro de uma população hostil, no meio de homens capazes de todas as crueldades com aqueles cujo o nome de família era Shneerson. Mesmo nesse período ela se manteve calma, sem revelar tristeza ou olhos amargos. Ela soube esconder a dor de seu coração e não lhe deu nenhuma expressão exterior.

Em 5707-1947, suas provas parvinrent à leur terme e ela pôde finalmente deixar a Rússia, de maneira clandestina. Ela chegou então em Paris e foi lá que ela encontrou seu filho mais velho, o Rabbi,  que ela não tinha visto há mais ou menos vinte anos. De paris, eles foram juntos para Nova Iorque. Lá, começou para a Rabbanit um novo período, cheio de felicidade, quando seu filho se tornou chefe dos Chassidim, em 5710-1950.

O Rabbi lhe mostrou sempre um profundo respeito. Ele lhe visitava todos os dias, no Shabat como também durante a semana.

No dia 6 Tishri 5746-1985, o Rabbi disse:

“Apesar das dificuldades e das numerosas confusões do dia a dia, ela tinha uma responsabilidade a mais, a de difundir o ensinamento de seu marido, a fim de que numerosos Judeus pudessem ter acesso às suas explicações da parte profunda da Tora, baseadas na Chassidut Chabad. Ela fez isso para apressar a libertação verdadeira e completa, por nosso justo Mashiach, que depende da difusão da Chassidut no exterior”.

            Foi no Brooklyn que a Rabbanit viveu seus últimos dezessete anos. Ela deixou este mundo no Shabat Chouva, dia 6 Tishri 5725-1964. As escolas Beth Hanna perpetuam, no mundo inteiro, o nome da Rabbanit, que está enterrada em Nova Iorque.