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CASA LINDA PARA HASHEM, MUNDO MELHOR

Santuário, O Mishcan – o Templo de Jerusalem, O Beth Hamikdash O Santuário, que acompanhou os filhos de Israel em todas as etapas do deserto, em seguida em Chilo, Nov e Giveon, prefigurava o Templo de Yerouchalaïm Jerusalem e ocupava a mesma função. A ‘Chassidut qualifica o Santuário de “residência provisória”, em relação ao templo, a “residência fixa” da Divindade. É por este motivo que o Santuário foi construído em madeira, um vegetal, e o Templo, em pedra, um mineral. O Santuário foi ao mesmo tempo o lugar da revelação de D’us no mundo e da oferenda de sacrifícios, permitindo a elevação da matéria até D’us. Porém, sendo somente uma residência provisória, ele não constituiu de maneira perfeita uma residência para D’us aqui em baixo, neste mundo material. O Templo, residência fixa, por sua vez foi. O Santuário tem por outro lado uma característica própria. Ele foi construído graças às oferendas de todo o povo judeu, conforme o desejo de Moché, Moises. Neste sentido, ele simboliza a solicitude do serviço de D’us. Também, ele destacou, pela primeira vez, que os bens pessoais de cada um podem tornar-se a herança de cada. O Santuário foi igualmente inaugurado pelo sacrifício dos chefes de tribo. Cada um dentre eles ofereceu o mesmo sacrifício, mesmo que eles tivessem uma motivação diferente. A parte profunda da Tora comenta o significado desses sacrifícios e destaca sua grande importância. O Templo O templo permitiu o cumprimento do preceito divino “Eles farão para Mim um Santuário e Eu residirei entre eles”. Esse Santuário Divino construído no meio da matéria do mundo é a finalidade da criação e isto destaca a centralidade do Templo. Muito mais, o exílio não tem outro objetivo a não ser o de elevar a matéria do mundo e, quando esta elevação for realizada, o terceiro Templo será reconstruído, com ainda mais esplendor que os precedentes. A definição do Templo é dada pelo Rambam. Ele é “uma casa pronta onde serão oferecidos sacrifícios”. Estes ilustram na verdade o que deve ser esse Santuário, construído com todas as partes da criação, minerais (sais), vegetais (óleo, farinha), animais (bois, bodes) e humanos (Cohen, Levi, Israel). É por este motivo que o Templo iluminava o mundo, sendo, segundo a expressão dos Sábios, “uma casa da qual emanava a claridade para o mundo inteiro”. Seu serviço foi interrompido quando os Gregos introduziram a impureza. Na verdade, o Templo e a impureza são compatíveis. No mundo futuro, em compensação, ele será reconstruído quando se realizar a promessa “Eu tirarei o espírito de impureza da terra”. Uma controvérsia opõe os Sábios para saber se o terceiro Templo será construído pelos homens, como a Hala’cha obriga, ou por D’us, como se diz, “um Santuário eterno, que Tuas mãos construíram”. A Chassidut explica que as duas opiniões são verdadeiras. O Templo descerá já construído do céu, mas os homens fixarão as portas. O Rabbi Shlita introduziu a prática de estudar as Leis do Templo durante as três semanas que separam o dia 17 Tamuz do dia 9 Av , mas particularmente durante os nove primeiros dias de Av. Na verdade, o estudo dessas Leis permite que seja considerado como se estivéssemos construindo o Templo e esse período deve, na hora da libertação, ser transformado em alegria e felicidade. Tal estudo é o meio de prefigurar a realização desta promessa.

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