2. Tsav

BS’D

Kol Hamoshiach

PARASHAT TSAV

Conteúdo da Parashá:

Þ  Olat Tamid – O sacrifício de Olá diário

Þ  A Mitsva (mandamento divino) de tomar um punhado de cinzas do Altar = Terumat Hadeshen

Þ  A Mitsva (mandamento) de manter sobre o Altar um fogo perpétuo.

Þ  O Altar Exterior do Beit Hamicdash (Mizbeach Haolá).

Þ  A oferenda de iniciação do Cohen (Minchat Chinuch) – iniciar um Cohen no Serviço Divino.

Þ  A oferenda do Sumo Sacerdote (Cohen Gadol) Minchat Chavitim – O Cohen Gadol devia oferecer um sacrifício pessoal duas vezes por dia.

Þ  Oferendas de ações de graças = Chalamim de ações de graças – Calmei Toda = oferenda obrigatória de um judeu que escapou de um grave perigo.

Þ  Não se deve consumir o sebo proibido de um animal – Chelev.

Þ  É proibido consumir sangue.

Þ  Os 7 dias de inauguração do santuário (Mishcan).

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“Um fogo eterno queimará no altar, e ele não será apagado.” Nossos Sábios contam que um fogo em forma de leão caia do céu sobre o altar, na época do rei Salomão; é o que denominamos, na linguagem dos nossos sábios, o fogo de cima.

Além desse fogo, a lei decide: “Mitsvá Lehavi Mine Hahédioth”, é preciso trazer um fogo “de baixo” para que o sacrifício seja aceito.

Esses dois fogos também existem a nível da alma (Neshamá).

O fogo de cima: são os estímulos que D’us comunica à alma e que provocam despertares súbitos e por vezes entusiastas.

O fogo de baixo: é a pessoa que cria estes despertares, em baixo, pela sua reflexão e seus próprios esforços.

São necessários os dois fogos para evoluir na nossa ascensão espiritual.

O versículo diz: “Um fogo eterno queimará sobre o altar, ele não será apagado” Este fogo deve estar lá em todas as situações. O Maguid de Mezeritch explica: este fogo é capaz de apagar o que não está. Nos termos do versículo: “Lo Tichbé”: ele apaga o ‘lo”, o negativo. É graças a este fogo que se apaga a negação, o mal que D’us criou no mundo.

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HAIOM IOM

DOMINGO 2 Nissan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Rishon de Tsav com Rashi

Tehilim: 10 a 17

Tania:

(Quarta-feira, Tazria no Haiom Iom Original, de 5703)

·  Hilulá do meu pai (o Rabino Rashab) que deixou este mundo na véspera de domingo 2 de Nissan 5680 (1920), em Rostov. É ali que ele descansa.

·  O primeiro discurso chassídico que ele pronunciou, após o falecimento do seu pai (o Rabino Maharash) foi proferido no segundo dia de Sucot de 5643 (1882). Ele começava por “Queter Itnu Lecha”, “eles Te darão uma coroa”.

·  O último discurso chassídico que ele pronunciou em vida foi feito durante a refeição de Purim de 5680 (1920). Ele começava por “Reshit ...............................”, “a primeira das nações é Amalec. Ele fixou um limite à escuridão”.

SEGUNDA 3 Nissan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Sheni de Tsav com Rashi

Tehilim: 18 a 22

Tania:

(Quinta-feira, Tazria no Haiom Iom Original, de 5703)

Estes são alguns dos estudos que meu pai (o Rabino Rashab) tinha se fixado:

A cada dia, ele aprendia uma Parashá do Chumash com o comentário de Rashi. Ele recitava partes do Tanach de cor, um capítulo de Torá, um dos Profetas e um dos Escritos Sagrados, depois um capítulo da Mishná, um estudo profundo da Guemará (duas folhas por semana), um estudo do sentido simples da Guemará (três páginas por dia), um estudo do Talmud de Jerusalém, um estudo da literatura rabínica, a qual, entretanto, não era diária.

Durante o ano ele concluía o conjunto do Midrash Rabá, não estudando a Sidrá inteira quando esta era comprida e recuperando-se do que não tinha podido estudar, quando a Sidrá era curta.

TERÇA 4 Nissan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shelishi de Tsav com Rashi

Tehilim: 23 a 28

Tania:

(Sexta-feira, Tazria no Haiom Iom Original, de 5703)

O serviço de D’us de um comerciante está descrito em dois pontos principais:

·  O esforço sobre sua própria pessoa: durante sua atividade, durante os momentos livres, encontrando-se, por exemplo, na sua loja, ele aprenderá uma Mishná ou duas, um capítulo do Tania. Ele estudará de cor algumas palavras da Torá, do Chumash, Mishná, Tehilim, Tania, para recitá-los quando estiver andando na rua onde está situado o mercado.

·  O esforço com respeito aos outros: durante as discussões comerciais, ele introduzirá uma abertura na conversa para incluir uma história com um conteúdo que poderá ser guardado; encontrará o meio de destacar a importância do estudo ou de outras atividades similares.

QUARTA 5 Nissan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Revií de Tsav com Rashi

Tehilim: 29 a 34

Tania: Perek Mem

(Shabat, Tazria no Haiom Iom Original, de 5703)

No parágrafo “Retsé(Sidur p.91) do Bircat Hamazon (bênção que segue a refeição), se diz “Baal Haieshuot u Vaal Hanechamot”, “o Mestre da libertação e o mestre do consolo”, Baal a primeira vez, Vaal na segunda.

Meu avô (O Rabino Maharash) explicou o comentário dos nossos Sábios de acordo com o qual “não é o lugar do homem que o honra mas é ele que honra o lugar”. Ele indicou que a palavra Cavod tem dois significados:

Pode se aproximar de Caved, o fígado, como se diz (Shemot 7, 14): “o coração do Faraó é duro (Caved)”. Seu coração tinha ficado como um fígado (frio, insensível). Por outro lado, Cavod, honra, designa a revelação de uma Luz celestial que envolve o mundo.

É assim que esta passagem deve ser compreendida:

“Não é o lugar do homem que o honra”, que o esfria, o torna insensível. Muito pelo contrário, “é ele que honra o seu lugar”, porque ele possui a força necessária para aclará-lo com a luz da Torá e do serviço de D’us.

Quando uma alma entre num corpo, ela precisa jurar que vai ser Justa. Esta promessa tem por finalidade saciá-la de forças intensas que lhe permitam realizar satisfatoriamente a missão que lhe é confiada no momento desta descida (no mundo material). O que é verdadeiro para a descida da alma se aplica nos mesmos termos para cada um, qualquer que seja o local em que ele se encontre.

(Cada Judeu tem, portanto, a força para iluminar à sua volta, o local onde ele se encontra).

QUINTA 6 Nissan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Chamishi de Tsav com Rashi

Tehilim: 35 a 38

Tania:

(Domingo, Metsora no Haiom Iom Original, de 5703)

A experiência demostrou que diminuindo as especulações, trabalhando de maneira firme e metódica, servindo-se do “prazer” da Torá quando “a mão direita aproxima e a mão esquerda afasta”, estamos certos de conseguir o sucesso, em particular para o que diz respeito aos pontos fundamentais da nossa fé.

(Nossos Sábios ensinam assim (Sota 47A) que precisa ter uma alta estima pelo próximo, e ao mesmo tempo, afastar suas más ações.)

SEXTA 7 Nissan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shishi de Tsav com Rashi

Tehilim: 39 a 43

Tania:

(Segunda-feira, Metsora no Haiom Iom Original, de 5703)

Na oração “Vaiehi Binsó” (Sidur p.189), dizemos “e segundo a vontade de todo Teu povo, a casa de Israel”.

O sobrenome do Admor Hazaquen era Baruchovitch, o do Admor Haemtsaí, Shneuri, o do Tsemach Tsedec, Schneersohn.

SHABAT 08 de Nissan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shevií de Tsav com Rashi

Tehilim: 44 a 48

Tania:

(Terça-feira, Metsora no Haiom Iom Original, de 5703)

Cada alma está investida de uma missão específica que ela assegura por seu intelecto e seus sentimentos, de acordo com sua natureza e seu caráter.

Está escrito (Tehilim 119, 98): “me da a sabedoria frente aos meus inimigos”. Quando se sente o efeito da má inclinação, podemos destacar os sentimentos naturais próprios, demostrar sabedoria, corrigir as características do temperamento e sujeitar as próprias forças ao serviço de D’us.

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Shabat Hagadol

Chama-se Shabat Hagadol o último Shabat que precede a festa de Pessach.

No Egito, os judeus receberam a ordem de tomar um cordeiro para cada família, para o sacrifício de Pessach. Eles receberam esta ordem no dia 10 de Nissan e o sacrifício deveria ser feito só em 14 de Nissan, isto é que eles precisaram guardar este cordeiro com eles durante quatro dias.

Naquele ano o 10 de Nissan caia num Shabat e foi neste dia que os judeus levaram, cada um deles, um cordeiro para casa.

Neste Shabat os primogênitos do Egito viram que os judeus levavam cordeiros para suas casas. Ficaram espantados e perguntaram: “Por que vocês estão levando esses animais?” Os Judeus lhes responderam: “Vamos sacrificá-los para D’us porque Ele vai matar os primogênitos do Egito e passar por cima dos primogênitos judeus!”.

Os primogênitos egípcios, ouvindo isso, ficaram com muito meto. Correram para seus pais, para o Faraó, e pediram: “Libertem logo os judeus! Não queremos que D’us nos mate!”.

Mas nem seus pais nem o Faraó quiseram escutá-los. Ninguém aceitou deixar os judeus partirem.

Os primogênitos egípcios ficaram então coléricos. Decidiram fazer a guerra aos seus pais e ao Faraó! Os egípcios lutaram entre eles e houve muitos mortos.

Egípcios mataram dessa maneira outros egípcios! Foi um grande milagre.

É com respeito a isso que os Salmos dizem: “Ele bate os egípcios por seus próprios primogênitos.” D’us castigou os egípcios com seus próprios primogênitos. Estes fizeram a guerra contra seu próprio povo!

Em lembrança a esse grande milagre o último Shabat antes da festa de Pessach se chama Shabat Hagadol. O Grande Shabat.

Ao longo da sua história, o povo judeu recebeu vários milagres. Muitas vezes é por milagre que os inimigos do povo judeu foram exterminados. Este foi o caso, por exemplo, da passagem pelo Mar Vermelho, de Purim, etc.

Porque então este milagre merece o nome de “grande milagre”? Porque é com respeito a ele que o Shabat é qualificado de o “Grande Shabat”?

É que existe uma grande diferença entre este milagre e todos os outros. Em todos os outros casos, é D’us, ou o povo judeu que destrui aqueles que nos querem mal. Aqui, pelo contrário, são nossos inimigos se destruem a eles mesmos. São egípcios que matam outros egípcios! Este é o grande milagre!

2 de Nissan

é o Iartseit do Rabi Sholom Dov-Ber (5860-1920), conhecido como o ‘Rebe Rashab’, o quinto líder de Chabad-Lubavitch.

O Rebe Rashab deixou este mundo na saída do Shabat Vaicrá, véspera de domingo 2 de Nissan, às três horas e meia da manhã, na cidade de Rostov.

O Rabi Dov Ber Rivkin descreveu extensamente o seu decesso. Ele se encontrava freqüentemente na casa do Rabi Rashab e teve o mérito de servi-lo nas suas últimas horas. Ele escreveu em “Eshcavta de Rabi”:

“Na véspera do Shabat Parashat Vaicrá, às dezessete horas, entrei no quarto do Rabi e vi que seu rosto havia mudado totalmente, que tinha ficado muito sombrio, literalmente inflamado. Seus olhos estavam salientes. Os médicos se encontravam à sua volta e faziam o que estava em seu poder e no da medicina para aliviá-lo. Seguravam sua mão para tomar o pulso. Não nos informaram da gravidade da situação mas já sabiam que, pelas vias naturais, não havia mais esperança.

Pela noite, todos os Chassidim se reuniram no quarto que servia de local de oração e leram Tehilim. Imploraram a misericórdia divina, soluçando. Na noite do Shabat, o médico Landau disse a alguns Chassidim que, pela maneira natural, não havia mais nada a esperar. Ele achou que precisava prevenir seu filho, o Rabi Raiats, que poderia ter alguma pergunta a fazer ao seu pai.

Quando o médico Landau explicou a situação ao Rabi Raiats, este teve dificuldade em aceitar. Ele sabia que seu estado era grave, mas não imaginava que se encontrava neste extremo. Na saída do Shabat, em torno das vinte e duas horas, o Rabi Raiats estava perto da cama do pai, quando o Rabi Rashab se dirigiu a ele com voz clara:

“Estou partindo para o céu, mas deixo-lhe meus manuscritos. Conduzam-me à sala e ficaremos juntos.”

O Rabi Raiats, ao ouvir estas palavras, ficou espantado. O Rabi Rashab, ao constatá-lo, disse:

“Uma reação emocional? Precisa reagir com o intelecto! Com seu intelecto!”

Ele foi imediatamente transportado, deitado na sua cama, para a grande sala, aquela onde ele havia estudado a Torá e servido a D’us, aquela desde a qual ele havia difundido sua intensa luz no mundo inteiro. Sua cama foi colocada perto do muro leste. Os médicos não o abandonavam e a cada dez minutos, lhe davam várias injeções.

Os Chassidim se reuniram e multiplicaram as orações e as súplicas, e verteram terríveis lágrimas para que D’us prolongue a vida do Rabi. Acrescentou-se também ao seu nome, Chaim. Os Chassidim constituíram um tribunal de três juizes, diante do qual cada um podia oferecer uma parte da sua vida, fazendo-o adquirir assim, de maneira efetiva, um certo número de anos. Cada um lhe ofereceu seis meses. A Rabanit Shterna Sara se apresentou ela própria diante do tribunal e quis oferecer dez anos da sua vida mas o tribunal recusou aceitar mais de dois anos dela.

Ao redor das duas horas da manhã, o Rabi Raiats, que estava perto da cama do pai, levantou-se. Imediatamente o Rabi Rashab mexeu o braço e os lábios murmuraram. O Rabi Raiats entendeu que ele queria abençoá-lo e ele abaixou a cabeça para que ele possa pousar as mãos sobre ela. Depois, ele abençoou também as filhas do Rabi Raiats.

Ficou claro que suas forças o abandonavam. Ele mantinha os olhos fechados e sua respiração enfraquecia a ponto de interromper-se. O Rabi Raiats exclamou:

“Pai! Pai!”

Todos os presentes sentiram que o coração se rasgava. Isso aconteceu várias vezes seguidas.

Na última vez, o Rabi Rashab parou de respirar e o Raiats gritou ainda:

“Pai! Pai!”

O Rabi Rashab abriu os olhos e olhou para ele. Caíram lágrimas dos seus olhos, logo, imediatamente, fechou novamente os olhos.

Sua respiração ia enfraquecendo cada vez mais. Um instante mais tarde, seu rosto se contraiu e ele parou de respirar. Todos os Chassidim presentes, gritaram, com terríveis soluços:

“Shema Israel ...”

Os médicos colocaram uma pena diante das suas narinas e os gritos redobraram. Seu rosto foi coberto. Sua alma ascendeu para os céus, na pureza e na santidade. Aqueles que ficaram estavam chorosos.

Todos os judeus de Rostov participaram do enterro, que ocorreu no velho cemitério da cidade. Em 5700-1940, as autoridades quiseram destrui-lo e seu túmulo foi então transferido para o novo cemitério.

(Eshcavta de Rabi)