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18 DE ELUL - A VIDA NESTE MÊS!


Rabbi Shneor Zalman de Lyadi e sua geração 1. O Baal Shem Tov e o Rabbi Shneor Zalman Era quarta-feira dia 18 Elul 5505 (1745). Quando o Baal Shem Tov entrou na casa de estudo, ele estava especialmente alegre. Ele próprio dirigiu a reza nesse dia, com ar de festas. Os Chassidim ficaram particularmente surpresos. Eles ficaram ainda mais espantados quando viram que o Baal Shem Tov não recitava a reza do “Tachanum”. Quando ele anunciou um pouco mais tarde que ele tinha a intenção de fazer uma “refeição de Mitsva”, eles entenderam que este dia devia ser excepcional. Mas qual era o motivo dessa alegria? Ninguém ousou perguntar. Depois, o próprio Baal Shem Tov deu a explicação. “Foi na quarta-feira, quarto dia da semana que D´us iluminou o mundo com o sol, a lua e as estrelas. A Haftara desta semana começa pelo versículo “Levante-se, Minha luz”. Hoje, D´us ofereceu para o homem uma “nova alma”, que iluminará a escuridão com sua Tora e com seu serviço de D´us.” Foi assim que o Baal Shem Tov anunciou a boa notícia. Uma criança tinha nascido, e depois se tornaria famosa por sua grande erudição, por sua Chassidut e por seu amor pelo povo judeu. No ano precedente, em Elul, um jovem casal de Lyozna, o Rabbi Baruch e sua esposa Rivka, tinham visitado o Baal Shem Tov. O Rabbi Baruch fazia parte da “confrérie dos Tsaddikim escondidos”, que eram Chassidim do Baal Shem Tov e tinham a aparência de homens populares para executar as missões que eles recebiam de seu mestre, a fim de trazer uma ajuda material e espiritual para seus irmãos. O Rabbi Baruch era um grande Tsaddik e um erudito. Sua mulher era correta, virtuosa e também dedicada ao estudo. Os dois tinham vindo visitar o Baal Shem Tov para lhe pedir uma bênção para ter um filho. Sua bênção foi realizada no dia 18 Elul seguinte, dia do aniversário do Baal Shem Tov, que nasceu nesta mesma data, quarenta e sete anos mais cedo. A criança foi chamada de Shneor Zalman. O Baal Shem Tov mostrou aos pais de que maneira eles deveriam educá-lo e, quando o Rabbi Baruch veio de noite em ocasião de Rosh Hachana, ele fez perguntas a respeito. Foi assim todos os anos, e o pai feliz falou para o Baal Shem Tov, quando Shneor Zalman completou um ano, que ele falava como um adulto, e quando ele fez dois anos, que ele tinha uma memória fora do comum e uma inteligência excepcional. Quando a criança completou três anos, ele foi levado para o Baal Shem Tov para que ele cortasse seus cabelos pela primeira vez. Depois da reza, ele foi levado para o quarto do Tsaddik que cortou seus cabelos e lhe deu “Peot”. Em seguida, ele A FESTA DO 18 DE ELUL ©RABINADO DO RIO DE JANEIRO 20 colocou suas mãos sobre a cabeça da criança e o abençoou. Depois, a mãe e o menino voltaram para casa. Durante o caminho de volta a criança perguntou: “Quem é este homem que cortou meus cabelos, que me deixou Peot e me abençoou colocando suas mãos sobre minha cabeça?” A mãe respondeu: “É seu avô.” E, na verdade, durante toda sua vida, o Rabbi Shneor Zalman dizia “meu avô” quando se referia ao Baal Shem Tov. Quando o ShneorZalman fez cinco anos, seu conhecimento sobre a Tora era enorme. Ele era capaz de explicar claramente o trecho mais complicado do Talmud. Ele continuou assim seus estudos durante mais dez anos. Suas capacidades fora do comum faziam com que ele assimilasse tudo de maneira clara e não se esquecesse mais. Ele contou mais tarde que ele sofreu ao perceber até que ponto o estudo era fácil para ele, e não exigia nenhuma concentração particular. A impossibilidade de adquirir a Tora com esforços lhe fazia falta. Desde muito cedo, ele sentia um amor infinito por cada judeu, fosse ele erudito ou ignorante. Quando ele fez sua Bar Mitsva, o jovem Shneor Zalman recebeu o título de “Gaon”. Ele se casou com quinze anos e se estabeleceu em Vitebsk. Com o dinheiro que ele recebeu em ocasião de seu casamento, ele comprou terras onde instalou famílias judias, para que elas se dedicassem aos trabalhos agrícolas. Durante toda sua vida, ele se inquietou com a subsistência material dos Judeus. Ele escolheu também professores para ensinar a Tora para seus filhos. Com quinze anos, o Rabbi Shneor Zalman escolheu alguns jovens e ele próprio lhes ensinou a Tora e a Kabballa durante três anos. Parece que o Baal Shem Tov se escondeu do Rabbi Shneor Zalman. Na verdade, ele explicou ao seu discípulo, o Maguid de Mezeritch, que ele queria que este viesse vê-lo com iniciativa própria, sem influência exterior. Com vinte anos de idade, o Rabbi Shneor Zalman decidiu, com o acordo de sua esposa, a Rabbanit, sair de casa para estudar a Tora exilado, durante alguns anos. Ele foi então para Mezeritch e se tornou o Chassid do Maguid, Rabbi Ber. Dois anos mais tarde, ele foi nomeado o Maguid de Lyozna. Com vinte e cinco anos, ele começou a redigir seu Chul´chan Aruch, a pedido do Maguid de Mezeritch. Sua obra, que foi chamada “Chulchan Aruch do Rav”, fez com que ele fosse reconhecido por todo o povo Judeu como um erudito com grandes conhecimentos. Quando o Rabbi Ber, o Maguid de Mezeritch, deixou este mundo em 5533 (1773), o Rabbi Shneor Zalman se tornou chefe dos Chassidim Chabad. Uma fase nova e particularmente rica de sua vida começava então. O Rabbi Shneor Zlaman escrveu muitos livros, cujo mais famoso é o Tanya, que é a obra fundamental da Chassidut Chabad. Este livro foi impresso pela primeira vez quando o Rabbi Shneor Zalman tinha cinqüenta e dois anos e já tinha muitos Chassidim. Desde então, centenas de edições do Tanya apareceram, praticamente em todos os países do mundo. O Rabbi Shneor Zalman deixou este mundo no final do Shabat, véspera do dia 24 Tevet 5573 (1813). Que seu mérito seja nossa proteção. A FEST

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