Um bom mês para fazer Teshuvá

Elul

Último mês do ano judaico que precede Rosh Hashana* (o Ano Novo).

Segundo o Admur Hazaken*, Elul é o mês durante o qual o Rei dos reis, (D’us), fica no campo e é acessível para todos. Qualquer um pode então “vê-Lo” e Lhe fazer seus pedidos. Ele recebe cada um com benevolência e Se mostra sorridente. Depois, em Tishri* (o mês seguinte), Ele volta para a capital e voltal para Seu palácio. A partir de então, somente os “príncipes” e os “ministros” podem vê-Lo.

Muitos versículos da Torá* fazem ilusão ao mês de Elul, e formam a partir das iniciais das palavras que compõem estes versículo, o nome Elul. Estes versículos descrevem o serviço de D´us propicio neste mês:

-Teshuva* (arrependimento), graças a qual as ações  são “boas e luminosas”,

- o estudo da Torá*,

- a oração com fervor e as boas ações (Tefila),

- Tzedaka (ajudar os necessitados para fazer justiça)

Na verdade, Torá, Tefila, Tzedaka e Teshuva são os três pilares sobre os quais o mundo se sustenta. A redenção com a vinda do Mashiah é a conseqüência de todo este processo.

Na época do Templo, as cidades de refúgio permitiam que aqueles que haviam cometido um crime por inadvertência, se protegessem de um vingador eventual. Do mesmo modo, no tempo, o mês de Elul é uma oportunidade de se refugiar para aquele que, ao longo do ano, por inadvertência transgridiu a vontade de D’us e os Preceptos da Torá. Ele desviou desta maneira a vitalidade da Santidade (Kedusha) nas forças do mal e ele está então exposto à vingança da má inclinação. (Ver com relação a isso cidade de refúgio).

O dia 18 de Elul, aniversário do Baal Shem Tov* e do Admur Hazaken*, é o dia que introduz a vitalidade no serviço de D´us deste mês. Na verdade, Chai significa vivo e possui como valor numérico 18.