Vaidade das vaidades

VAIDADE das VAIDADES

Extraído do livro “As leis das mulheres”

de Ben Ish Chai, o Rabi Iossef Chaim

Ouçam as alusões encontradas nas palavras de Cohelet, filho de David rei de Jerusalém: "Vaidade das Vaidades", disse Cohelet, "vaidade das vaidades, tudo é vaidade; que proveito o homem tira de toda a labuta sob o sol". Os Sábios se interrogaram sobre o sentido da repetição da palavra "vaidade" explicando que ela se refere a sete épocas diferentes da vida de um homem.

- O menino de um ano se parece com um rei: todo o mundo o beija e adula.

- Com dois ou três anos, está sempre sujo, brinca e se suja com tudo o que encontra.

- Com dez, salta que nem cordeiro

- e com vinte, se faz bonito e procura uma companheira.

- Depois do casamento carrega o fardo da casa,

- e o peso das preocupações materiais aumenta mais ainda com o nascimento dos filhos; ele aceita tudo para poder assegurar a subsistência da sua família.

- Depois chega a época da velhice, e ele se recolhe em casa.

Quando se diz para alguém que este mundo é vaidade, a pessoa debocha e diz que estamos errados, que pelo contrário, o mundo é belo e os esforços que nele investimos valem a pena. Mas se a fazemos refletir sobre as diferentes épocas da sua vida e lhe mostramos todos os tormentos pelos quais passou, ela mesma reconhecerá o seu erro.

Ela passou pelo traumatismo do desmame mas entendeu depois que era para seu bem. Na juventude gostava de todo tipo de jogo mas depois os desprezou por considerá-los todos infantis. Antes pulava de banco em banco e fazia um monte de besteiras, construía casas em miniatura, cavalgava um pau como se fosse um asno e hoje vê como tudo isso era pueril e como seus caminhos estavam errados.

Quando um homem fica maduro ele percebe a sua cegueira passada, em cada período da vida. Ele deveria então quebrar a sua má inclinação, andar no caminho reto e fazer a vontade do Criador.