6. Toldot, As gerações


B’SD

PARASHAT TOLDOT

Cada um de nós deve se perguntar: “QUANDO PODERÃO MINHAS AÇÕES ALCANÇAR AS DOS MEUS PAIS AVRAHAM, ITSCHAC E IAACOV? ”                                                       Tana Debei Eliahu Raba 25.

Conteúdo da Parashá:

Þ Rivca engendra Iaacov e Essav.

Þ Iaacov, o talmid chacham (Sábio em Torá) e Essav o caçador.

Þ Essav vende seu direito de primogenitura para Iaacov.

Þ Iaacov deixa o país de Canaan por causa da fome.

Þ Hashem impede Itschac de abençoar Essav.

Þ Itschac abençoa Iaacov.

Þ A queixa de Essav.

Þ O ódio eterno de Essav por Iaacov.

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Resumo da Parashá:

Rivca, a esposa de Itschac, engendra duas crianças: Iaacov e Essav, bem diferentes uma da outra. Iaacov estuda a Torá enquanto que Essav é brutal, violento. Rivca faz tudo para que a benção de Itschac se volte para Iaacov e não para Essav. Ela consegue e Essav, furioso, quer matar Iaacov. Este parte para Haran.

A Parashá começa com essas palavras: “Estas são as gerações de Itschac, o filho de Avraham. Avraham engendrou Itschac”. Impõe-se uma pergunta: porque se repete duas vezes a mesma idéia? “Itschac, o filho de Avraham” e “Avraham engendrou Itschac”.

Querem, com isso ensinar-nos alguma coisa: as “gerações de Itschac” são a conseqüência de “Avraham engendrou Itschac”.

O que fez Avraham? Na sua época, ele foi o único judeu do mundo. O mundo todo estava de um lado e Avraham do outro. Entretanto ele espalhou o Nome de D’us por toda parte.

Ele transmitiu este maneira de se comportar ao filho Itschac. Foi isto que permitiu que Itschac tivesse “gerações”, uma descendência, quer dizer a Torá e as Mitsvot, já que, como dizem nossos sábios, “o principal da descendência dos justos é a Torá e as Mitsvot”. E foi isso, também, que lhe permitiu ter “gerações”, quer dizer filhos, descendentes, que vão existir sempre.

Isso tudo é um ensinamento para cada um de nós. Quando um judeu medita sobre o que acontece ao seu redor e vê que ele se encontra num mundo em que os homens se comportam mal, em que é difícil servir D’us, onde ele mesmo se encontra mergulhado o dia inteiro em coisas opostas à Santidade, ele poderia pensar: “Onde posso encontrar a força para estudar a Torá e para fazer as Mitsvot? Como resistir a todas essas dificuldades?”

A história de Avraham nos responde dizendo que “as ações dos pais são um sinal (e uma força) para os filhos”. Cada um deve meditar sobre o que está fazendo e extrair um ensinamento de Avraham. Ele engendrou Itschac, e foi o pai do povo judeu. Assim como ele não temeu o mundo inteiro, pelo contrário, ensinou a todos a existência de D’us, assim também um judeu não tem nada a temer de todos aqueles que pensam ser os mais numerosos ou os mais poderosos.

Ao cumprirmos as “gerações de Itschac”, a Torá e as Mitsvot, teremos as “gerações de Itschac”: quer dizer que nós, seus descendentes, venceremos os inimigos de D’us e da Torá e nos prepararemos para a vinda de Mashiach.

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A imagem de um Essav com bons modos, versado nas fórmulas exteriores de cortesia porém bárbaro no coração não se limita à época bíblica.

Na nossa época, vimos como uma nação que se considerava ela própria o modelo da civilização, assassinou brutalmente seis milhões de indivíduos. O judeu laico cujo objetivo é se parecer com os não judeus tem muito em comum com essa descrição. Sua linguagem refinada e seus modos são apenas uma fachada que mascara a verdadeira depravação do seu coração. Existe apenas uma força absoluta para guiar a conduta de um ser humano: seu temor a D’us.

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O Midrash Conta

Vinte anos depois do seu casamento com Itschac, Rivca ainda não tinha tido filhos.

Por que Hashem não lhe havia permitido engravidar?

A seguinte explicação nos permite entender melhor este problema.

Um dia, durante um passeio, alguém me fez a seguinte pergunta:

“Rabino, por que tantos casais judeus não têm filhos?

Meu filho, respondi, Hashem os ama com ternura e os purifica com a finalidade de que eles rezem com mais fervor. É por isso que ele os deixa esperar; isso você pode aprender com o exemplo de nossos pais:

- Avraham e Sara precisaram esperar Itschac durante setenta e cinco anos e rezaram sem parar até o seu nascimento.

- Rivca rezou durante vinte anos antes de ter um filho.

- Rachel era estéril e rezou quatorze anos antes de engendrar um filho.

- Hana permaneceu estéril durante dezenove anos antes de trazer ao mundo a Shmuel.”

A BÊNÇÃO DE ITSCHAC A IAACOV:

“Enquanto cumprires a Torá, que D’us te dê:

1.  orvalho dos céus

2.  e o melhor da terra

3.  abundância do trigo

4.  e do vinho

5.  que as nações te sirvam

6.  e que se prosternem diante de ti

7.  que sejas o senhor dos teus irmãos

8.  e que os filhos da tua mãe se inclinem diante de ti

9.  malditos os que te amaldiçoem

10.e benditos aqueles que te abençoem.

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A INTERIORIDADE:   UMA VIA PARA A POSTERIDADE

Uma herança eterna

Desejamos, todos, que se lembrem de nós. Desejamos que nossa vida deixe para o mundo algo imperecível. Esta é a mensagem da Parashá Toldot: uma pessoa pode deixar uma herança que continuará se expandindo quando ela tenha deixado este mundo.

Nossos sábios nos oferecem duas definições para a palavra Toldot:

a) A progenitura. Isto inclui os filhos biológicos e os filhos “espirituais”, quer dizer aqueles a quem ensinamos. Os dois tipos de filhos podem perpetuar a influência da pessoa.

b) As crônicas de uma vida e das suas experiências. Quando a vida de um indivíduo é plena de sentido, os relatos sobre a sua vida podem ser fonte de inspiração para as gerações seguintes.

Uma fonte de força profunda

A quem a Torá escolhe para ensinar a mensagem de Toldot? A Itschac.

Há dois elementos que refletem a natureza do serviço divino de Itschac. Primeiro, e contrariamente ao seu pai Avraham, ele nunca saiu de Erets Israel. Por outro lado, seus esforços estavam centrados na tarefa de cavar poços.

Sabemos que Avraham espalhou a Divindade nos lugares por onde passou. Ele “proclamou ... ao mundo inteiro ... que só existia um D’us e que convinha servi-Lo. Ele viajava de país em país juntando as pessoas e proclamando (a existência de D’us)”.

Itschac, pelo contrário, nunca viajou para fora de Israel e mesmo dentro da Terra Santa, não encontramos muitas histórias que relatem os seus esforços para chegar a outrem. Seu serviço divino estava centrado em direção ao interior (para dentro).

Isto fica claro no seu trabalho de cavar poços. Cavar um poço exige a retirada de camadas de terra para fazer jorrar as fontes escondidas de água viva. Espiritualmente, “cavar” se refere ao trabalho para alcançar a essência divina e fazê-la jorrar como uma fonte de força interior. Cada um de nós possui uma Neshamá, “parcela real de D’us”; cada entidade é mantida em vida por uma faísca Divina. A finalidade de Itschac era ativar esses potenciais interiores, fazê-los jorrar para a superfície e utilizá-los para provocar uma mudança positiva.

Deste modo, a consciência de D’us se torna parte integrante da nossa vida. Ela não vai depender dos ensinamentos exteriores: ela se originará na nossa própria conscientização. Isto permite com que a pessoa se dê conta que a Divindade está presente em cada elemento da existência.

É neste contexto que nossos sábios interpretam o versículo: “Reside neste país”, como dizendo: “Faz de maneira com que a presença divina resida nesta terra” isto é: ajuda o mundo a ser testemunha da sua essência divina.

Rivca dá à Luz Iaacov e Essav

Vinte anos depois do seu casamento com Itschac, Rivca ainda não tinha filhos.

Porque Hashem não tinha lhe permitido ter filhos?

A seguinte explicação nos permite entender melhor o problema.

Um dia, durante um passeio, alguém me fez a seguinte pergunta:

“Rabino, por que tantos casais judeus não têm filhos?

Meu filho, respondi, Hashem os ama com ternura e os purifica com a finalidade de que eles rezem com mais fervor. É por isso que ele os deixa esperar; isso você pode aprender com o exemplo de nossos pais:

- Avraham e Sara precisaram esperar Itschac durante setenta e cinco anos e rezaram sem parar até o seu nascimento.

- Rivca rezou durante vinte anos antes de ter um filho.

- Rachel era estéril e rezou quatorze anos antes de engendrar um filho.

- Chana permaneceu estéril durante dezenove anos antes de trazer ao mundo a Shmuel.”

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David disse: (Tehilim 19:98) “Torna-me mais sábio que meus inimigos”.

Podemos interpretar este versículo no sentido de “Torna-me sábio por meio dos (graças aos) meus inimigos”, quer dizer, aprendendo com eles.

Devemos aprender as técnicas de Essav para utilizá-las positivamente para o nosso bem.

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Há sete vícios que são abominação para Hashem (citados em Mishlei 5-16) e todos os encontramos em Essav:

-  a arrogância,

-  uma língua que mente,

-  mãos que derramam sangue inocente,

-  um coração que concebe maus pensamentos,

-  pés que correm para fazer o mal,

-  um falso testemunho,

-  trazer a discórdia entre os irmãos.

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Aquele que deixa de repreender o seu filho fará com que ele se afaste do caminho reto e no fim, este o odiará.

-  Avraham não protestou o suficiente com Yishmael e este se deteriorou no plano espiritual.

-  Itschac não chamou suficientemente a atenção de Essav e Essav piorou mais ainda.

-  David deixou de persuadir Avshalom convenientemente; como conseqüência este perseguiu seu próprio pai mais tarde, trazendo desgraças para o reino.

-  David nunca castigou seu filho Adoniahú e Adoniahú ficou por isso muito mimado.

Por outro lado, Avraham censurou Itschac e Itschac censurou Iaacov e este, por sua vez persuadiu seus doze filhos.

Alguém que ama verdadeiramente seu filho deve criticar a sua conduta até os mínimos detalhes; em troca seu filho só vai amá-lo mais ainda, ouvirá seus conselhos e seguirá o caminho da retidão.

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Como Iaacov o Tsadic pôde enganar Essav, extorquindo dele a primogenitura por um prato?

De acordo com o Midrash Lecach Tov (citado no texto) Essav vendeu o direito de primogênito por uma importância em dinheiro e a refeição só foi para fechar o negócio. O sefer Iehuda Hachassid diz: “Disso aprendemos que se um rashá tem um sefer Torá na mão, ou se ele faz uma mitsvá, é um mérito para um tsadic tirá-lo dele.

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O Rav Moshé Feinstein Z’L disse o seguinte:

“Apesar dos sofrimentos e da miséria na Europa, o judaísmo produziu grandes luminárias da Torá sem iguais na comunidade americana.

Ao analisar a causa deste fenômeno, descobrimos que um dos fatores chave reside na pressão que os pais exercem sobre os filhos para que continuem seus estudos e se assegurem uma boa parnassa (sustento); isso os impede de se concentrarem no estudo da Torá. Além do mais tornou-se normal pensar nos meios judaicos que a finalidade da vida é acumular o máximo possível de luxo e de prazeres, mas de maneira casher, lógico.

É claro que não se espera que uma pessoa que cresceu na América se contente com o nível elementar, que era a norma na Europa. Entretanto um judeu não deve pensar que é correto procurar a satisfação de todos os seus desejos. Sonhar em comprar um carro bonito ou uma casa luxuosamente mobiliada, com os aparelhos mais modernos só cria a necessidade de mais dinheiro. Na verdade, neste país, até gente pobre não precisa se contentar com pão, sal e água. Podem permitir-se carne todos os dias e aproveitar de muitas mais coisas. Está claro que não devemos procurar elevar mais ainda o nosso nível de vida. Se apenas resistíssemos ao Ietser Hará, que nos exige todos os luxos que pudermos alcançar, poderíamos consagrar menos tempo aos nossos negócios e encontrar mais tempo para o estudo da Torá.”

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Essav agia como o porco. O porco coloca o casco adiante para mostrar que é casher e dissimula seu sinal interno de impureza. (Ele não rumina os alimentos e portanto não é casher). Assim também, Essav tinha pretensões de virtude. Durante toda a sua vida ele seduziu mulheres casadas mas quando chegou aos quarenta, disse: “vou fazer como meu pai; meu pai casou só com quarenta e eu vou fazer a mesma coisa!”

Com que podemos comparar Essav? Com uma jóia de ouro folheado, que é na verdade de ferro branco.

Essav expressava assim, exteriormente, sua submissão ao pai; mas interiormente ele desejava vê-lo morto.

A imagem de um Essav que tem bons modos, versado nas fórmulas exteriores de cortesia porém bárbaro no coração não se limita à época bíblica.

Na nossa época, vimos como uma nação que se considerava ela própria o modelo da civilização, assassinou brutalmente seis milhões de indivíduos. O judeu laico, cujo objetivo é se parecer com os não judeus, tem muito em comum com essa descrição. Sua linguagem refinada e seus modos são apenas uma fachada que mascara a verdadeira depravação do seu coração. Existe apenas uma força absoluta para guiar a conduta de um ser humano: seu temor a D’us.

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Disse Itschac: “Estou velho e não sei o dia da minha morte.”

Há sete coisas cujo conhecimento está oculto para o homem:

-  o dia da sua morte

-  o dia que Hashem consolará Tsion, quer dizer o dia da redenção final

-  a profundidade do julgamento de Hashem

-  a obra na qual teremos êxito

-  os pensamentos dos outros

-  se a criança que uma mulher carrega no ventre é uma menina ou um menino

-  a época em que Edom cairá, que segue à chegada de Mashiach.

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Exclamou Itschac, tocando nele:

“A VOZ É A VOZ DE IAACOV,

MAS AS MÃOS SÃO AS MÃOS DE ESSAV!”

Essas palavras, pronunciadas com espírito profético, anunciavam o papel futuro do povo judeu com respeito aos gentis.

Efetivamente, A VOZ, o som da Torá e das orações é a parte de Iaacov, enquanto AS MÃOS, que simbolizam uma vida dirigida pela força física, são a marca de Essav e dos seus descendentes.

As palavras de Itschac significavam que enquanto Iaacov estudaria e cumpriria a Torá, as mãos de Essav não teriam poder contra ele.

Certa vez alguns gentis foram ver o filósofo não judeu Avnimus e lhe perguntaram se podiam esperar vencer um dia os judeus.

Sua resposta foi: “Ide ver suas escolas, Batei Midrashim e Batei Cnessiot: enquanto ouvirdes a voz das crianças estudando, nada podereis contra eles porque é o que seu ancestral Itschac lhes prometeu: “Enquanto a voz de Iaacov ressoar na oração e no estudo, as mãos de Essav não terão nenhum poder contra ele!”

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A BÊNÇÃO DE ITSCHAC A IAACOV:

“Enquanto cumprires a Torá, que D’us te dê:

11.orvalho dos céus

12.e o melhor da terra

13.abundância do trigo

14.e do vinho

15.que as nações te sirvam

16.e que se prosternem diante de ti

17.que sejas o senhor dos teus irmãos

18.e que os filhos da tua mãe se inclinem diante de ti

19.malditos os que te amaldiçoem

20.e benditos aqueles que te abençoem.

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Porque nossos Sábios qualificaram o ódio de Essav por Iaacov de halachá?

Eles queriam definir a verdadeira natureza do anti-semitismo. Sabe-se que o anti-semitismo nunca deixou de fazer ressurgir sua face horrorosa ao longo dos milênios. Os judeus foram odiados em todas as épocas e em todos os locais do globo, qualquer que fosse o grau de assimilação e adaptação dos judeus à cultura dominante. Eles foram atormentados pelas nações em todos os países, sem distinção de classe social ou de profissão, sendo eles ricos ou pobres. Qual é a causa profunda de uma situação tão incompreensível?

O ódio dos não judeus pelos judeus não pode ser reduzido a nenhum esquema, a nenhuma teoria científica ou sociológica. Sua origem não pode ser explicada pelos princípios Divinos que estão na Torá.

Rivca soube por profecia que os gêmeos que ela carregava no ventre não poderiam coexistir, e que um deveria se submeter ao outro. Se Iaacov cumprisse seu objetivo na vida, estudando e sendo fiel à Torá, Essav se submeteria a ele. Mas se Iaacov faltasse com seu dever, então a hostilidade latente de Essav explodiria num anti-semitismo ativo, recordando a Iaacov a verdadeira finalidade da sua vida.

O anti-semitismo tem, portanto, o caráter de uma halachá, de um fato inalterável, enraizado no plano Divino do mundo.

Nossa história prova que sempre que o Clal Israel foi leal a Hashem, Essav ficou impotente.

A não adesão à Torá e o anti-semitismo têm, então, uma relação de causa a efeito. Só existe uma maneira eficaz de superar o anti-semitismo: o estudo profundo da Torá.

DOMINGO 23 Cheshvan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Rishon de Toldot com Rashi

Tehilim: 108 a 112

Tania:

O Tsemach Tsedec foi detido vinte e duas vezes durante a conferência rabínica de Petersburgo, em 5603 (1843), devido à sua oposição à exigência do governo de modificar a educação.

O ministro perguntou-lhe:

“Não seria isso uma rebelião contra as autoridades?”

O Tsemach Tsedec respondeu:

“Aquele que se revolta contra as autoridades é passível de morte física. Aquele que se revolta contra a Realeza celestial é condenado à morte espiritual. Qual é a pena mais grave?”

SEGUNDA 24 Cheshvan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Sheni de Toldot com Rashi

Tehilim: 113 a 118

Tania:

Nos reinos materiais, é preciso olhar para aqueles que possuem menos do que nós e agradecer a D’us pelos Seus benefícios.

Nos reinos espirituais, é preciso olhar para aqueles que são mais elevados do que nós e implorar a D’us para receber o discernimento necessário para imitar o seu exemplo, bem como a força para elevar-se mais alto.

(Ver a esse respeito dia 30 de Sivan).

TERÇA 25 Cheshvan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shelishi de Toldot com Rashi

Tehilim: 119, versículos 1 a 96

Tania:

A Divina Providência conduz a cada um do lugar em que ele reside para reforçar nele o Judaísmo e espalhar a Torá.

Quando se lavra e se semeia, há crescimento.

(Neste dia se comemora o decesso do Rabino Menachem Mendel Hacohen Horenstein, marido da Rabanit Cheina, filha de Rabi Iossef Itschac. Ele deixou este mundo em 5703 (1942). Possa D’us vingar o seu sangue.

Foi nesta mesma data que em 5748 (1987), a corte de apelação federal de Nova York confirmou que a propriedade dos livros e dos manuscritos de Rabi Iossef Itschac voltava para a biblioteca da associação dos Chassidim Chabad.)

QUARTA 26 Cheshvan 5758 - 1998

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Revií de Toldot com Rashi

Tehilim: 119, versículos 97 ao final

Tania:

O caminho da verdade implica num perfeito conhecimento do próprio caráter e numa plena consciência dos próprios defeitos e qualidades.

Quando se conhecem os seus defeitos, se toma a peito corrigi-los em forma efetiva, não se livrando da obrigação unicamente com suspiros.

(Com respeito a isto ver dia 23 de Tevet).

QUINTA 27 Cheshvan

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Chamishi de Toldot com Rashi

Tehilim: 120 a 134

Tania:

Rabi Aizic Halevi de Homil contou:

“Quando fui a Liozna lá encontrei Chassidim idosos que haviam sido discípulos do Maguid e do Rabi Menachem Mendel de Horodoc. Eles tinham o costume de dizer:

‘Ama um judeu e D’us te amará. Faz o bem a um judeu e D’us te fará o bem. Aproxima um judeu de ti e D’us te aproximará d’Ele’ ”

SEXTA 28 Cheshvan 5758 -

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shishi de Toldot com Rashi

Tehilim: 135 e 139

Tania:

O conceito de Providência divina pode ser definido da seguinte maneira:

Ela rege os mínimos detalhes do movimento das diferentes criaturas. Ela constitui a vitalidade de cada uma e está na base da sua existência. Mais do que isso, ela chama a atenção sobre o fato que cada movimento tem uma implicação profunda na finalidade global que está determinada para a criação. É somando e unindo todas as ações individuais que se cumpre a Vontade profunda de D’us, na origem de toda a criação.

Que o homem medite, então. Se o movimento de uma planta é comandado pela Divina Providência e intervém na finalidade da criação em seu conjunto, quanto mais o é para a espécie humana em geral e para Israel, a nação que está próxima d’Ele, em particular.

SHABAT 29 Cheshvan

·  Faz-se a benção de Rosh Chodesh Quislev.

·  De manhã são lidos todos os Tehilim.

·  É um dia de Farbrenguen.

Passagens a serem estudadas:

Chumash: Shevií de Toldot com Rashi

Tehilim: 140 e 150

Tania:

Não há palavras para descrever o grande mérito daqueles que se encarregam da tarefa sagrada que consiste na leitura dos Tehilim na presença de um Minian. Grande é a satisfação que decorre disso lá em cima, como o estabelecem nossos livros sagrados. Dá-se um breve resumo disso no fascículo sobre a leitura pública dos Tehilim (Covets Michtavim, 1)

Que grande é a vossa felicidade, povo de Israel. Graças a isso sereis abençoados, vós, vossas esposas, vossos filhos e vossas filhas, possa D’us outorgar vida longa a vocês. Tereis saúde e prosperidade material, em abundância. É pelo mérito de vocês que a comunidade de Israel em que viveis, no seio de todo o povo judeu, será salva em todas as necessidades materiais e espirituais.”

(Ver com respeito a isso dia 13 de Tamuz).