10. Mikets, no final de...


B’SD

Kol Hamoshiach

PARASHAT MIKETS

Conteúdo da Parashá:

Þ   Iossef interpreta os sonhos de Faraó

Þ   Iossef é nomeado vice-rei do Egito

Þ   Iossef casa e gera dois filhos

Þ   Os sete anos de abundância seguidos pela fome

Þ   A legislação de Iossef durante os anos de fome.

Þ   Os irmãos de Iossef se dirigem ao Egito.

Þ   Iossef trata duramente seus irmãos.

Þ   Os irmãos voltam para a casa de Iaacov e lhe pedem para mandar Biniamin para o Egito.

Þ   Os irmãos são convidados para jantar com Iossef.

Þ   Os irmãos são acusados de terem roubado o copo.



O SONHO DE FARAÓ: O PÃO DA VERGONHA

Os sonhos de Iossef

Iossef tem um sonho que ele conta aos irmãos:

“No meu sonho vi que estávamos todos, os doze, atando feixes num campo. Os feixes que vocês tinham amontoado murcharam enquanto o meu ficou fresco. Os seus feixes envolveram o meu e se prosternaram

Iossef tem outro sonho que ele conta primeiro aos irmãos e depois ao seu pai, na presença deles.

Sonhei que o sol, a lua e onze estrelas se prosternavam diante de mim”.

Estes 2 sonhos eram uma profecia.

Os sonhos do Faraó

O Faraó sonhou que estava na beira do Nilo e que via sete vacas gordas subirem do rio e pastarem nos campos. Atrás delas sete outras vacas emergiram, as mais magras e as mais descarnadas que ele jamais tenha visto. As sete vacas magras devoraram as sete vacas gordas e ficaram como estavam antes.

O Faraó acordou. Dormiu de novo e teve um segundo sonho similar.

Sete espigas de trigo cheias cresceram numa só haste, depois foram engolidas por sete espigas de trigo magras e batidas pelo vento.

Logo depois, o Faraó viu a interpretação dos seus sonhos mas não pode recordá-lo.

Há diferenças entre os sonhos de Iossef e os de Faraó.

Iossef sonha que seus irmãos estão atando e amontoando os feixes no campo; portanto, eles estavam trabalhando.

Para Faraó os acontecimentos são diferentes. Nos seus sonhos ninguém trabalha.

Os sonhos de Iossef transcorrem na Santidade.

Tudo que se recebe de Hashem é fruto de uma recompensa pelo nosso trabalho. Somos nós que devemos nos esforçar trabalhando para então merecer um fluxo de bem, como pode ocorrer nos sonhos de Iossef em que não há ninguém que fique do lado de fora e onde todos são trabalhadores do campo.

Nos sonhos de Iossef há uma elevação de um nível a outro.

No primeiro sonho ele ve as espigas sendo reunidas e ligadas. Quer dizer que foram tomadas espigas de triga que estavam separadas e elas foram unidas e amontoadas todas juntas. Ele criou uma unidade. Portanto, neste sonho há uma elevação de nível: da desunião à união.

No segundo sonho de Iossef há também uma elevação. Antes Iossef havia sonhado com o campo; neste sonho tudo acontece com o sol, a lua e as estrelas, quer dizer coisas celestiais.

Do lado do Faraó, acontece exatamente o contrário. É uma queda trás uma queda.

O primeiro sonho é com vacas, que pertencem à espécie animal.

O segundo sonho é com espigas de trigo, do reino vegetal.

Esta é uma descida de nível.

Há também uma descida de nível dentro de cada sonho do Faraó.

Primeiro são vacas bonitas e saudáveis. Depois são vacas magras e feias que engolem as gordas.

Acontece o mesmo no segundo sonho. Primeiro aparecem belas espigas que depois são queimadas pelas magras.

A própria interpretação do sonho é da ordem da Ieridá (descida). Há primeiro sete anos bons, com saciedade. Depois a descida, sete anos de fome, uma grande fome, a ponto tal que se esquecem dos anos bons; os anos de saciedade não são mais vistos. Nada fica da época da saciedade.

Portanto, tudo que se refere ao Faraó sofre descenso e diminuição e tudo que se refere aos sonhos de Iossef está na Quedushá, sofre uma evolução, com um aumento dentro do Codesh (o que pertence a D’us).

A Quedushá é eterna. Paralelamente, o que não é Cadosh, quer dizer o que se refere ao Faraó, não subsite: diminui até não existir.

O Judeu deve aprender com os sonhos de Iossef para poder merecer o fluxo de bem de Hacadosh Baruch Hu. É preciso se esforçar e trabalhar para que então Hashem mande o bem. Em Pirquei Avot (A Ética dos Pais) lemos: “Trabalhaste e conseguiste – acredita”. Quando a pessoa trabalha, via receber de Hashem uma retribuição muito maior que o esforço que ela forneceu. E o que ele vai receber só vai aumentar: aumenta e evolui. Talevez, se o Judeu quer merecer uma hashpaá (um fluxo) de Hasehm e não quer trabalhar, não quer se esforçar, então ele vai receber como o Faraó. Isto é vai receber de lado, já que não é da Quedushá. Uma influência, um fluxo assim, não vai ficar. Ele vai indo diminuindo até nada mais sobrar.

Historia: os sonhos

Um dia uma mulher foi procurar rabi Eliezer e lhe pediu que interpretasse o seu sonho. Ela lhe contou: “No meu sonho, vi o teto da minha casa se curvando.

-  Isso significa, interpretou rabi Eliezer, que você vai dar nascimento a um filho de sexo masculino.”

(Rabi Eliezer havia interpretado a fissura do teto como sendo o símbolo dos sofrimentos do parto que são mais duros para um menino que para uma menina.)

Suas palavras se cumpriram e a mulher teve um menino.

Numa outra vez, a mulher veio para saber o significado do seu sonho, mas quando ela procurou Rabi Eliezer no Beit Hamidrash, não pode encontrá-lo.

“Onde está o vosso Rabi? Perguntou aos seus alunos.

-  No momento ele não está. Conta-nos o teu sonho e vamos interpretá-lo, sugeriram os alunos.

-  Sonhei de novo que via meu teto se curvando.

-  Isso significa que você vai enterra o teu marido! Lhe disseram.

-  Ai de mim!” disse ela, chorando ...

Quando Rabi Eliezer voltou, se escutava ainda o pranto da mulher.

“O que houve, o que aconteceu aqui?, perguntou.

- Veio uma mulher consultar-nos com respeito a um sonho e nós lhe respondemos, replicaram os alunos.

- E qual foi o sonho e o que vocês lhe disseram?” pergunto Rabi Eliezer.

Eles repetiram sua predição.

“Vocês fizeram com que ela perdesse o marido, gritou Rabi Eliezer. Vocês acaso não sabem que a realização de um sonho depende da maneira pela qual ele é explicado? Está escrito na Torá que os sonhos do mestre copeiro e do mestre padeiro se cumpriram como Iossef o havia predito: eles se realizaram porque Iossef os havia interpretado dessa maneira!”

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A VERDADEIRA TSHUVÁ

Os problemas ocorridos no Egido ocorrem como punição pela venda de Iossef por seus próprios irmãos. Quando ocorrem esses problemas no Egito, os irmãos começam a lamentar o que haviam feito ao irmão. Eles dizem: somos todos culpados. Vimos a que ponto nosso irmão Iossef tem problemas; ouvimos suas queixas e não o ajudamos. É certamente por isso que estamos com esses problemas.

Quando Reuven viu que seus irmãos se arrependeram pela venta de Iossef e que decidiram fazer Teshuvá, ele lhes disse: “eu não lhes disse para não cometerem um pecado contra essa criança e vocês não me ouviram!”. Ele lembrou-lhes que no momento da venda os havia aconselhado para não pecarem mas que eles não ouviram sua voz. Em nome de que Reuven faz essas recriminações aos irmãos? Se vemos um homem na aflição e ele se arrepende dos pecados, devemos nos esforçar por consolá-lo, apoiá-lo, e principalmente devemos evitar aumentar o seu sofrimento e não recriminar suas más ações. Mas Reuven aqui recorda cada detalhe do que aconteceu, dando o tipo de detalhe que exagera o pecado e que aumenta a angústia. Será este um comportamento adequado para um primogênito de verdade? Reuven, entretanto, lembra intencionalmente aos irmãos o seu grande pecado. Ele quer perceber em cada um deles uma Teshuvá REAL. Reuven viu os irmãos fazerem Teshuvá e se arrependerem do pecado e de todo o mal que fizeram a Iossem quando percebeu os problemas havidos no Egito Mas Reuven entendeu que a Tshuvá deles não era sincera, que havia sido suscitada em razão da situação muito difícil vivida no Egito (Teshuvá “por necessidade”, “por interesse”).

A verdadeira Teshuvá é aquela que vem da profundeza do coração, que vem de uma tomada de consciência profunda da grandeza do pecado e de um grande arrependimento consequente (não só porque ele teve problemas, fez tshuvá). A Tshuvá é provocada por um pecado e vem por uma razão qualquer, como um problema, uma angústia. Mas não é inteiramente verdadeira porque se o problema não tivesse existido ele não teria feito a Tshuvá. Ele só fez Tshuvá porque o problema aconteceu.

Reuven queria que os irmãos se arrependessem de verdade pela venda de Iossef e não pela situação que estavam vivendo no Egito naquele momento, e que era difícil para eles; a tshuvá teria que ser pela gravidade em si do pecado cometido e pelas consequências do mesmo. É por isso que Reuven lhe lembra os detalhes de tudo o que ocorreu no passado: “não lhes disse para não cometerem um pecado contra essa criança e vocês não ouviram”. A recordação dos pecados tem, portanto, a intenção de ajudá-los a fazer uma verdadeira Tshuvá. Ele não os consolou. Também os recriminou. Só queria ajudá-los para que alcancem a REAL TSHUVÁ.

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IEHUDÁ E TAMAR

Quando os filhos de Iaacov realizaram que seu pai não aceitaria ser consolado pela perda de Iossef, disseram: “Foi inteiramente o erro de Iehudá! Nós respeitamos os seus conselhos, e é por isso que não matamos Iossef quando ele se opôs a esta idéia. Se Iehudá tivesse dito: ‘Não o vendam’, nós não teríamos vendido.” Consequentemente, os irmãos mandaram Iehudá embora e ele seguiu seu próprio caminho.

Iehudá tomou por esposa a filha de um mercador que tinha se instalado na vizinhança. A mulher de Iehudá lhe deu três filhos, Er, Onan e Shela.

Os filhos de Iehudá podiam ter se tornado os ancestrais dos reis, já que Iehudá era da Tribo real, mais decidiram de maneira diferente. O primogênito, Er, casou com a virtuosa Tamar, a filha de Shem, filho de Noach. Ela era tão bela quanto reservada.

Er temia que uma gravidez lhe fizesse perder sua beleza. Pecou deturpando o objetivo do casamento. Hashem o castigou com a morte. Era também uma punição para Iehudá. Hashem disse: “Quando você mostrou a roupa de Iossef suja de sangue ao teu pai, você não tomou em consideração o sofrimento que um pai sente quando perde um filho. Eu juro a você que você perderá tua mulher e enterrará teus filhos e que você vai viver também a tragédia da perda dos filhos!”

Iehudá disse ao seu segundo filho, Onan: “Casa com a mulher do teu finado irmão e cumpre a mitsvá de ibum. Hashem ordenou a Adam não servir ídolos. Ele determinou a Noach que não comesse a carne de um animal vivo. Ele mandou que Avraham se circuncidasse. Ele comandou a Iaacov não consumir guid hanashé. A mim, Ele ordenou a mitsvá de ibum: se um homem morre sem filhos, seu irmão ou seu parente mais próximo deverá se casar com sua viúva. A criança que vai nascer dessa união será chamada de acordo com o falecido.” Onan aceitou casar com Tamar mas pecou como seu irmão desperdiçando sua semente. Ele foi então castigado por Hashem e também morreu.

Iehudá temeu dar seu terceiro filho a Tamar já que a morte dos seus dois primeiros maridos era de mau augúrio. Ele pensou que fosse uma mulher que podia provocar a morte dos seus maridos. Ele adiou o casamento de Shela, dissuadindo Tamar com as seguintes palavras: “Fica em casa até que Shela cresça!”

Mesmo depois que Shela cresceu, Iehudá não o deu a Tamar.

Durante este período, a esposa de Iehudá morreu. Seus irmãos vieram confortá-lo. Quando o período de luto terminou, Iehudá partiu para supervisar a tosquia das ovelhas.

Tamar queria carregar os filhos da santa tribo de Iehudá, porque sabia profeticamente que grandes homens descenderiam de uma união entre ela e Iehudá. Ela era uma tsadequet e agiu com sabedoria. Motivada por intenções que eram lechem chamaim, (em nome de D'us), ele recorreu a um estratagema para enganar Iehudá.

Ela vestiu um véu e sentiu numa encruzilhada perto do local onde habitava Avraham, porque sabia que todos os que passavam se detinham para visitar este local. Tamar levantou os olhos para Hashem e orou: “Tu sabes que estou agindo em Teu Nome. Não me deixe abandonar o tsadic Iehudá de mãos vazias.”

Quando Iehudá chegou na encruzilhada, percebeu uma mulher que parecia ser de vida fácil, mas passou por ali sem se deter, porque era um tsadic de estatura que não podia se rebaixar para casar com uma prostituta.

Contra a vontade de Iehudá, entretanto, um anjo de Hashem o conduziu para ela. Hashem disse: “De que união reis poderão sair se não é dessa? De que outra união nobres poderiam sair?”

Iehudá não reconheceu Tamar, já que ela havia sempre usado um véu no rosto de maneira pudica, em sua casa. É por essa qualidade de pudor que Hashem a escolheu para ser ancestral da família real de Clal Israel (povo judeu).

Iehudá perguntou-lhe: “Você é uma não judia?

-  Não, me tornei judia, respondeu ela.

-  Você é casada?

-  Não.

-  Talvez teu pai tenha destinado você a outro homem?

-  Não, sou órfã.”

Ela lhe perguntou: “O que me darás para vir a mim?

- Eu mandarei a você uma cabra nova do rebanho.”

Iehudá tinha enganado o pai com uma cabra nova quando lhe mostrou a roupa de Iossef molhada de sangue de uma cabra. Hashem disse: “Eu juro que você também será enganado por uma cabra jovem!”

“E até lá, será que você poderia me dar uma garantia?, pediu Tamar.

-  Que garantia poderia dar-te? Interrogou Iehudá.

-  Me da o teu anel, o teu manto e o teu bastão que está na tua mão, Com teu anel, casa comigo como é preciso!”

Iehudá realizou a cerimonia do casamento na presença de duas testemunhas, os dois homens que o acompanhavam.

Todas as palavras de Tamar continham alusões proféticas. Com as palavras “teu anel” ela profetizou que reis e nobres seriam seus descendentes. “Teu manto” continha uma alusão aos membros do  Sanhedrin (Tribunal Supremo) que vestem constantemente taletim e tefilin e que seriam também seus descendentes. “Teu bastão” se refere a Mashiach, que deve nascer da tribo de Iehudá, do qual está dito: (Ichaïa 11:1): “E sairá uma vara do tronco de Ishai.”

Quando Iehudá voltou para casa, mandou a cabra que tinha prometido à mulher mas ela não foi encontrada em lugar algum.

Três meses depois, foi anunciado a Iehudá: “Tua nora está grávida por prostituição. E mais do que isso, ele está orgulhosa disso e está se gabando: “Estou carregando reis! Estou levando salvadores!”

Iehudá convocou um Beit din (tribunal rabínico) para julgar e punir seu ato. Os juizes eram Itschac, Iaacov e Iehudá e eles decidiram que Tamar devia ser queimada.

Ela esta condenada a morrer pelo fogo por era a filha de um cohen (sacerdote), que, de acordo com a lei da Torá, está condenada a ser queimada por imoralidade. (Vaicrá 21:9) Seu ato constituía um ato imoral equivalente a um cometido por uma mulher casada, já que ela estava destinada por ibum a um outro homem.

Tamar poderia ter tornado público o fato de estar grávida de Iehudá, mas se conteve de agir assim, dizendo: “prefiro enfrentar a morte que envergonhá-lo em público.”

É melhor deixar-se jogar numa fornalha que envergonhar alguém em público.

Quando ela foi trazida para ser queimada, ela quis mandar a Iehudá um mensageiro com os objetos que ele tinha lhe dado como garantia. Mas quando procurou o anel, o bastão e o manto não pode encontrá-los.

O anjo Samael os havia escondido para impedir o nascimento de Davi (descendente de Tamar) que ia golpear Edom.

Tamar levantou os olhos para o Céu e exclamou: “Eu Te suplico, tenha piedade de mim, Hashem! Responde-me neste momento de aflição e aclara meus olhos para que eu possa reencontrar os objetos da garantia!”

Hashem ordenou ao anjo Michael que procurasse o penhor e Tamar o descobriu. Ela entregou tudo a um mensageiro e lhe ordenou que dissesse aos juizes: “Estou grávida do homem a quem isso pertence. Não divulgarei o seu nome, mesmo se me queimarem, Por favor, reconheçam a quem pertencem!”

A súplica por trás dessas palavras se dirigia a Iehudá. “Eu rogo que mostres o teu reconhecimento ao Criador e não nos destrua, a mim e às crianças que levo na barriga!”

A mesma expressão que ele havia utilizado com respeito ao seu pai foi assim devolvida a Iehudá. Agora Tamar lhe dizia: “Reconheça a quem isso pertence!”

Quando Iehudá viu o penhor, ficou envergonhado e foi tentado a negar que era dele. Mas ele ganhou a batalha com seu ietser hará (instinto do mal), e pensou: “prefiro ter vergonha neste mundo que ter vergonha diante dos meus ancestrais virtuosos no olam haba!(mundo vindouro)”

Ele então admitiu: “Ela tem razão. Eu sou culpado por não tê-la deixado casar com Shela. É de mim que ela está grávida.” Saiu uma voz celestial que proclamou: “É por Mim que estes acontecimentos foram assim dirigidos. Ela será ancestral de reis e profetas! Eu juro, Iehudá, que da mesma maneira que você salvou do fogo a Tamar e às duas crianças que ela está carregando no ventre, assim também Eu salvarei três dos teus descendentes, Chanania, Michael e Azaria, da fornalha!”

O nome de Iehudá contem todas as letras do nome de Hashem (Iud-qué-vav-qué), porque Iehudá cumpriu um quidush hashem (santificação de D’us) ao proclamar a verdade em público.

Tamar teve gêmeos. No momento de nascer, um deles estendeu sua mão e a parteira colocou imediatamente um fio vermelho brilhante no punho para identificá-lo como sendo o primogênito. Mas ele retirou sua mão e o segundo menino saiu primeiro. Ela o chamou Perets, que quer dizer: “aquele que surgiu”. O irmão que nasceu depois dele foi denominado Zerach por causa do fio vermelho brilhante atado no seu punho.

Vemos que a Torá interrompeu o relato da história de Iossef para inserir o episódio referente a Iehudá e Tamar.

Porque, no meio do relato da vida de Iossef, nos falam do casamento de Iehudá e de Tamar?

Várias respostas permitem esclarecer este problema.

Ao inserir este episódio, a Torá nos da um apanhado da maravilhosa maneira pela qual Hashem guia a história. As pessoas têm a tendência de se ocupar com os próprios problemas, e pensam que estão dirigindo o curso dos acontecimentos humanos. Na realidade é Hashem que guia a história, lá de Cima, dirigindo o desenrolar de todos os acontecimentos com as finalidades que Ele deseja.

-  As tribos estavam ocupadas vendendo Iossef

-  Iossef estava mergulhado em sombrios pensamentos com respeito à separação do seu pai

-  Reuven estava comprometido no arrependimento, por causa do seu erro

-  Iaacov chorava Iossef

-  Iehudá se casava

-  E, enquanto todos esses fatos ocorriam, Hashem estava preparando a LUZ DE MASHIACH!

Foi a venda de Iossef que precipitou finalmente o exílio egípcio. Antes desse primeiro exílio, Hashem queria já fincar o marco da redenção final, trazendo à vida o ancestral de Mashiach. D’us provocou a união de Iehudá e Tamar para que nasça Peretz, ancestral da dinastia de Davi, e finalmente de Mashiach.